quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

MUDANÇA INTERIOR

O Baguá que rege a Espiritualidade ajuda a exercitar a fé, fator essencial para a mudança em sua vida.


O mundo se move de forma cada vez mais frenética. Vive-se constantemente com a sensação de que não há tempo suficiente para resolver os problemas e as preocupações. São responsabilidades em casa, no trabalho, com a vida financeira, consigo mesmo, com as pessoas que se ama. No meio de tantas cobranças, muitas vezes é difícil manter o equilíbrio, estado tão almejado que proporciona serenidade e sabedoria para enfrentar o dia a dia. A espiritualidade é o refúgio mais certo para quem busca a harmonia. É por meio dela que entramos em sintonia com as forças superiores que regem o mundo e com os nossos verdadeiros sentimentos. É também nesses momentos de interiorização que muitas das respostas que procuramos aparecem. Ser espiritualizado não é sinônimo de seguir uma religião específica. Significa apenas a busca por uma integração mais feliz em todos os setores da vida, agindo com o objetivo de ter mais alegria, paz, amor, respeito, bom humor, amizade e fraternidade para as pessoas e o mundo à sua volta. A espiritualidade está em todos os lugares. Está em um gesto de bondade, em um sorriso puro, na beleza e vivacidade da natureza, nas boas intenções. Basta apenas tirar os olhos das coisas materiais e começar a sentir a força das energias boas, percebendo o quanto elas são importantes para a verdadeira felicidade. No Feng Shui o guá da Espiritualidade está localizado no canto inferior esquerdo do baguá.

Também chamado de guá da Sabedoria, é lá que estão as energias que regem o autoconhecimento e a paz interior dos moradores. Representado pelas cores verde e lilás, pode ser ativado com livros e objetos relacionados ao conhecimento. O elemento correspondente é a Terra, símbolo da sinceridade e da lealdade. Também se manifesta nas formas quadradas, retangulares, planas e horizontais, por remeterem à estabilidade. Seu trigrama é associado ao Ken, que representa a montanha, símbolo da reflexão. Ligado diretamente ao conhecimento da essência das coisas e da vida, convida ao desenvolvimento mental e espiritual para a evolução do entendimento. Conheça alguns projetos que reforçam a fé e a confiança dos moradores e inspire-se para começar uma mudança transcendental em sua vida.



Refúgio Místico

Nos países orientais, quase tudo é espiritualidade. Os lugares cheiram a incensos, monges andam pelas ruas, os templos estão sempre de portas abertas para a meditação e grande parte da população pratica uma filosofia religiosa. Foi nessa riquíssima cultura que a arquiteta Tieko Matsuda encontrou inspiração para a decoração deste projeto. "A diversidade é também resultado do contato intenso e da liberdade da moradora, que acompanhou cada detalhe".

As almofadas em formato quadrado e a cabeceira da cama ativam o elemento Terra, representado também pela cor amarela e pelos móveis densos e pesados. Já os tons de lilás e azul, ligados diretamente a Espiritualidade, estão presentes na roupa de cama, nos móveis e também na parede. Nos dois criados-mudos estão os livros, símbolos da Sabedoria que também é ativada nesse guá. A cor verde, representante do elemento Madeira, não é aconselhável em excesso para o setor da Espiritualidade, pois no ciclo da natureza, a Madeira retira os nutrientes da terra. A combinação não interfere nas energias positivas, pois foi feita de forma bem dosada.


Leveza que protege

Ao mudar para a casa da filha, a senhora religiosa teve a sorte de escolher o quarto localizado no guá da Espiritualidade. Além de ser o mais ensolarado, pôde exercitar com mais ênfase sua fé católica e devoção a São Miguel Arcanjo.

Para ativar esse setor na vida dos moradores da casa, trabalhou-se o ambiente com cores. Por isso, foi utilizado o tom lilás, que estimula a calma e a espiritualidade. No entanto, a cor em excesso pode trazer depressão e ansiedade. Para não causar esse efeito, o branco deu mais leveza ao ambiente. Por ser um quarto pequeno, de apenas 2,5 x 3 m, a cama ficou com a peseira direcionada para a porta, algo que no Feng Shui não é recomendado, pois representa a posição que os antigos chineses usavam para o caixão durante o velório. Por isso a poltrona foi colocada como proteção. Apesar da idade mais avançada da dona do quarto, a decoração, influenciada pelas cores do guá da Espiritualidade e por elementos românticos, como os hibíscos dos quadros, ficou jovial e delicada, diferente dos tons sóbrios usados geralmente para pessoas mais idosas.

O elemento Terra, regente do guá da Espiritualidade, é representado pela imagem religiosa de cerâmica. Quinas representam uma quebra desfavorável no ambiente, assim foi usado o mensageiro pendurado, para ajudar o chi a circular e trazer boas energias.
O elemento Fogo, que dá continuidade ao ciclo construtivo no Feng Shui, marca presença por meio dos porta-velas e das cores vermelha e rosa. A cabeceira oriunda da Indonésia é formada por um painel restaurado e entalhado com flores e videiras. Além de fazerem parte do elemento Terra, as plantas no Feng Shui são um campo energético que filtra as energias ruins.


Cantinho da força.

Quando o consultor encontra as áreas referentes ao ba-guá na casa do morador, ele indica como aquele setor pode ser estimulado, mas não obriga o uso de um só elemento, porque cada área pode ser ativada de diversas maneiras, pois a correção é algo muito pessoal, e tem de partir de dentro para fora.

Neste projeto, no qual o baguá da Espiritualidade caiu em uma sala de jantar, a moradora preferiu as imagens dos xamãs para trazer proteção, por ter afinidade com o xamanismo. O elemento Terra foi representado pelo uso dos vasos de cerâmica e da cor amarela da imagem do Buda. São sete vasos, porque sete é o número da espiritualidade no Feng Shui. Apesar da madeira presente por meio dos móveis não ser recomendada em excesso nesse guá, aqui ela é justificada, representando um componente benéfico no mapa pessoal da moradora. Assim como o Metal, demonstrado pela cor clara da parede, que também não interfere na Espiritualidade da casa. Apenas a presença da Água não seria favorável nesse ambiente. Após implantar as mudanças, acontecimentos significativos aconteceram e ajudaram todos da casa a aprofundar o autoconhecimento.

As lanternas, além de deixarem o ambiente mais introspectivo, representam o elemento Fogo, essencial para a ativação da terra por meio da teoria dos cinco elementos.


Altares do poder

Conforme a escola da Bússola, a consultora colocou o mapa pessoal da moradora sobre o Feng Shui da residência e encontrou dois setores muito próximos um do outro, onde foram montados dois diferentes altares. O primeiro representa a proteção da casa, e o outro a proteção na área dos Relacionamentos. "A família passava por um problema com relação à parte afetiva, e a cliente preferiu ativar com elementos que trouxessem ajuda espiritual".

Ficaram um de frente para o outro, ligados por um jardim. No altar da Espiritualidade, elementos cristãos, como a imagem da Virgem Maria, na cor azul, própria para esse setor. As imagens de santos católicos nos tons terrosos são do elemento Terra. A Bíblia aberta e os livros no canto ativam também a Sabedoria. As velas lilases e as esferas dispostas em pares lembram a área do Relacionamento.

Do outro lado, símbolos e imagens orientais foram dispostos junto as fotos da moradora e dos filhos, para garantir maior harmonia nos relacionamentos. "Ao montar o altar em sua área pessoal, a cliente teve uma situação amorosa resolvida". O tom alaranjado está ligado à espiritualidade assim como o número sete presente por meio dos copos de cristais. Já o vermelho e as velas estão de acordo com o Fogo, elemento que no ciclo construtivo gera a Terra. Depois de ativar a proteção nos dois guás, a dona da casa sentiu-se mais disposta e serena para enfrentar os acontecimentos, mas é importante ter empenho para que as mudanças positivas aconteçam.

O jardim no meio dos dois altares reforça a proteção para os dois setores ativados, pois no Feng Shui a natureza contém os cinco elementos que formam a energia chi, criadora do universo.


Quarto concentrado

Segundo Thoni Litsz, arquiteto que assina este projeto, o quarto de um casal não é o lugar mais recomendável para ter o baguá da Espiritualidade. "As imagens religiosas, representantes chaves dessa área, e os dogmas no geral, podem inibir o relacionamento amoroso". Por isso a ideia foi ativar o setor por meio do elemento Terra.

Para isso foi usada a forma retangular, uma de suas representantes, na cabeceira e também nos quadros. Os objetos decorativos, que foram dispostos em pares, reforçam o relacionamento. As luminárias em formato que lembra uma vela remetem ao elemento Fogo, o próximo do ciclo construtivo. "São peças alongadas que também proporcionam equilíbrio". Na parede há o verde-escuro puxado para o marrom que, além de combinar com o restante da decoração, remete aos tons da espiritualidade. "Também recomendo sempre ao cliente opções de essências que ativam o baguá correspondente. Nesse caso a mirra, usada pelos padres na missa, e o benjoim são os mais indicados". O ambiente foi completado com uma Bíblia, localizada na cômoda em frente à cama.

As plantas são ótimas referências ao elemento Terra, além de deixarem o ambiente mais romântico. Nesse arranjo, há monsenhor-branco, bambu mossô, agapanto e orquídea. O arquiteto também recomenda o uso de cristais dentro do vaso. Foram escolhidas a ametista e a turquesa, que têm as cores da espiritualidade.


Paz e amor.

No quarto projetado por Mônica Gervásio, as cores claras e o espelho ampliam o ambiente, transmitindo paz e amplitude. A luz natural que entra através da janela atrai energias positivas, além de deixar o local iluminado.

Conforme o Feng Shui, a espiritualidade também foi representada pela presença do elemento Terra, por meio dos tons terrosos e da forma quadrada do quadro, da cabeceira e das almofadas. A arquiteta também usou motivos de natureza para reforçar a presença dos cinco elementos, que, segundo a filosofia oriental, compõem a energia vital do Universo. O Fogo está presente nas luminárias, que lembram velas acesas e também fazem referência ao Sol, favorecendo a circulação de bons fluidos. Colocadas em par, reforçam, junto com o porta-retratos ao lado da cama, a proteção para o relacionamento do casal.

O livro ativa o setor da sabedoria e é exemplo de fonte de boas energias, além de proporcionar conhecimento.
Também chamado de guá da Sabedoria, é lá que estão as energias que regem o autoconhecimento e a paz interior dos moradores. Representado pelas cores verde e lilás, pode ser ativado com livros e objetos relacionados ao conhecimento. O elemento correspondente é a Terra, símbolo da sinceridade e da lealdade. Também se manifesta nas formas quadradas, retangulares, planas e horizontais, por remeterem à estabilidade. Seu trigrama é associado ao Ken, que representa a montanha, símbolo da reflexão. Ligado diretamente ao conhecimento da essência das coisas e da vida, convida ao desenvolvimento mental e espiritual para a evolução do entendimento. Conheça alguns projetos que reforçam a fé e a confiança dos moradores e inspire-se para começar uma mudança transcendental em sua vida.


Refúgio Místico

Nos países orientais, quase tudo é espiritualidade. Os lugares cheiram a incensos, monges andam pelas ruas, os templos estão sempre de portas abertas para a meditação e grande parte da população pratica uma filosofia religiosa. Foi nessa riquíssima cultura que a arquiteta Tieko Matsuda encontrou inspiração para a decoração deste projeto. "A diversidade é também resultado do contato intenso e da liberdade da moradora, que acompanhou cada detalhe". 
As almofadas em formato quadrado e a cabeceira da cama ativam o elemento Terra, representado também pela cor amarela e pelos móveis densos e pesados. Já os tons de lilás e azul, ligados diretamente a Espiritualidade, estão presentes na roupa de cama, nos móveis e também na parede. Nos dois criados-mudos estão os livros, símbolos da Sabedoria que também é ativada nesse baguá. A cor verde, representante do elemento Madeira, não é aconselhável em excesso para o setor da Espiritualidade, pois no ciclo da natureza, a Madeira retira os nutrientes da terra. A combinação não interfere nas energias positivas, pois foi feita de forma bem dosada.

Leveza que protege

Ao mudar para a casa da filha, a senhora religiosa teve a sorte de escolher o quarto localizado no guá da Espiritualidade. Além de ser o mais ensolarado, pôde exercitar com mais ênfase sua fé católica e devoção a São Miguel Arcanjo. 
Para ativar esse setor na vida dos moradores da casa, trabalhou-se o ambiente com cores. Por isso, foi utilizado o tom lilás, que estimula a calma e a espiritualidade. No entanto, a cor em excesso pode trazer depressão e ansiedade. Para não causar esse efeito, o branco deu mais leveza ao ambiente. Por ser um quarto pequeno, de apenas 2,5 x 3 m, a cama ficou com a peseira direcionada para a porta, algo que no Feng Shui não é recomendado, pois representa a posição que os antigos chineses usavam para o caixão durante o velório. Por isso a poltrona foi colocada como proteção. Apesar da idade mais avançada da dona do quarto, a decoração, influenciada pelas cores do guá da Espiritualidade e por elementos românticos, como os hibiscos dos quadros, ficou jovial e delicada, diferente dos tons sóbrios usados geralmente para pessoas mais idosas.

O elemento Terra, regente do guá da Espiritualidade, é representado pela imagem religiosa de cerâmica. Quinas representam uma quebra desfavorável no ambiente, assim foi usado o mensageiro pendurado, para ajudar o chi a circular e trazer boas energias.O elemento Fogo, que dá continuidade ao ciclo construtivo no Feng Shui, marca presença por meio dos porta-velas e das cores vermelha e rosa. A cabeceira oriunda da Indonésia é formada por um painel restaurado e entalhado com flores e videiras. Além de fazerem parte do elemento Terra, as plantas no Feng Shui são um campo energético que filtra as energias ruins.


Cantinho da força.

Quando o consultor encontra as áreas referentes ao ba-guá na casa do morador, ele indica como aquele setor pode ser estimulado, mas não obriga o uso de um só elemento, porque cada área pode ser ativada de diversas maneiras, pois a correção é algo muito pessoal, e tem de partir de dentro para fora. 

Neste projeto, no qual o guá da Espiritualidade caiu em uma sala de jantar, a moradora preferiu as imagens dos xamãs para trazer proteção, por ter afinidade com o xamanismo. O elemento Terra foi representado pelo uso dos vasos de cerâmica e da cor amarela da imagem do Buda. São sete vasos, porque sete é o número da espiritualidade no Feng Shui. Apesar da madeira presente por meio dos móveis não ser recomendada em excesso nesse guá, aqui ela é justificada, representando um componente benéfico no mapa pessoal da moradora. Assim como o Metal, demonstrado pela cor clara da parede, que também não interfere na Espiritualidade da casa. Apenas a presença da Água não seria favorável nesse ambiente. Após implantar as mudanças, acontecimentos significativos aconteceram e ajudaram todos da casa a aprofundar o autoconhecimento.

As lanternas, além de deixarem o ambiente mais introspectivo, representam o elemento Fogo, essencial para a ativação da terra por meio da teoria dos cinco elementos.


Altares do poder

Conforme a escola da Bússola, a consultora colocou o mapa pessoal da moradora sobre o Feng Shui da residência e encontrou dois setores muito próximos um do outro, onde foram montados dois diferentes altares. O primeiro representa a proteção da casa, e o outro a proteção na área dos Relacionamentos. "A família passava por um problema com relação à parte afetiva, e a cliente preferiu ativar com elementos que trouxessem ajuda espiritual". 
Ficaram um de frente para o outro, ligados por um jardim. No altar da Espiritualidade, elementos cristãos, como a imagem da Virgem Maria, na cor azul, própria para esse setor. As imagens de santos católicos nos tons terrosos são do elemento Terra. A Bíblia aberta e os livros no canto ativam também a Sabedoria. As velas lilases e as esferas dispostas em pares lembram a área do Relacionamento.

Do outro lado, símbolos e imagens orientais foram dispostos junto as fotos da moradora e dos filhos, para garantir maior harmonia nos relacionamentos. "Ao montar o altar em sua área pessoal, a cliente teve uma situação amorosa resolvida". O tom alaranjado está ligado à espiritualidade assim como o número sete presente por meio dos copos de cristais. Já o vermelho e as velas estão de acordo com o Fogo, elemento que no ciclo construtivo gera a Terra. Depois de ativar a proteção nos dois guás, a dona da casa sentiu-se mais disposta e serena para enfrentar os acontecimentos, mas é importante ter empenho para que as mudanças positivas aconteçam.

O jardim no meio dos dois altares reforça a proteção para os dois setores ativados, pois no Feng Shui a natureza contém os cinco elementos que formam a energia chi, criadora do universo.


Quarto concentrado

Segundo Thoni Litsz, arquiteto que assina este projeto, o quarto de um casal não é o lugar mais recomendável para ter o guá da Espiritualidade. "As imagens religiosas, representantes chaves dessa área, e os dogmas no geral, podem inibir o relacionamento amoroso". Por isso a ideia foi ativar o setor por meio do elemento Terra.

Para isso foi usada a forma retangular, uma de suas representantes, na cabeceira e também nos quadros. Os objetos decorativos, que foram dispostos em pares, reforçam o relacionamento. As luminárias em formato que lembra uma vela remetem ao elemento Fogo, o próximo do ciclo construtivo. "São peças alongadas que também proporcionam equilíbrio". Na parede há o verde-escuro puxado para o marrom que, além de combinar com o restante da decoração, remete aos tons da espiritualidade. "Também recomendo sempre ao cliente opções de essências que ativam o guá correspondente. Nesse caso a mirra, usada pelos padres na missa, e o benjoim são os mais indicados". O ambiente foi completado com uma Bíblia, localizada na cômoda em frente à cama.

As plantas são ótimas referências ao elemento Terra, além de deixarem o ambiente mais romântico. Nesse arranjo, há monsenhor-branco, bambu mossô, agapanto e orquídea. O arquiteto também recomenda o uso de cristais dentro do vaso. Foram escolhidas a ametista e a turquesa, que têm as cores da espiritualidade.

Paz e amor
No quarto projetado por Mônica Gervásio, as cores claras e o espelho ampliam o ambiente, transmitindo paz e amplitude. A luz natural que entra através da janela atrai energias positivas, além de deixar o local iluminado. 

Conforme o Feng Shui, a espiritualidade também foi representada pela presença do elemento Terra, por meio dos tons terrosos e da forma quadrada do quadro, da cabeceira e das almofadas. A arquiteta também usou motivos de natureza para reforçar a presença dos cinco elementos, que, segundo a filosofia oriental, compõem a energia vital do Universo. O Fogo está presente nas luminárias, que lembram velas acesas e também fazem referência ao Sol, favorecendo a circulação de bons fluidos. Colocadas em par, reforçam, junto com o porta-retratos ao lado da cama, a proteção para o relacionamento do casal.

O livro ativa o setor da sabedoria e é exemplo de fonte de boas energias, além de proporcionar conhecimento.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

A DIFERENÇA ENTRE O PLANO ETÉREO E ASTRAL


POR QUE O PLANO ASTRAL, É INCOMPATÍVEL COM O PLANO ETÉREO. Parte - 1 

O éter é a casa de Deus e seus Filhos Ascensos, os Elohim e os Anjos e Arcanjos de Deus. O éter é o quinto elemento, um fogo de alta vibração.

É através desta hierarquia, que conseguimos encontrar o caminho da Ascensão à Luz de nosso Pai Celestial. O verdadeiro caminho de volta para a casa do Pai.

Libertar-se dos planos da matéria: terra, água, fogo e ar, e buscar uma elevação espiritual para o éter divino.

Na Grande Fraternidade Branca, ensinamos a estreitar a comunicação e o relacionamento com Deus e sua hierarquia de Luz.

Os Mestres Ascensos são contrários a qualquer tipo de comunicação com seres desencarnados viventes no astral, seja ela com espíritos do bem, moradores do astral, como parentes e amigos que já se foram e ainda estão vagando pelo corpo astral da Terra; ou até, com demônios e bruxas do mais profundo astral.

A comunicação mediúnica (canalização) é feita com seres do plano astral, e isto é um problema sério para aqueles que o fazem, pois na medida em que se comunicam com este plano, perderão seu ectoplasma e manterão contato constante com a ilusão e a imperfeição do plano astral, o que dificultará a evolução do ser humano que o faz.

O astral é relativo a água e as emoções, ao contrário do éter que é relacionado ao fogo e a memória.

Para trilhar os ensinamentos e aprender realmente a se comunicar com Deus e seus anjos de Luz, o ser humano que busca a Luz dos Mestres Ascensos, deve deixar de se comunicar com o plano dos mortos.

A Grande Fraternidade Branca, através dos ensinamentos dos Mestres Ascensos, explica que a comunicação com o espíritos do plano astral, que é o plano dos mortos e desencarnados e também dos demônios e das entidades, é o plano da ilusão e por esta razão, incapacita os seus moradores, de poder falar a realidade que eles desconhecem.

O Plano Astral

O astral é o plano das ilusões e dos desejos.

Os moradores do astral podem nos alertar para coisas que estão por acontecer, por que é só o que eles podem ver em nossas próprias auras, mas são falhos em nos dizer sobre o que ainda não foi manifestado por Deus, o que Deus está mandando para nós, mas ainda não chegou.

A pessoa que busca a comunicação com os Mestres de Luz, e pretende atingir este objetivo, deve parar com a comunicação astral. Os Mestres Ascensos ensinam que a comunicação espiritual é a coisa mais importante que podemos fazer, mas isto deve ocorrer com os seres evoluídos do plano etéreo, com os Mestres e seus anjos e arcanjos, com seu Anjo da Guarda ou sua Presença Divina do EU SOU, e não com parentes falecidos ou entidades do astral.

O plano etéreo é um plano mais elevado que o fogo, enquanto o plano astral é o plano da água. Os dois são planos incompatíveis. A manutenção de comunicação com o astral, leva a pessoa em uma direção oposta.

Só os anjos de Deus e os Mestres Ascensos na Luz, podem ver tanto a nossa aura, como também a vontade e os desígnios do Pai para nossas vidas.

Eles são infalíveis em suas informações. Nossos verdadeiros guias de Luz estão junto ao Pai no plano etéreo.

A mensageira Elizabeth Prophet, ensina o seguinte:

"As leituras feitas por um Mestre Ascenso em favor de um discípulo, são feitas para que as ele aprenda suas lições, estabeleça metas e escolha corretamente, baseado na realidade de sua vida, envolvendo o carma da cena, as prioridades da mestria pessoal, a missão e serviço com a chama gêmea e uma visão de futura libertação da alma. A realização desta libertação pode depender de um compromisso, de um sacrifício no presente.

Quando os Mestres Ascensos fazem uma leitura, fazem-na para o discípulo que deseja saber não por curiosidade ou vaidade, mas para que o discípulo possa pagar o preço pela separação da alma da Lei do UM, equilibrar o carma, libertando-se da rotina da reencarnação, servindo a raça do EU SOU e seus esforços em nome da humanidade, reunir-se com sua chama gêmea, e Ascender à Deus.

Os Mestres Ascensos apresentam uma avaliação exata da integração da alma com o Cristo Pessoal nos quatro planos da matéria. Aceleram a memória do plano divino para esta vida e dizem a seus estudantes qual é o seu progresso no caminho para a conclusão deste plano. Com base na avaliação dos Senhores do Carma, os mestres revelam o essencial à salvação da alma, extraindo do Livro da Vida e dos Registros mantidos pelo Guardião dos Pergaminhos, todas as informações necessárias para a evolução da alma.." Elizabeth Clare Prophet

Sabemos que a comunicação com os mortos (canalizações) faz muitas vezes, parte da nossa cultura e de nossos amigos e parentes. Porém, o caminho da luz, é o caminho do fogo etéreo, e quando é chegada a hora de ascender na Luz, precisamos manter a mente em pura Luz.

O astral impossibilita a visão da perfeição. A nossa mente, a mente dos que estão encarnados, pode estar vibrando em níveis de consciência etéreos ou em níveis astrais.

O Plano Astral e Seus Níveis

O plano do astral tem 33 níveis descentes, níveis cada vez de menor vibração, ou seja, é dividido em 33 partes cada vez mais densas.

Podemos encontrar excelentes pessoas, nos níveis astrais menos densos, e nos níveis astrais mais profundos, encontramos demônios dos mais terríveis.

O Inferno

O inferno por exemplo, começa no oitavo nível. No 33º nível habitam os seres que cometeram crimes contra a humanidade, onde esperam por seus ciclos até o julgamento perante a Corte do Fogo Sagrado e dos 24 anciões.


O PLANO ETÉREO E SEUS NÍVIES

O plano etéreo é o plano mais elevado, de mais alta vibração; plano mais real e concreto do que o plano físico, mas que é experimentado através dos sentidos da alma em uma dimensão e consciência além da percepção física.

O plano do éter é o deposito dos registros akashicos, onde tudo o que ocorre em nossas vidas fica registrado.

O éter é o mundo dos Mestres Ascensos e seus retiros de Luz. Lá existem cidades etéreas de luz onde as almas superiores habitam. O éter é o que chamamos de céu.

A palavra "éter" significa (dicionário Aurélio) : Fluido cósmico extremamente sutil que enche os espaços; considerado como agente de transmissão da luz, do calor e da eletricidade; os espaços celestes.

O plano etéreo também tem 33 níveis principais:
- Do nível 1 ao 3, encontra-se o Reino da realização dos desejos (Devachan).
Devachan é uma palavra em sânscrito que significa: - o lugar onde os iluminados vivem -. Nestes 3 primeiros níveis do etéreo, são os níveis onde as almas podem ser designadas para ficarem entre as encarnações.

As almas que tem merecimento, ou que muitos amigos e parentes oram por elas, para que Deus e seus anjos venham busca-las após a morte física, vão para estes níveis elevados para serem preparadas para uma nova encarnação. As almas que tem a benção de estar em Devachan, podem neste lugar, desfrutar de seus mais profundos e elevados desejos. Este é o lugar do cumprimento dos desejos.

- O 5º é o nível do monastério. Um local para grande meditação na Luz da Presença de Deus.

- O 7º é o nível da vida humana em Vênus. Não que todos os venuzianos habitem este plano, mas este é digamos, o

- nível mais baixo de Vênus.

- O 11º nível é o céu de Tushita onde Maitreya e os bodhisattvas vivem. Onde só aqueles que atingiram a mestria da vontade divina e a iluminação, podem ficar. Este plano do céu, é reservado para aqueles que atingiram o nível de bodhisattvas ou superior. Este é o nível de Shiva-Rudra, a manifestação dos onze Shivas.

- O 12º nível é o céu de Sukhavati. O lugar mais puro e famoso, o paraíso ocidental do Buda Amitabha. Amitabha estabeleceu este local puro para aqueles que invocassem seu nome com muita fé e vivessem sob as leis de Deus. Sukhavati é uma Sangha cósmica (Sangha - comunidade budica). Os que tem a benção de nascer neste reino espiritual, estão totalmente livres de destinos ruins. Estes são aqueles que estão livres do renascimento na matéria. De acordo com os ensinamentos budistas, existem inúmeros reinos como este. Sabe-se que um novo paraíso assim, será manifestado pelo buda Maitreya.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Receitas para Voar - (Coisas de Bruxa)

Claro que não haveria graça apenas ler sobre pessoas que voavam, a graça está em voar também. Assim coletamos 5 receitas do unguento de voo  ou poção verde, como também era chamado para os curiosos e aventureiros. Lembrando-se sempre que você estará lidando com substâncias tóxicas é bom ter um acompanhamento de quem saiba o que está fazendo.


Receita 1: Lamiarum Unguenta (Unguento das Feiticeiras)

Tirada do já citado livro de Giovanni Battista Della Porta, registrada em 1558 d.C.

"Embora elas misturem uma grande dose de superstição, é evidente, no entanto, para o observador que estas coisas podem resultar de uma força natural. Repetirei o que me foi dito por elas. Fervendo (certo tipo de gordura) em um vaso de cobre, elas se livram de sua água, espessando aquilo que resta da fervura. Então elas a guardam, e tornam a fervê-la antes de usar: com isto, eles misturam o aipo, o acônito[1], folhas de álamo e fuligem. Ou, em alternativa: Conium[2], Acorus[3], cinco-folhas[4], o sangue de um morcego, uva-de-cão (Solanum)[5] e óleo, e se elas ali misturam outras substâncias, elas não diferem muito dessas."

Della Porta prossegue mostrando como esta mistura era utilizada, lembrando-se que antes do uso, a mistura deveria ser aquecida novamente:

"Então elas as esfregam em todas as partes do corpo, primeiro esfregando-a para devolver-lhe a cor avermelhada e esquentá-la, acabando com qualquer matéria que havia se condensado por causa do frio. Quando a carne é relaxada e os poros abertos, elas acrescentam a gordura (ou o óleo que é substituído por ela) - para que o poder dos sucos possa penetrar mais e tornar-se mais forte e mais ativa, sem dúvida."

Existem dois adendos que podem ser feitos aqui. Existe a menção na receita de "certo tipo de gordura" e sangue de morcego. A gordura obviamente é uma base para a pomada que será feita e foi a responsável por inúmeros mitos que favoreciam a igreja católica. A gordura usada, gordura animal, ganhou a imaginação popular como sendo originária de bebês não batizados, ou seja, crianças pagãs. A igreja com isso aumentou absurdamente o número de batismos, serviço pelo qual cobrava, de crianças por onde quer que este mito se espalhasse. Posteriormente, quando o número de crianças não-batizadas quase desapareceu, graças ao medo e ao preconceito criado, o mito se converteu ao mito da gordura de um recém nascido, o que novamente era uma bênção para os servos de Deus. Na época, devido às condições de saúde e higiene era comum que crianças morressem no parto. A parteira então podia ser acusada de bruxaria, já que havia "matado o infante" para adquirir sua gordura. Isso fez com que as pessoas parassem de procurar parteiras e buscassem o auxílio da igreja nos partos, além de fazer com que todos pedissem que padres abençoassem a mãe, serviço cobrado, para que nenhuma bruxa matasse suas crianças.

O sangue de morcego aparece, num primeiro momento, como um ingrediente maldito, mas sob um olhar mais calmo possui uma função muito importante. Note que antes de passar no corpo o ungüento, a bruxa o esfregava com as mãos até devolver-lhe a cor avermelhada. Duas substâncias da segunda receita tem essa capacidade, o cinco-folhas e o sangue. Uma vez que a mistura era re-fervida, assim que esfriava para uma temperatura em que pudesse ser manuseada, era esfregada entre as mãos até que ficasse ruborizada novamente, ai era o momento de a espalhar pelo corpo. O sangue é parte deste mecanismo para se saber quando a mistura está pronta, e um morcego possui a quantidade ideal para a mistura.

Este é um relato antigo que busca explorar os elementos, mas não as quantidades envolvidas. Hoje, graças à homeopatia, é possível se encontrar os extratos dessas plantas para serem usados. Da mesma forma homeopatas podem, caso persuadidos, te ajudar a descobrir as medidas seguras para a mistura. Lembrando que ela deve ser esfregada no corpo e não ingerida.


Receita 2: Ao modo de Don Juan

A década de 1960 revelou ao mundo que o xamanismo não havia morrido e estava para se tornar uma forma contemporânea e poderosa de magia novamente, inclusive uma muito popular. O responsável por isso foi Carlos Castañeda, um americano que encontrou um feiticeiro no méxico do qual se tornou discípulo, Don Juan. Depois dos primeiros encontros Castañeda registrou tudo o que lhe era ensinado em livros que foram publicados e graças à onde Hippie que crescia pela América do Norte se tornou uma das maiores ondas populares de xamanismo que temos notícia até os dias de hoje. 

Don Juan não perdia tempo ensinando a filosofia da magia, ou as tradições folclóricas para Castañeda, ele literalmente jogava o pobre rapaz no fogo e depois respondia as dúvidas que jovem viesse a ter, geralmente de forma a mostrar como ele era tolo ao tentar tornar a magia uma experiência psicológica ou meramente mental.

Em seu livro de 1968, A Erva do Diabo, ele registra:

"Havia uma pergunta que eu queria fazer-lhe. Sabia que ele ia esquivar-se, de modo que esperei que ele mencionasse o assunto; esperei o dia inteiro. Por fim, antes de partir naquela noite, tive de perguntar-lhe: 

- Voei de verdade, Dom Juan? 

- Foi o que me disse. Não voou? 

- Sei, Dom Juan. Quero dizer, meu corpo voou? Levantei vôo como um passarinho? 

- Sempre me faz perguntas que não posso responder. Voou. É para isso que serve a segunda porção da erva-do-diabo. Quando tomar mais dela, vai aprender a voar perfeitamente. Não é uma coisa simples. Um homem voa com o auxilio da segunda porção da erva-do-diabo. E só isso que lhe posso dizer. O que quer saber não faz sentido. Os pássaros voam como pássaros e um homem que tomou a erva-do-diabo voa como tal (el enverbado vuela así).

- Assim como os pássaros? (?Así como los pájaros?) 

- Não, voa como um homem que tomou a erva (No, así como los enverbados). 

- Então, realmente não voei, Dom Juan. Voei em minha imaginação, só em minha mente. Onde estava meu corpo? 

- Nas moitas - respondeu ele, mordaz, mas logo caiu na gargalhada outra vez. - O problema é que você só entende as coisas de um jeito. Não acha que um homem voa; e no entanto, um brujo pode mover-se mil quilômetros por segundo para ver o que está acontecendo. Pode desfechar um golpe em seus inimigos a distâncias imensas. Então, ele voa ou não? 

- Sabe, Dom Juan, você e eu estamos orientados de maneira diferente. Suponhamos, para argumentar, que um de meus colegas tivesse estado aqui comigo quando tomei a erva-do-diabo. Ele teria podido ver-me voando? 

- Lá vem você outra vez com suas perguntas de que aconteceria se... Não adianta falar assim. Se seu amigo, ou qualquer outra pessoa, tomar a segunda porção da erva, só vai poder voar. Agora, se só estivesse olhando para você, poderia ter visto você voando, ou não. Depende da pessoa,diabo. "Ele teria podido ver-me voando?"

- Mas o que quero dizer, Dom Juan, é que, se você e eu olharmos para um pássaro e o virmos voando, concordamos que está voando. Mas se dois de meus amigos me tivessem visto voando como voei ontem, concordariam em que eu estava voando? 

- Bom, podiam ter concordado. Você concorda que os pássaros voam porque já os viu voando. Voar é coisa comum, com os pássaros. Mas não vai concordar com outras coisas que os pássaros fazem, pois nunca viu pássaros fazendo tais coisas. Se seus amigos soubessem a respeito dos homens voarem com a erva-do-diabo, então eles haviam de concordar. 

- Vamos dizer a coisa em outras palavras, Dom Juan. O que quero dizer é que, se estivesse amarrado a uma pedra, com uma corrente pesada, ainda assim eu teria voado, pois meu corpo nada tinha a ver com meu vôo. 

Dom Juan olhou para mim, incrédulo. 

- Se você se amarrar a uma pedra - disse ele - acho que terá de voar segurando a pedra com sua corrente pesada."

A receita usada por Castañeda tem como base a planta datura, um gênero botânico pertencente à família Solanaceae. É constituído por cerca de catorze espécies de plantas anuais ou perenes de vida curta. Sua taxonomia é complexa e difícil, sendo constante e erroneamente chamadas de "Lírio" devido à sua grande semelhança nas flores com as plantas do gênero Lilium, pois, para leigos, é difícil a distinção. É comum dividir-se o gênero em 4 seções: Brugmansia, Stramonium, Dutra e Ceratocaulis. Muitas discussões tem havido sobre esse e outros critérios. Hoje, os especialistas estão de acordo em que se deve separar ao menos Brugmansia, pelo que em novos sistemas de classificação se tornou em um gênero distinto, restando oito espécies para o gênero Datura. A maneira de preparar o ungüento é a seguinte:

- Já lhe ensinei como distinguir o macho da fêmea disse Dom Juan. - Agora vá até às suas plantas e me traga ambos. Vá primeiro para a sua planta antiga e olhe atentamente para o caminho feito pela chuva. A essa altura, ela já deve ter levado as sementes para longe. Olhe para as gretas (zanjitas) feitas pela enxurrada e daí verifique a direção da água. Depois veja a planta que cresce mais afastada da sua. Todas as plantas da erva-do-diabo que crescem no meio são suas. Mais tarde, quando sementearem, poderá ampliar o tamanho de seu território seguindo o curso da água de cada planta no caminho. 

Deu-me instruções meticulosas sobre como conseguir um instrumento cortante. O corte da raiz, disse ele, tinha de ser feito da maneira seguinte: primeiro, eu tinha de escolher a planta que ia cortar e limpar toda a terra em volta do lugar onde a raiz se unia ao caule. 

Depois, tinha de executar exatamente a mesma dança que tinha dançado quando replantei a raiz. Em terceiro lugar, tinha de cortar fora a haste e deixar a raiz na terra. O último passo era cavar 40 centímetros de raiz. Aconselhou-me que não falasse nem demonstrasse sentimento algum durante esses atos. 

- Você deve levar dois pedaços de pano - disse ele. - Estenda-os no chão e coloque as plantas neles. Depois, corte-as em pedaços e empilhe-as. A ordem depende de você; mas deve lembrar-se sempre da ordem que seguiu, pois é assim que você deve sempre fazê-lo. Traga-me as plantas assim que as tiver. 

Na segunda-feira, 1° de julho, cortei as plantas de Datura que Dom Juan tinha pedido. 

Esperei até estar bem escuro para dançar em volta das plantas, pois não queria que me vissem. Eu estava bem apreensivo. Estava certo de que alguém ia presenciar meus atos estranhos. Já tinha escolhido as plantas que eu achava que eram masculina e feminina. Tive de cortar 40 centímetros da raiz de cada uma, e cavar tudo isso com um pedaço de pau não foi brincadeira. Levei horas. Tive de acabar o trabalho numa escuridão total, e quando estava pronto para cortá-las precisei usar uma lanterna. Meu medo original de que alguém pudesse ver-me era irrisório comparado com o medo de que alguém pudesse reparar na luz nos arbustos. Levei as plantas para a casa de Dom Juan na terça-feira, 2 de julho. Abriu os embrulhos e examinou os pedaços. Disse que ainda teria de me dar as sementes de suas plantas. Empurrou um almofariz para minha frente. Pegou um pote de vidro e esvaziou seu conteúdo - sementes secas aglomeradas - no almofariz. 

Perguntei-lhe o que eram, e ele disse que eram sementes comidas pelos gorgulhos. Havia muitos bichinhos entre as sementes - gorgulhos pretos. Falou que eram bichos especiais, e que tínhamos de tirá-los e pô-los num pote separado. Entregou-me outro pote, cheio até um terço do mesmo tipo de gorgulhos. Um pedaço e papel estava metido no pote para não deixar os gorgulhos escaparem. 

- Da próxima vez você terá de usar os bichinhos de suas plantas - disse Dom Juan. - O que tem de fazer é cortar as sementes que tenham buraquinhos; elas estão cheias de bichos. 

Abra as sementes e raspe tudo e ponha num pote. Junte um punhado de bichos e ponha-os noutra vasilha. Trate-os com brutalidade. Não seja delicado com eles. Meça um punhado das sementes aglomeradas que os bichos comeram e um punhado do pó de bichos e enterre o resto em qualquer lugar naquela direção (nesta altura, apontou para sudeste) de sua planta. Depois, colha sementes boas e secas e guarde-as separadamente. Pode colher quantas quiser. Sempre poderá usá-las. É uma boa idéia tirar as sementes das favas lá, para poder enterrar tudo de uma vez. 

Dom Juan me disse para moer primeiro as sementes aglomeradas, depois os ovos de gorgulhos; em seguida os bichos e, por fim, as sementes boas e secas: 

Depois de estar tudo triturado num pó fino, Dom Juan pegou os pedaços de Datura que eu tinha cortado e empilhado. Separou a raiz masculina e embrulhou-a com cuidado num pedaço de pano. Entregou-me o resto e disse que eu cortasse tudo em pedacinhos, amassasse- os bem e depois pusesse todo o suco num pote. Disse que eu tinha de amassá-los na mesma ordem em que os tinha arrumado. 

Quando acabei, ele me disse que pegasse uma xícara de água fervendo e a misturasse com tudo na panela, e depois juntasse mais duas xícaras. Entregou-me um pedaço de osso bem liso. Misturei a papa com aquilo e levei a panela ao fogo. Depois, ele disse que tínhamos de preparar a raiz, e que para isso tínhamos de usar o pilão maior, pois a raiz masculina não podia ser cortada de todo. Fomos para os fundos da casa. Ele estava com o pilão pronto, e eu amassei a raiz como já tinha feito antes. Deixamos a raiz de molho na água, exposta ao sereno, e fomos para dentro. 

Disse-me que vigiasse a mistura na panela. Eu devia deixar que ela fervesse até ficar encorpada - até ficar dura de se mexer. Depois, deitou-se em sua esteira e foi dormir. A papa já estava fervendo havia pelo menos uma hora quando reparei que estava ficando cada vez mais dura de mexer. Achei que devia estar pronta e tirei-a do fogo. Coloquei-a na sacola de linha dependurada do teto e fui dormir. 

Acordei quando Dom Juan se levantou. O sol estava brilhando num céu azul. Era um dia quente e seco. Dom Juan tornou a comentar que tinha certeza de que a erva-do-diabo gostava de mim.

Fomos tratar da raiz, e no fim do dia tínhamos um bocado de substância amarelada no fundo da tigela. Dom Juan despejou a água de cima. Achei que teso devia ser o fim do processo, mas ele tornou a encher a tigela com água fervendo. 

Pegou a panela com a papa que estava dependurada no telhado. A papa parecia estar quase seca. Levou a panela para dentro de casa, colocou-a no chão com cuidado e sentou-se. 

Neste momento, começou a falar. 

- Meu benfeitor me disse que era permitido misturar a planta com banha. E é isso que você vai fazer. Meu benfeitor misturou-a com banha para mim, mas, como já disse, eu nunca fui muito amigo da planta e nunca tentei realmente me tornar um só com ela. Meu benfeitor me disse que, para obter melhores resultados, para aqueles que realmente desejam o poder, o certo é misturar a planta com a banha de um porco-do-mato. A gordura dos intestinos é a melhor. Mas você é quem escolhe. Talvez o destino resolva que você tome a erva-do-diabo como aliada, e nesse caso eu lhe aconselho, como meu benfeitor me aconselhou, a caçar um javali e tirar-lhe a gordura dos intestinos (sebo de tripa). Em outras épocas, quando a erva-do-diabo era a tal, os brujos iam em caçadas especiais para conseguir banha dos javalis. Procuravam os machos maiores e mais fortes; deles tiravam um poder especial, tão especial que era difícil acreditar, mesmo naquela época. Mas aquele poder está perdido. Não sei nada a respeito. Nem conheço alguém que saiba. Talvez a própria erva lhe ensine tudo isso. 

Dom Juan mediu um punhado de banha, colocou-a na tigela com a papa seca e raspou a banha que ficou em sua mão na beirada da tigela. Disse-me que misturasse o conteúdo até estar tudo liso e bem misturado. 

Bati a mistura durante quase três horas. Dom Juan de quando olhava e achava que ainda não estava boa. Por fim pareceu estar satisfeito. O ar batido para dentro da pasta lhe dera uma coloração cinza-clara e a consistência de gelatina. Ele pendurou a tigela do teto, junto da outra tigela. Disse que ia deixa-la ali até o dia seguinte, porque seriam necessários dois dias para preparar essa segunda porção. Disse que, enquanto isso, eu não comesse nada. Podia beber água, mas não sorver nenhum alimento. 

No dia seguinte, quinta-feira, 4 de julho, Dom Juan mandou que eu lixiviasse a raiz quatro vezes. Da última vez que d a água da tigela, ela já estava escura. Ficamos sentados na varanda. Ele colocou as duas tigelas em frente dele. O extrato da raiz deu uma colher de chá de uma goma esbranquiçada. Colocou-a numa xícara e juntou água. Girou a xícara na mão para dissolver a substância e depois ma entregou. Disse que eu bebesse tudo o que estava na xícara. Bebi depressa e depois pus a xícara no chão e me recostei. Meu coração começou a disparar; parecia que eu não conseguia respirar. Dom Juan mandou, com naturalidade, que eu despisse todas as minhas roupas. Perguntei-lhe por que e ele disse ia de me esfregar com a pasta. Hesitei. Não sabia se me ou não. Dom Juan insistiu, dizendo que eu me apressasse. Disse que havia muito pouco tempo para estar desperdiçando-o. Tirei toda a roupa. 

Pegou seu pedaço de osso e cortou duas linhas horizontais na superfície da pasta, desse modo dividindo o conteúdo da tigela em três partes iguais. Depois, começando do centro da linha superior, cortou uma linha vertical, perpendicular às outras duas, dividindo a pasta em cinco partes. Apontou para a parte direita inferior, e disse que aquela era para meu pé esquerdo. A parte acima dela era para minha perna esquerda. A parte superior, a maior, era para meus órgãos genitais. A seguinte, abaixo, à esquerda, .era para minha perna direita e a de baixo à esquerda era para o pé direito. Disse-me que aplicasse a parte da pasta designada para meu pé esquerdo à sola de meu pé e a esfregasse bem. Depois ensinou-me a aplicar a pasta à parte interna de toda a minha perna esquerda, em meus órgãos genitais, no lado de dentro de minha perna direita e por fim na sola de meu pé direito.

Segui as instruções dele. A pasta estava fria e tinha um cheiro especialmente forte. Quando acabei de aplicá-la, endireitei o corpo. O cheiro da mistura penetrou em minhas narinas. Parecia-me sufocante. O odor ativo estava mesmo me sufocando. Parecia um tipo de gás. Tentei respirar pela boca e falar com Dom Juan, mas não consegui. Dom Juan estava olhando para mim, fixamente. Dei um passo em direção a ele. 

Minhas pernas pareciam elásticas e compridas, extraordinariamente compridas. Dei outro passo. As juntas de meus joelhos pareciam flexíveis, como uma vara de salto; tremiam e vibravam e se contraíam como elástico. Fiz um movimento para a frente. O movimento de meu corpo era lento e trêmulo; era mais como um tremor que se adiantava e subia. Olhei para baixo e vi Dom Juan sentado abaixo de mim, muito abaixo de mim. O impulso me levou mais um passo à frente, que foi ainda mais elástico e longo do que o anterior. E dali eu me elevei no ar. Lembro-me de que desci uma vez; então, dei um impulso com os dois pés, dei um salto para trás e planei de costas.


Receita 3: Poções Neo-Pagãs

As receitas abaixo são usadas por pagãos contemporâneos, e tem a facilidade de serem feitas com essências que podem ser compradas pela internet ou em lojas próprias para isso, são bem mais simples de serem feitas em casa.

O que você vai precisar de:

4 xícaras base:
Cera de abelha, manteiga de cacau ou lanolina

5 conta-gotas cheios de Essências Florais:
Eschscholzia californica, Camomila, Lotus e Rosa

Um punhado ou mais das seguintes ervas:

Ditânia de Creta (Origanum dictamnus), Cannabis Sativa, Lúpulo (opcional), Lavanda, Linden (Tilia tomentosa), solidéu e Alface Selvagem

15 a 20 gotas de óleos essenciais:

Sálvia esclaréia, Jasmim, artemísia, Sândalo

Uma pitada de ópio bruto (opcional)

5-7 gotas de tintura de Benjoim (um conservante)

Em um pote não metálico, derreta lentamente a base em fogo baixo. Misture então com a base as ervas e cozinhe com cuidado em fogo muito baixo, mexendo sem parar por 30 minutos. Retire as ervas. Pegue a base e coloque em um pote, sem fogo, acrescentando as essências de flores e óleos essenciais e a tintura de benjoim, mexendo sem parar. Coloque em jarros térmicos e deixe esfriar. Para armazenar guarde em um jarro hermeticamente fechado dentro do refrigerador ou em outro local escuro e fresco.

Ao se preparar para usar, evite o consumo de cafeína e não trate o óleo com carinho, esfregue com vontade na parte interior dos pulsos. Espere uma hora e meia e aplique na garganta e têmporas. EVITE aplicar em mucosas - ou seja qualquer parte lisa e úmida do corpo. Caso note alguma reação alérgica após aplicação nos pulsos evite usar no resto do corpo.

Esta outra receita é mais leve e sutil, é indicada para ser usada antes de se dormir para vôos e sonhos lúcidos.

1/4 de xícara de banha
1/2 colher de chá de óleo de cravo
1 colher de chá de fuligem de chaminé
1/4 de colher de chá de cinco-folhas secas
1/4 de colher de chá de artemísia seca
1/4 de colher de chá de flor do cardo seca
1/4 de colher de chá de verbena seca

Usando um almofariz e pilão, amasse as ervas secas até que se tornem um pó. Em um pequeno caldeirão ou panela, aqueça a banha em fogo baixo até que esteja derretida completamente. Adicione as ervas, o óleo de cravo e fuligem da chaminé na base de banha e misture bem. Adicione o benjoim como conservante natural, misture sentido horário e então cozinhe por 10-15 minutos.

Coe tudo usando uma gaze ou um pano de pratos limpo em um pequeno recipiente resistente ao calor e, em seguida, deixe-a arrefecer. Armazene a mistura em sua geladeira ou em um lugar fresco e escuro, até que
você deseje usá-la.

Em uma noite de lua cheia unte suas têmporas, pulsos e terceiro olho com uma pequena quantidade do ungüento de vôo e espere, ou durma.

Notas:

[1] O acônito (Aconitum napellus) é uma planta venenosa, pertencente à família Ranunculaceae muito utilizada em "medicamentos" homeopáticos. Possui raízes tuberosas e caule ereto, com flores azuis na forma de um elmo. O fruto é uma vesícula. Os sintomas do envenenamento por sua causa são salivação excessiva, falta de ar, tremores e aceleração dos batimentos cardíacos. Apenas 10 gramas de raíz constituem uma dose letal para o ser humano.

É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em jardins, como planta ornamental.

Todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura. O Aconitum napellus, comum em terrenos úmidos, cultiva-se muito em jardins. Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos.

Outras espécies de acônito existentes em Espanha e Portugal são a erva toira (A. anthora), ou acônito da saúde, e o matalobos (A. lycoctonum), de flor amarela.

[2] Espécie pertencenta ao gênero Conium L. que por sua vez pertence à família Apiaceae. O veneno cicuta é obtido a partir de uma espécie deste género, o Conium maculatum. A Cicutina é um alcalóide muito venenoso extraído da cicuta e que tem a aparência de um óleo amarelado.

Também conhecido como:

O bálsamo da Meca das solteironas.

Usado para: 

Deprimido, taciturno. Tristeza.
Esgotamento mental. Dificuldades de entendimento, quer na
conversação quer na leitura.
A sua tristeza aparece periodicamente. De quinze em quinze dias.
Depressão por privação sexual.
Memória fraca.
Dificuldade de concentração. Dificuldade de desenvolver trabalhos
intelectuais.
Indiferença.
Indolente. Astenia. Não é capaz de fazer um qualquer esforço.
Não gosta das pessoas, mas não quer estar só.
Não gosta que o contradigam.
Sente os músculos fracos e tem tremores.
Vertigem quando deitado.
Lacrimeja bastante.
Fotofobia em excesso.
Estrangulamento da faringe e do esófago.
Desejo de sal.
Aversão ao leite.
Arrotos ácidos.
Abdómen duro com sensibilidade ao toque.
Prisão de ventre a cada dois dias.
Sente-se fraco e tem tremores depois de evacuar.
Tosse seca.
Tem dificuldade em esvaziar a bexiga. Jacto de urina intermitente.
Impotência com desejo.
Ejaculação precoce.
Regras atrasadas, curtas, pouco abundantes.
Seios flácidos com pontos duros, sensíveis ao toque.
Sua muito quando dorme e quando fecha os olhos.

[3] Acorales é uma ordem de monocotiledôneas que contém uma única família, Acoraceae, e um único género Acorus L.. Esta família tem sido reconhecida por muito poucos taxonomistas. A classificação segundo o Sistema de Cronquist coloca o género Acorus na família Araceae, ordem Arales, subclasse Arecidae, classe Liliopsida.

Na classificação taxonômica de Jussieu (1789), Acorus é um gênero botânico, ordem Aroideae, classe Monocotyledones com estames hipogínicos.

As plantas deste gênero são nativas da América do Norte e Ásia, introduzidas na Europa durante a Idade Antiga. São conhecidas variedades diplóides e tetraplóides, assim como triplóides de origem híbrida, que por serem inférteis, se reproduzem rizomaticamente. Da espécie Acorus calamus, conhecida no Brasil como cálamo-aromático ou cana-cheirosa, pode ser extraído por destilação um óleo essencial utilizado em perfumaria e em medicina.

[4] Potentilla L. é um gênero de cerca de 500 espécies de ervas anuais, bianuais e perenes da família Rosaceae, nativa na maior parte do Hemisfério norte. Conhecida popularmente como potentilha, cinco-em-rama, tormentila, e morango estéril. Muitas espécies têm as folhas divididas em cinco folhinhas distribuídas como os dedos de uma mão, vem daí o nome popular "cinco-em-rama", embora algumas espécies, como por exemplo a Potentilla sterilis tenham apenas três, e outras, como a Potentilla anserina 15 ou mais folhinhas como se fosse uma pena. As folhas de algumas potentilhas servem de alimento para as larvas de algumas Lepidoptera, incluindo as mariposas.

Potentilla está também relacionado ao gênero Geum e Dryas, e também aos morangos no gênero Fragaria; Potentilla difere dos morangos por ter os frutos secos e não comestível (de onde vem o nome "morango estéril" para algumas espécies). Pensa-se que a espécie Potentilla arguta tenha características protocarnívoras, ou seja, é uma planta que captura e mata insetos ou pequenos animais, mas à qual falta a capacidade de os digerir diretamente ou então de absorver os seus nutrientes da mesma forma que uma planta carnívora.

Algumas espécies são cultivadas como plantas de jardim.

[5] Da família das solanaceae, é também conhecida pelas designações comuns de Dulcamara, Doce-amarga, Vinha-da-Índia e Vinha-da-Judeia. Distribui-se pela maior parte Europa e Ásia, (donde é considerada originária) e noutras paragens, incluindo a América do Norte, como planta naturalizada. Encontra-se em terrenos húmidos e, especialmente, em pequenas ínsuas no interior e ao longo de pequenos cursos de água.
É usada em fitoterapia para tratamento de eczemas, furúnculos, verrugas e acne. Note-se, no entanto, que a Uva-de-cão é tóxica, dada a presença de alcalóides, sobretudo nas suas bagas, cuja ingestão pode, quando em grande quantidade, levar à morte.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Welcome, Bienvenue, Bienvenido, Wilkommen... 2013!


Mais um portal que adentramos. Independente da egrégora de cada um ou se iniciou em Dezembro ou no dia de aniversário... uma coisa é certa: Já estamos em 2013 e mais um portal que temos que passar. 

O que você pretende agora para este ano? O que faltou em 2012 e que agora em 2013 você quer MUITO realizar? 
Não importa o que seja ou o grau de dificuldade que você encontrará pela frente, temos que nos focar no que queremos. É importante? Então mãos à obra! E 2013 chegou para te alertar disso: Muito trabalho pela frente... o mais árduo e exaustivo que nem podemos imaginar. Será um ano de muita luta e temos que ter muita garra para vencer cada obstáculo. Palavra-chave para este ano: Persistência!
Precisamos dela e ela nos guiará este ano. Simples.

Dê um novo início para si mesmo(a), uma nova chance.

Lama Gangchen Rinpoche nos inspira a levar a sério este sentimento de renovação. Pois a cada começo temos uma real oportunidade de mudança. Ele nos lembra que a cada início estamos plantando uma nova semente. Se a semente for boa, há a chance de crescer. Se for fraca, mesmo tendo as melhores condições, ela não irá evoluir. Portanto, segundo ele, ao cuidarmos de nossas primeiras sementes do ano estaremos direcionando o nível energético de nossos próximos doze meses. Por isso, temos que aproveitar o início de ano para refletir sobre a chance de nos proporcionarmos um novo começo. Mas muitos me perguntam e se perguntam: Saturno vem aí: ele vai reger 2013!

E eu respondo: ''Saturno é considerado maléfico pela astrologia tradicional mas, a meu ver, não devemos nos preocupar demasiadamente com sua influência negativa pois, são as dificuldades que nos fortalecem, que forjam nosso caráter e também estimulam nossa criatividade. Na moleza, ninguém evolui, ninguém precisa fazer esforços. Quando a vida é fácil e tudo cai do céu, a pessoa não faz uso de seus talentos e desperdiça ocasiões importantes de evoluir. Muito se fala sobre o efeito 'Saturno' por ele ser considerado o arquétipo do Pai Cósmico, limitador, castrador, aquele que nos coloca no cercadinho e nos grita um grande NÃO no ouvido sempre que tentamos pular a cerca! Porém, na mitologia romana, Saturno era o Deus que protegia a agricultura, o plantio e a colheita. Portanto, ele representava o trabalho duro, pois para colocar comida na mesa precisamos arregaçar as mangas e não podemos fugir às nossas obrigações! Saturno era o Deus Cronos da mitologia grega, filho de Urano (o Céu) e Geia (a Terra) e pai de Júpiter (Zeus). Saturno era considerado o Deus do Tempo, aquele que marca com a implacável sucessão das horas o tempo que nos prende ao carma terreno. Ele nos ensina o caminho da evolução através de percalços e obstáculos. Mas é ele o nosso 'Caminho das Pedras'! Se sob sua influência nos sentimos 'presos ao tempo', como se estivéssemos atados por correntes a um destino que nos impede de andar depressa, ele também nos ajuda a encontrar a terra firme onde pôr os pés. Sim, Saturno é um Deus-Pai que nos ensina a ser pacientes, e a paciência é algo que os agricultores conhecem muito bem pois precisam respeitar o ciclo da Terra desde o plantio até a colheita de seus frutos. Os ciclos das estações são regidos por Saturno, assim como as horas, os minutos, os segundos...
Saturno representa um processo limitativo e restritivo em muitos sentidos, mas ele nos oferece também a oportunidade de crescer, de plantar e de colher. A responsabilidade é resultado do processo de escolha que nos ajuda a examinar nosso processo evolutivo ao mesmo tempo em que avalia nosso amadurecimento. O mundo seria bem melhor se todos tivéssemos mais senso de responsabilidade, não é mesmo? Em nosso Mapa Natal, Saturno indica em que área teremos que enfrentar os maiores obstáculos, as restrições, as limitações, mas também indica onde teremos mais oportunidade de crescimento tão necessário para a nossa evolução material e espiritual. Portanto, em 2013, Saturno nos ajudará a tomar juízo, a sermos responsáveis exatamente onde extrapolamos, abusamos, passamos dos limites no ano anterior.''




E para finalizar meus queridos, deixo o seguinte recadinho pessoal para vocês: 
Em 2012, foi um ano muito bom pra mim. Foi bom porque eu sofri muito... tive que me desprender de muita coisa do passado para poder viver o presente e sentir a luz do futuro em minha face. Foi um ano que eu senti o poder da Deusa em mim e me entreguei à essa magia e encanto do poder feminino. Foi muito único. Me dediquei ao máximo à minha casa, família, sentimentos e o meu lado emocional. E agora em 2013, serei regida pelo Deus. Será um ano maravilhoso também, pois ele me guiará e me mostrará muita coisa que faltou em 2012. Este ano será bem Solar para mim e vou trabalhar bastante, ou seja: ficarei bastante tempo fora de casa. Isso é ótimo! Mas isto não significa que ficarei 'masculina' só porque terei um ano mais solar do que lunar como foi em 2012 para mim. 
Estou muito feliz e com grandes expectativas! Vou tirar do papel muita coisa que deixei de lado, inclusive a minha saúde. E como será um ano árduo, terei que cuidar e MUITO de minha saúde. 

Queridos, não temam este ano que se inicia. Mesmo sendo um ano de Saturno, um ano com um ar mais opressivo. Vejamos pelo lado bom das coisas. Temos um papai que puxará nossas orelhinhas e nos protegerá também! Sintam esta energia paterna no coração de vocês. Sintam essa proteção e acolhimento que estão vibrando em suas auras...
Que os Deuses guiem vocês nessa nova jornada. Bom 2013 à todos! ♥


Os Deuses que habitam em mim, saúdam os Deuses que habitam em vocês e juntos formamos uma corrente poderosíssima de proteção e cura aos que precisam. 
Namastê!!!


Beijos da Fada Ruiva.

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