segunda-feira, 2 de abril de 2012

Os quatro elementos e a psicologia do ser humano - Parte 2


:: Elisabeth Cavalcante :: 
O psicólogo americano Ralph Metzner foi um dos primeiros profissionais da área a estudar os elementos em seu relacionamento com os tipos de personalidade. Na Stanford University, Metzner organizou pequenas sessões de encontro entre pessoas com várias combinações de elementos.

Depois de alguma experiência com essas sessões e de estudar, com certa profundidade, as correlações astrológicas dos elementos, o psicólogo concluiu que os quatro elementos simbolizam tipos de pessoas que metabolizam as experiências em velocidades diferentes e de maneiras diferentes.

Essas abordagens diversas da experiência levam os quatro tipos de pessoas a lidar de maneiras diferentes com os conflitos ou os obstáculos que surgem em suas vidas.

Os signos de ar tendem a se elevar acima dos conflitos e a flutuar ao redor deles. Embora mais tarde possam ficar ressentidos com a pessoa que colocou o problema no seu caminho, na ocasião eles raramente deixarão de agir com elegância.

Os signos de água também detestam todas as formas de conflito (com exceção de alguns escorpianos). Tendem a escorrer ao redor dos conflitos, por baixo deles ou sobre eles, ou então – se tudo falha – a desgastar lentamente a pessoa ou a coisa que está no seu caminho. Escorpião, porém, muitas vezes procura desafios e problemas, compreendendo, subliminarmente, que tais desafios fazem aparecer sua maior força e seus maiores recursos. Assim mesmo, Escorpião manterá, durante a maior parte do tempo, um silêncio carregado, não desejando causar nenhum conflito desnecessário.

Os signos de terra, sendo bastante sólidos por natureza, tendem a desdenhar o conflito, preferindo absorver lentamente o ímpeto do problema. Entretanto, forçados contra a parede, são capazes de agredir duramente o obstáculo com força total. Isto se aplica particularmente a Touro, a terra fixa, que nunca procurará conflitos mas que é capaz de uma cólera e de uma força surpreendentes, se for exageradamente provocado.

Os signos de fogo tendem a vencer os obstáculos, a queimá-los ou a afugentá-los, com uma demonstração de força. Raramente exibem um comportamento que poderia ser chamado de diplomático.

A astróloga Lois Sargent em seu livro sobre comparações de mapas intitulado
How to Handle Your Human Relations, dá grande importância aos elementos como meio para se compreender como pessoas diferentes abordam as soluções de seus problemas. Ela afirma que os signos de fogo reagem às situações com intensidade desejando uma ação direta na solução dos problemas e tendendo mais para o impulso que para a deliberação. Os tipos de terra são motivados pelo desejo de resultados práticos, úteis. Eles geralmente têm um sólido senso comum, quer o usem ou não. As pessoas dos signos de ar gostam de ponderar as coisas e geralmente pensam antes de agir. Os tipos pertencentes aos signos de água são impressionáveis, sensíveis e intuitivos. Eles se inclinam a aguardar os acontecimentos para encontrar uma orientação para a solução dos seus problemas.

Os elementos também nos fornecem uma indicação a respeito de como controlar e canalizar vantajosamente as nossas energias. O médico e astrólogo medieval Paracelso, que Jung considerou um precursor dos psicólogos modernos, atribuiu um espírito da natureza, específico, a cada um dos elementos. Esses espíritos, ou suas variações, são encontrados em todas as mitologias do mundo e simbolizam o modo de operação do elemento.

Segundo Paracelso, as ondinas eram consideradas os espíritos da água, e ele declarou que elas devem ser controladas por meio da firmeza. Portanto, podemos aprender que as pessoas dos signos de água precisam ser firmes consigo mesmas e que, às vezes, essa firmeza é a melhor maneira de se lidar com esse tipo de pessoa, especialmente quando suas emoções estão fora de controle.

Paracelso dizia que os espíritos do ar eram as sílfides e que elas podem ser controladas pela constância. É evidente que uma abordagem decisiva e consistente da vida, é algo que os signos de ar poderiam muito bem cultivar. Para os signos de ar é difícil assumir um compromisso com uma determinada resolução, mas esse é um passo importante em sua evolução.

Os espíritos de fogo são as salamandras, que podem ser controladas principalmente pela serenidade. Em outras palavras, os signos de fogo podem moderar os usos extremos da sua energia cultivando, conscientemente, um tranqüilo e calmo estado de contentamento. Se os signos de fogo puderem aprender esta arte de aceitar calmamente a vida no aqui-e-agora, evitarão muita tensão e muito desgaste de energia.

Os espíritos da terra são os gnomos, que teriam de ser controlados pela generosidade jovial. A generosidade jovial não é uma qualidade comumente encontrada nos signos de terra, mas é uma coisa que trará benefícios para eles se for aprendida. A maior força e irradiação dos signos de terra resplandece quando eles assimilam esta qualidade na sua natureza.

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