quarta-feira, 15 de agosto de 2012

SEJA MELHOR QUE VOCÊ E NÃO MELHOR QUE O OUTRO!


Certa feita, uma professora disse que não deveríamos nos comparar a ninguém, somente a nós mesmos. Sabe aquelas frases que batem fundo e nós faz repensar algumas atitudes? Pois bem, assim me veio essa citação. Comecei a pensar em como estamos habituados à comparações. Desde a infância, vamos sendo moldados a partir de referenciais, comparações que são feitas e, através das quais, construímos nosso comportamento e valores. Tudo se desenvolve através da observação, escolhendo o que desejamos para a nossa realidade. Os pais se espelham em outros pais e nos seus próprios, determinando o que considera adequado e correto para a educação dos seus filhos. As crianças observam outras crianças e assumem atitudes e comportamentos que gostam. E assim vamos crescendo, comparando, observando e nos moldando conforme nossa avaliação interna. Isso tudo é natural e faz parte do mecanismo da vida. A questão é quando iniciamos uma competição, permitindo que o desequilíbrio de sentimentos e atitudes se instale. Nesse momento, o objetivo não é mais observar e aprender, mas sim, ser melhor que o seu ponto de referência. A questão se torna ser pais melhores que os amigos ou uma criança mais legal que o colega.
Se formos observar a nossa vida desde a infância, podemos perceber que as competições nos acompanham desde cedo: quem andou ou falou primeiro, quem tira as melhores notas, qual o filho mais educado, qual o melhor salário, qual o melhor emprego, quem tem a casa maior e por aí vai! Vamos construindo o habito de nos compararmos e nos valorarmos a partir do outro. O referencial não é a nossa essência e o que devemos melhorar. Olhamos para o outro, percebemos o que desejamos e partimos na conquista, sempre nos comparando e competindo com o nosso modelo. Esse comportamento é estimulado nas escolas, nas faculdades, nos trabalhos e nosso meio social. Não basta ser bom, temos que ser melhor que o outro.

Agora, lhe convido a prestar atenção nos sentimentos que despertamos quando sintonizamos na competição desenfreada. Não fazemos brotar sentimentos de crescimento e evolução, mas o desejo de superar o outro e se mostrar mais capaz. Sintonizamos na inveja, no ciúme, na vaidade e no orgulho que tantas vezes é ferido e, em outras, inflado. E assim vamos construindo a sintonia do nosso entorno. A nossa autoestima sofre altos e baixos porque não respeitamos mais a nossa capacidade e limites internos. Sentimo-nos inferiores por não sermos melhor ou igual aquela pessoa e iniciamos um processo de destruição da nossa autoconfiança e amor próprio.Penso que, na verdade, precisamos dos referenciais para crescer e nos moldarmos, mas o foco nunca deve ser o outro, mas nós mesmos. Precisamos nos conhecer, perceber nossas inferioridades e melhorá-las. Devemos investir nas qualidades inerentes ao nosso ser e buscar a superação dos nossos próprios limites. Se espelhe no outro para compreender como chegar lá, tendo exemplos e trocando experiências, mas nunca desejando ser melhor. Compara-se consigo mesmo. Veja onde você estava há um ano, observe seu crescimento, suas mudanças, como se superou e melhorou a sua realidade de vida. Se anime com as suas próprias conquistas e busque os seus objetivos, respeitando quem você é e as ferramentas que possui. Sei que não é fácil mudar esse padrão de comportamento, afinal, fomos educados assim, mas é necessário acabar com essa sintonia destrutiva de querer ser mais que o outro. A única pessoa a quem você deve superar é a si mesmo! Tenha em mente que você é o foco da sua caminhada e descubra quantos caminhos maravilhosos é possível construir a partir desse ponto de partida. Tente e veja a sua vida se transformar!"Nunca compare sua jornada com a de outra pessoa. Sua jornada é a SUA jornada e não uma competição." - Autor desconhecidoNamastê.

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