domingo, 4 de março de 2012

LIDANDO COM A NEGATIVIDADE - PARTE 1


Por Sister Jayanti

Neste mundo há tantas perguntas sobre nosso futuro, o meio ambiente e a população, a situação política e financeira, a distribuição de recursos... Só é preciso pegar um jornal para perceber que o mundo está numa situação terrível. É fácil se tornar negativo.

Se quero me tornar negativo, posso encontrar 1.001 razões para ser. Se permito que todos esses fatores me influenciem, então sim, é como se 1.000 armas fossem apontadas para a minha cabeça, de modo que eu me sinta extremamente negativo. Outro fator são as pessoas pelas quais estou rodeado; é muito fácil ser influenciado por sua negatividade.

Posso ser influenciado pelas pessoas com as quais trabalho, e às vezes, a negatividade delas me ataca, de modo que se torna difícil manter meu equilíbrio, leveza e felicidade por causa de suas reações e respostas negativas para tudo, ou por minha resposta negativa a elas. Posso não gostar da forma como falam comigo ou olham para mim, assim, há um crescimento gradual de sentimentos de ser pressionado por todos os lados. Como posso escapar?

Mesmo se eu escapasse, haveria outra percepção profunda – que o problema na verdade não está no mundo lá fora ou nas pessoas que estão comigo. Se eu passo poucos momentos em uma reflexão honesta, percebo que o que quer que esteja acontecendo dentro de mim é a raiz da minha negatividade. Isso provavelmente não trará satisfação ou leveza, e pode até mesmo causar sentimentos de depressão ou peso, porque significa que percebi que a negatividade está vindo de dentro. E como eu lido com isso? Antes de tudo, posso tentar compreender, e, ao compreender e perceber, terei atravessado um longo caminho para ser capaz de consertar as coisas.

Compreendo que o período da história pelo qual a civilização passa agora é particularmente escuro. Porém, não vai ser para sempre. A condição do mundo é horrível, mas mudará. Depois da escuridão, a luz virá; a noite se torna dia. Isso acontecerá na passagem do tempo; eu não posso forçar o dia a vir, eu não posso forçar o passo, de modo que eu aprendo a ser um observador desapegado. Posso fazer parte dos movimentos que trarão o dia e não permitir que coisas afetem o meu próprio estado interno de consciência.

Isso requer um pouco de experiência. Posso traçar uma analogia aqui: um ator desempenha um papel no palco e está totalmente envolvido em tudo o que está acontecendo. Alguém que está na platéia é consciente de tudo o que está acontecendo no palco também, mas existe uma diferença no estado de consciência. Eu tenho que aprender a ser ambos nesse jogo da vida. Tenho que ser um ator e um observador. Tenho que ser capaz de dar passagem e olhar para as coisas a uma certa distância. Isso trará fé e confiança ao fato de que a escuridão da noite passará e a luz do dia virá.

E sobre a negatividade das outras pessoas? Sei que se sou afetado pela negatividade das outras pessoas, estarei conectado em um ciclo de ações, reações e respostas às quais não tenho controle. Mas se eu vê-las, ouvi-las, respeitá-las como seres humanos e indivíduos, e entender seus pontos de vista, não me permitirei ser movido de minha posição interna de estabilidade. 

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