quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tarot Wicca - parte III (final)

Pois bem meu amores, chegamos ao final desta postagem e que nos rendeu 3 postagens! Isso é ótimo. *-*
O que eu vou falar agora é bem rápido. É só pra finalizar mesmo a tiragem. Já falamos da tiragem Feminina e da tiragem Masculina. Agora é a leitura dos 2 triângulos juntos (as mesmas cartas) e para finalizar a resposta teremos a 7° carta que fala do potencial do relacionamento, ou o que rumo tomará o relacionamento. O hexagrama com a carta central ficou assim para a leitura final:

Como já falamos das 6 cartas, não compensa falar delas de novo por aqui, farei da 7° carta e a resposta final desta leitura. Vamos lá:

Carta Central - Vassoura - Limpeza e preparação; momento de ''varrer'' coisas da vida; faxina física, mental e espiritual; sexualidade em alta; aproximação de relacionamento.

Não preciso nem falar muita coisa sobre esta carta né? E como vimos nas 2 tiragens anteriores, tanto eu e o rapaz estamos em uma fase de expansão energética, aprimoramento espiritual, mudando velhos hábitos, criando novos vínculos, desapegando e focando em algo bom pro futuro (reatar o namoro). E essa vassoura é uma mensagem para os dois e o que está acontecendo, é a carta do potencial. E está mostrando que ambos estão 'varrendo' coisas do passado. Dando um LIMPA mesmo em tudo, pois só assim estaremos BEM para voltarmos. 
Eu fiquei muito emocionada com esta leitura, senti que veio certinho pro meu coração e como eu não tinha consagrado este Tarot ainda, eu achei surpreendente a resposta. Um amigo meu falou que o meu altar é tão energizado que tudo que cai lá recebe luz. rs
Mas isso não indica que eu não farei algo pro Tarot... Eu achei ele tão aconchegante e as respostas tão claras, parecia que eu já usava este Tarot faz tempo e que eu tinha reencontrado ele depois de perdido. ♥

Espero que tenham gostado da leitura que eu fiz. Eu fiquei tão contente e quis passar isso pra vocês. E quem não conhece este Tarot, recomendo... é muito lindo. E quem precisar de alguma leitura é só me adicionar no Facebook ou me enviar um e-mail para: paganus.aeternus@gmail.com.


A Deusa que habita em mim está sorrindo agora pra você e te enviando muita Luz!
)O( Blessed Be! )O(

Texto de direito autoral de: E. Laetittia Braz. Reprodução proibida.

Tarot Wicca - parte II

Serei breve nesta segunda parte, people. Já que vocês pegaram o ritmo da 1° leitura, agora vamos para a 2° leitura que é a interpretação do 2° triângulo. Este é voltado pra cima e a tiragem é no sentido Horário. Super simples também. E as cartas foram:
Carta 1 - O Galho Prateado - Amo, felicidade; Indica namoro; casamento; parceria.
Carta 2 - Anciã - Desprendimento; Indica fase de autoconhecimento; libertação do ego; desapego material.
Carta 3 - Gato Preto - Psiquismo e clarividência; Indica caminhos claros a partir do reconhecimento dos fatos; Fluência e envolvimento de energias ao redor.



Esta foi a leitura para o rapaz em questão e mais uma vez eu me surpreendi! A carta 1 que é a do galho prateado, indica ele em relação a mim. Esta carta revela nada mais, nada menos que o AMOR. Ou seja, ele ainda me ama...

A carta 2 que é da anciã, fala que ele está se desapegando, desprendendo-se de algumas coisas. Tanto material e de ego. Ele está lutando para ser uma nova pessoa, quiça com a mente mais livre e aberta.
E por último, a carta 3, do gato preto indica que ele está em busca de autoconhecimento e vendo a energia das pessoas ao seu redor e quem realmente quer o seu bem. Ele está acordando pra isto. E é bem capaz que voltemos, já que a ficha dele cairá que eu sou a mocinha dele. *-*

Ainda não acabou! Temos a 3° e última parte. Confira em: Tarot Wicca III
Texto de direito autoral de: E. Laetittia Braz. Reprodução proibida.

Tarot Wicca.


Ás vésperas de mais um Sabbat - Imbolc, recebo em minha residência um Tarot Wicca. São 42 cartas ao todo e os símbolos são basicamente o que uma bruxa tem em seu altar: athame, cálice, caldeirão, vela, imagens da Deusa/Deus, livros da sombra, espelho, potinho de feitiços, aranhas, etc...

Logo de cara fui analisando e colocando as cartas na ordem que estavam no livro e fui lendo sobre cada uma... e não tinha como não se encantar. Pareciam que as cartas já estavam falando comigo e querendo me mostrar algo. Foi como se elas dissessem: ''Oie bruxinha!'' Não pensei 2x, dei uma olhada no altar e pensei: ''hora de consagrar mais um oráculo.''.

E como uma bruxinha prudente, olhei o calendário pra saber se ainda estávamos na Lua Cheia e para a minha tristeza, tinha 2h e meia que tínhamos entrado na Lua Minguante e como eu não tenho o hábito de consagrar oráculos em Lua Minguante, resolvi esperar até a Lua Nova ou a Lua Cheia.

Mas para mim, que sou do signo de Áries, esperar é uma tarefa muito pesada! Enquanto a Lua não vinha, no dia seguinte, resolvi estudar um pouco sobre as tiragens e os símbolos das cartas para me inteirar. (Isso sempre me ajuda pra consagrar/energizar um oráculo, ai eu estarei energizando O MEU Tarot e não um qualquer, já que houve um estudo/análise/preparo e sintonização antes.) Pois bem, acreditem... minha mãozinha coçou  eu fiz uma tiragem. Foi na questão de relacionamento e eu vou mostrar pra vocês como foi passo-a-passo.

No caso a consulente é mulher (eu), e 1° triângulo a montar é o feminino e saíram as seguintes cartas:

Carta 1 - Pedra Furada - Bênção e proteção; Seus poderes mentais estão em alta; Use seu poder psíquico para ingressar em novos caminhos.
Carta 2 - Pentáculo - Evocação e proteção; A vivência nos leva à Sabedoria; Viva em harmonia com sua energia.
Carta 3 - Arádia - Herança e orientação celestial; Agora é a hora de reivindicar seu direito inato; O sucesso te aguarda; Reveja seus conceitos pessoais e crenças; Antigos hábitos e conceitos devem ser questionados.

Esta foi a leitura/tiragem que saiu pra mim. E eu fiquei fascinada com o resultado! A carta 1 indica a minha relação com o outro e a pedra furada mostra que eu estou com a mente aguçada. Fatíssimo! Estou pensando muito neste rapaz e eu até acendi uma vela branca de 7 dias para enviar Luz na vida dele.
A carta 2 fala da química do casal e o pentáculo indica que um está ligado ao outro e um sente a falta do outro, mas que cada um precisa aprender algo antes.
E a carta 3 fala do futuro do casal, e a arádia indica herança, ou seja, ''o que é seu está guardado'', ''não estamos sozinhos'', mas a real mensagem dela é: Desapegue-se! O amor é livre e puro! Dêem espaço, respeitem-se. Indica união futura, mas só se ambos estiverem livres do passado.


Bom, para ver o restante da postagem, clique aqui: Tarot Wicca - II
                                                          Texto de direito autoral de: E. Laetittia Braz. Reprodução proibida.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Lua Minguante - 29/07/2013



Lua Minguante Para trabalhar tudo aquilo que não quer. Quando se sente necessidade de eliminar, afastar algo que nos perturba, nos incomoda ou não queremos mais,(Ex: venda do que for, doença e afastamento...). 
Esforços e dietas que exijam disciplina e que precisem ser mantidos por muito tempo devem ser iniciados nessa Lua. Tratamentos de saúde e cirurgias devem ser feitos nessa fase, pois ela favorece a cicatrização. Se cortados nessa fase, os cabelos demoram mais para crescer. Em compensação, as raízes e os fios fracos e quebradiços serão fortalecidos. A Lua Minguante é boa para fazer planos; repensar a relação, mas não romper com laços; ganhar forças, descansar, fazer um balanço dos sentimentos e esclarecer mal-entendidos. Aproveite a fase da Lua Minguante para tomar decisões sobre assuntos importantes. 
A energia nesta fase da Lua é de declínio. A energia está dispersa. Deve-se evitar iniciar tudo aquilo que se deseja que cresça ou se desenvolva. Em contra partida, o período ajuda a diminuir a força tudo o que não se deseje mais. Ajuda: Início de dietas de emagrecimento. Positivo para encerrar atividades, dietas para desintoxicar. Depilação. Corte de cabelo curto. Combate de pragas. Segredos ficam bem guardados. Limpeza de pele. Poda de plantas. Colheita de raízes e tubérculos. Não é indicado: Início de projetos, cursos, investimentos, abrir poupança. Abrir negócios. Compra de frutas, legumes e verduras verdes (o amadurecimento não ocorre de forma positiva).

domingo, 28 de julho de 2013

As 5 Leis do Xamanismo.

Por Carminha Levy

Nos anos 60, o mundo acadêmico foi surpreendido pela publicação de um estudo de campo sobre Xamanismo do antropólogo Carlos Castañeda, que teve a força de uma revolução, pois veio abalar as crenças científicas materialistas vigentes.
Ao 1º livro, "A Erva do Diabo" (Ed.Record), seguiram-se vários ao longo dos anos que durou seu dolorido processo de iniciação no Xamanismo.
Carlos Castañeda, desafiando com muita coragem e pioneirismo a rigidez do *pensamento cartesiano, deu início ao retorno do herói da consciência - o xamã e do movimento neoxamanistico.

Paralelamente a esta impactante revelação, difundida principalmente entre o público leigo, um outro antropólogo norte-americano, Michael Harner, inicia-se no xamanismo na floresta amazônica através da **ayahuasca e surge assim uma outra via do neoxamanismo, que se expande nas universidades e corre como um rio tranqüilo no mundo acadêmico, por se basear em dados científicos.
Publica "O Caminho do Xamã" (Ed. Cultrix) e leva às suas aulas de antropologia o Xamanismo interno, aquele que é acessado ao toque do tambor (gravado numa fita cassete).

Posteriormente seu método de trabalho, sempre com o som do tambor, sai das universidades e fica à disposição dos interessados em xamanismo, inicialmente em Easalen - Ca-USA (onde me iniciei pelas mãos e sabedoria do próprio Michael Harner), de onde sai para se difundir de "costa-a-costa" dos USA e posteriormente em quase todo o planeta, inclusive na China.
Nasce e cresce assim a primeira escola de Xamanismo, "The Foundation for Shamanic Studies", na qual fiz minha formação inicial e da qual tenho a honra de ser membro honorário.

Este feito de Michael Harner só pode ser medido conhecendo a rigidez do pensamento dos seus pares e de sóbrios estudantes de antropologia que, ao som do tambor entravam no Universo Xamânico, fazendo as mesmas viagens que as nossas, através do "trote" do tambor, o "cavalo" do Xamã.

É neste "cavalo" que o Xamã faz as ligações entre os mundos do meio, profundo e superior.
O 1º é a nossa realidade cotidiana, o 2º é onde habitam os arquétipos do Ego (nossa criança interna, entre outros e dos reinos mineral, vegetal e humano, os animais e nosso Guia Xamã. O 3º é a morada dos grandes arquétipos mestres (Deus-Deusa) e dos seres iluminados cósmicos.

Transitar entre os três mundos sem perder a consciência é um talento específico do Xamã e o que o define. A importância do tambor data da origem humana, pois o seu toque é o 1º som que o feto ouve na barriga da mãe: a batida do coração dela que ressoa com o coração da Mãe Terra.

O surgimento destes dois eventos marca, para os nativos norte-americanos, o momento determinado pelo Grande Espírito da liberação da sabedoria xamânica ao homem branco. Entretanto, necessário se faz esclarecer que o xamanismo não é um fenômeno indígena e pertence a toda humanidade. Ele vem do início dos tempos, de quando o ser humano dormia na inconsciência do Éden.
Nestes tempos, alguns homens e mulheres, já tocados pelo divino, ao som dos tambores entraram em êxtase, saíram do corpo e foram aos mundos superiores onde repousava o Arquétipo do Divino.

Tomados por um arrebatamento cósmico ao se defrontarem com o Sagrado, estes serem ganharam a iluminação - a consciência.
Começa assim um longo despertar da consciência da humanidade que se perde desde o início dos tempos e que segue até nós nos dias de hoje, através do xamã.
As primeiras manifestações do Xamanismo são matriarcais - o culto à Grande Deusa, a imersão na natureza o contato íntimo com os animais e a vida sendo regida fraternamente pela cooperação entre os membros da tribo.

Tudo mudou com o patriarcado que, com sua horda de bárbaros, para se estabelecer necessitou esmagar o poder do feminino através da destruição do culto à Grande Mãe - a Deusa.
O Xamanismo foi banido, mas mantido secretamente pelas tribos nômades que conseguiram escapar ao domínio dos bárbaros. São os ancestrais dos povos nativos que, orientados pelo Grande Espírito, recebem a missão de manter o Xamanismo como um grande segredo que só poderia ser revelado quando a humanidade tivesse o mérito de recebê-lo para salvar a Mãe Terra. O momento é agora e nós, os xamãs, somos os responsáveis por honrar, divulgar e trabalhar por essa causa.

Xamanismo não é religião
Apesar do seu caráter sagrado e da sua natureza divina, o Xamanismo não é uma religião e nem está associado a um grupo étnico específico.
Vindo da aurora da humanidade, é uma herança de todos os povos.

É uma filosofia que nos ensina o re-ligare. Praticamos esta filosofia tendo-a como norte de nossa vida, atitudes, crenças e verdades.
Praticamos primeiramente a cura pessoal, por ser o Xamã o arquétipo da autocura e também a cura coletiva.

Somos os guardiões do equilíbrio ecológico interno (nossa consciência egóica) e externo - nossa responsabilidade com a Mãe Terra.

E como os antigos xamãs, somos os detentores das soluções criativas, única saída para resoluções de problemas da vida cotidiana e da vida planetária.

Alicerçados no tripé do sagrado, da cura e da criatividade, somos os 'guerreiros da luz', aqueles que batalham pela cura dos corações feridos dando rumo às almas que ainda não encontraram seu destino. Criamos um mundo de paz oferecendo a sabedoria dos nossos ancestrais e o respeito pela Mãe Natureza.

Somos buscadores do autoconhecimento e sentido de vida. Somos guiados pela responsabilidade de estabelecer a Paz na Terra. Somos alegres, amorosos, respeitamos todas as diversidades, praticamos o não julgamento, a tolerância entre os credos e as raças e temos um rígido e sábio código de ética - as cinco leis xamânicas que lhes oferecemos e convidamos a praticá-las:

As cinco leis do Xamanismo
1ª Lei - "O Xamã pratica a impecabilidade do Guerreiro". Essa impecabilidade é regida por um coração compassivo.
2ª Lei - "O Xamã pratica a entrega". Ele pede o que necessita já agradecendo o recebido, pois tem fé e confia na Lei do Cosmo "
3ª Lei - "O Xamanismo obtém o máximo de eficiência com o mínimo esforço" Por viver no aqui-agora e ter sempre um foco único no que faz, ele vive num nível de excelência.
4º Lei - "O Xamã pratica o desapego". Talvez a mais difícil das leis, pois temos a ilusão de praticá-la, o que nem sempre se torna realidade.
5ª Lei - "O Xamã deixa de viver causa e efeito (karma) e passa a viver a sincronicidade (dharma).


E o caminho vai sendo mostrado pelos sinais que nos levam à felicidade interna de se saber participante do Grande Plano Divino. Axé na Luz!
*Pensamento cartesiano: relativo aos pensamentos do filósofo e matemático francês René Descartes (1596-1650). O método cartesiano consiste no Ceticismo Metodológico - duvida-se de cada idéia que pode ser duvidada.

** Ayahuasca: Pajés da Amazônia ocidental vem utilizando a planta Banisteriopsis caapi para produzir uma bebida cerimonial chamada "ayahuasca". Os pajés utilizam a ayahuasca (que significa "cipó da alma") em cerimônias religiosas de cura, para diagnosticar e tratar doenças, para encontrar com espíritos e adivinhar o futuro.

sábado, 27 de julho de 2013

Os 13 princípios da Wicca, você os conhece?



Em abril de 1974, O Conselho de Bruxos Americanos adotou um grupo de Princípios da Crença Wiccana. São eles:

1. Praticamos rituais para nos colocarmos em harmonia com o ritmo natural das forças naturais, marcadas pelas fases da lua e ápices das estações.



2. Reconhecemos que nossa inteligência nos traz uma responsabilidade única em relação ao nosso ambiente. Buscamos viver em harmonia com a natureza, em um equilíbrio ecológico, oferecendo um compromisso com a vida e a consciência dentro de um conceito evolucionário.



3. Reconhecemos uma profundidade de poder muito maior que o detectado pelas pessoas “comuns”. Sendo tão forte, é as vezes denominado sobrenatural, mas nós o vemoscomo parte potencialmente natural a todos.



4. Cremos que o poder criativo do universo se manifesta através das polaridades masculina e feminina e que esse mesmo poder reside em todas as pessoas, operando mediante a interação do masculino e feminino. Não valorizamos um acima do outros, pois sabemos que cada um é o suporte do outro. Valorizamos o sexo como prazer, como o símbolo e manifestação da vida e como um das fontes de energia utilizada nas praticas mágicas e em adoração religiosa.



5. Reconhecemos tanto o mundo externo como o interno ou psíquico, as vezes conhecido como o mundo espiritual, ou Inconsciente Coletivo, ou os Planos Interiores, etc; vendo na interação destas dimensões a base para os fenômenos paranormais e os exercícios mágicos. Prestamos igual atenção as duas dimensões, considerando ambas necessárias para nossa realização.



6. Não reconhecemos hierarquia autoritária, mas sim honramos aos que ensinam, respeitamos aqueles que compartilham seus conhecimentos e sabedoria e apreciamos aos que valentemente se dedicam a ser mestre e professores.



7. Consideramos que a religião, a magia e a sabedoria nos unem em nossa forma de contemplar e viver dentro de mundo e identificarmos esta filosofia e visão mundial como Bruxaria, o caminho dos Wiccans.



8. O chamar-se “bruxa(o)” não constitui a ser bruxa(o) tão pouco o faz a herança em si, nem a coleção de títulos, graus e iniciação. Uma bruxa(o) intenta controlar as forças vitais dentro de si mesmo a fim de viver sabiamente, em harmonia com a natureza e sem prejudicar ninguém.



9. Afirmamos nossa crença na vida, no progresso, na evolução e no desenvolver do caminho, os quais dão um significado ao universo conhecido por mais e nosso papel dentro dele.
10. Nossa única mágoa contra o cristianismo ou contra qualquer religião ou filosofia reside no fato de liberdade os demais e suprimidos outras práticas e crenças religiosas.



11. Como bruxas(os) americanos não estamos envolvidos em debates sobre a história da arte, as origens dos diversos termos, a legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições, interessando-nos unicamente por nosso presente e futuro.



12. Não aceitamos o conceito de mal absoluto, nem adoramos nenhuma entidade conhecida como Satanás ou Diabo, tal como define a tradição cristã. Não buscamos o poder através do sofrimento dos demais nem permitimos que se obtenha algum beneficio pessoal por tais meios.



13. Cremos que devemos buscar dentro da natureza o necessário para nossa saúde e bem-estar.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Skype do Paganus Aeternus.

Olá pessoal, este é o Skype do Paganus Aeternus. Nele mantemos contato com o pessoal do grupo, fazemos encontros para estudos e ministro cursos online. Seja MUITO bem vindo. )O(

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Conectando com Deus e suas faces



''Sou o brilhante Deus, Senhor do Sol, Mestre de tudo aquilo que é Selvagem e livre, Pai das mulheres e homens, Amante da Deusa Lua. Sou o som que você desconhece, mas que te chama. Sou quem, no sono profundo, reacende os mistérios noturnos. Resido dentro de você. Venha, adentre em meu mundo e conhecerá a ti mesmo.'' 

Entrar em contato com a energia do Deus é um processo vital para a recuperação de nossos dons perdidos ou esquecidos. O Deus Conífero é o Senhor da fauna, flora e animais e nos coloca em contato com o nosso lado mais animalesco e primitivo, capaz de nos conduzir ao centro de nossos mais puros instintos e vitalidade plena. O Deus, assim como a Deusa, possui também três aspectos: o Cornífero, o Homem Verde e o Ancião. Cada uma das faces do Deus está associada a um período da evolução humana e de nossa própria vida. Meditar com o Deus nos traz a possibilidade de contatarmos o nosso Eu mais profundo. Isso traz um processo de integração total com a Natureza e os seus ciclos, além de possibilitar uma maior interação com a vida e a humanidade como um todo. O Cornífero é a face do Deus que exerce domínio sobre as florestas. Ele é a representação da Natureza intocada e de tudo o que é livre. Nesse aspecto o Deus assume a face de Caçador e representa a renovação, virilidade, força, fertilidade e vitalidade. O Cornífero exerce domínio sobre os animais selvagens e ferozes. Esteve em contato direto com a humanidade principalmente nos períodos Neolítico e Paleolítico, onde os homens subsistiam principalmente da caça.

Os exemplos associados à face de Cornífero do Deus:

Cernunnos: Deus celta, portador de chifres é regente dos animais selvagens e bosques. Está associado à fertilidade e fartura.

Pan: Deus grego dos campos e bosques. Está associado à vegetação, ao êxtase e ao vigor sexual.

Dionísio: Deus grego que assumia a forma de touro ou bode, ambos símbolos da fertilidade. Está associado à fertilidade e tinha a capacidade de morrer e renascer.

Esus: Deus celta associado ao touro, que era acompanhado freqüentemente por três pássaros. Posteriormente, foi identificado como Cernunnos. Está associado ao Submundo e muitas vezes era representado brandindo um machado contra uma árvore.

Odin: Deus germânico associado à magia, à guerra e ao êxtase. Muitas vezes é representado portando um capacete de chifres e acompanhado por um cervo.

Temas de rituais que usam o aspecto de Cornífero do Deus:• Resgatar energia e proteção.
• Atrair coragem, garra e vigor.
• Começar um novo trabalho ou qualquer outro empreendimento.
• Trazer fertilidade e gravidez.
• Requerer o senso de comunidade ou família.
• Livrar-se de estresse.
• Invocar os poderes da fartura e prosperidade.
• Atrair o vigor sexual.
• Aumentar a percepção, os sentidos e instintos.
• Centralizar.
• Estabilizar situações.
• Resolver problemas difíceis.
• Neutralizar a inércia em uma dada situação.
• Atrair a prosperidade e riqueza.
• Trazer o poder da razão.

terça-feira, 23 de julho de 2013

O Culto à Deusa



Um dos aspectos mais interessantes do culto pré-histórico à Deusa é o que o historiador religioso e mitólogo Joseph Campbell denomina seu "sincretismo". Em essência, isto significa que o culto à Deusa era ao mesmo tempo monoteísta e politeísta. Era politeísta por ser a Deusa adorada sob nomes e formas diferentes. Mas era também monoteísta – pois podemos falar corretamente em fé na Deusa, da mesma forma como falamos em fé em Deus como uma entidade transcendente. Em outras palavras, há notáveis semelhanças entre os símbolos e imagens associados em vários locais ao culto à Deusa em seus vários aspectos de mãe, ancestral ou criadora, e virgem ou donzela.

Uma possível explicação para esta notável unidade religiosa poderia residir no fato de, ao que parece, a Deusa ter sido originalmente cultuada em todas as antigas sociedades agrícolas. Encontramos evidências de deificação da fêmea — a qual em sua característica biológica dá à luz e proporciona nutrição, assim como a terra — nos três principais centros de onde se originaram a agricultura: Ásia Menor e sudeste da Europa, Tailândia a sudeste da Ásia e posteriormente também na América Central. muitas das primeiras histórias da criação conhecidas nos mais diferentes pontos do
mundo, encontramos a Deusa-Mãe como fonte de toda a existência. Nas Américas, ela é a Senhora da Saia de Serpentes – de interesse também porque, assim como na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, a serpente é uma das suas manifestações mais básicas. Na antiga Mesopotâmia este mesmo conceito do universo é encontrado na idéia da "montanha do mundo" como o corpo da Deusa-Mãe do universo, idéia esta que sobreviveu através de períodos históricos. E como Nammu, a Deusa suméria que concebeu o céu e a terra, seu nome é expresso em um texto cuneiforme de cerca de 2000 a.C. (hoje no Louvre) por um ideograma simbolizando o mar. A associação do princípio feminino às águas também primordiais é um tema onipresente. Por exemplo, na cerâmica decorada da antiga Europa, o simbolismo da água – muitas vezes em associação ao ovo primordial — é um motivo freqüente. Aqui a Grande Deusa, de quando em vez na forma de Deusa-pássaro ou serpente, governa a força proporcionadora de vida da água. Tanto na Europa quanto em Anatólia, motivos de chuva e fornecimento de leite se misturam, e recipientes e vasos de rituais são equipamento comum em seus santuários. Sua imagem associa-se também aos recipientes para água, os quais às vezes se apresentam em sua forma antropomórfica. Como a deusa egípcia Nut, ela é a unidade harmoniosa das águas celestes primordiais.

Posteriormente, como a deusa Ariadne (a Mui Sagrada Deusa), de Creta, e a deusa grega Afrodite,ela surge do mar.14 De fato, esta imagem ainda é tão poderosa na Europa cristã que chegou a inspirar a famosa Vênus de Botticelli erguendo-se do mar.
Embora raramente estes fatos sejam incluídos no que aprendemos sobre nossa evolução cultural, muito do que surgiu nos milênios de história neolítica ainda se encontra hoje entre nós. Como escreveu Mellaart, "ela formou a base sobre a qual todas as culturas e civilizações posteriores se formaram".15 Ou como expõe Gimbutas, mesmo após a destruição do mundo que representavam, as imagens míticas de nossos antepassados neolíticos adoradores da Deusa "permaneceram na essência que nutriu o desenvolvimento posterior da cultura européia", enriquecendo em muito a psique desse continente. De fato, se analisarmos com atenção a arte neolítica, é verdadeiramente surpreendente quanto deste imaginário da Deusa sobreviveu -e não terem essas obras comuns da história da religião ressaltado este fato fascinante. Assim como a Deusa neolítica grávida era descendente direta das "Vênus" paleolíticas de ventres protuberantes, esta mesma imagem sobrevive na Maria grávida da iconografia cristã medieval. A imagem neolítica da jovem Deusa ou Virgem ainda é adorada no aspecto de Maria como a Virgem Santa. E naturalmente a figura neolítica da Deusa- Mãe levando seu filho divino nos braços ainda é dramaticamente mostrada em toda parte como a Madona cristã e seu filho. Imagens tradicionalmente associadas à Deusa, tais como as do touro e do bucrânio, ou chifres de touro como símbolos do poder da natureza, também sobreviveram nos períodos clássico e posteriormente cristão. Apossaram-se do touro como um símbolo central da mitologia patriarcal "pagã" que surgiu posteriormente. Mais tarde ainda, o Deus com chifres de touro foi convertido na iconografia cristã de símbolo de poder masculino a símbolo de Satã ou do demônio. Mas, no período neolítico, os chifres de touro que hoje associamos rotineiramente ao demônio possuíam significado diferente. Imagens de chifres de touro foram encontradas em escavações de casas e
santuários em Çatal Hüyük, onde por vezes chifres de consagração formavam filas ou altares sob representações da Deusa. E o próprio touro ainda é aqui uma manifestação do poder máximo da Deusa. Ele é um símbolo do princípio masculino, mas, como todo o resto, descende de um útero divino provedor – como representado graficamente em um santuário em Çatal Hüyük onde a Deusa é mostrada dando à luz um jovem touro. Mesmo o imaginário neolítico da Deusa em duas formas simultâneas - tais como as deusas gêmeas encontradas em Çatal Hüyük – sobreviveu a tempos históricos, como nas imagens clássicas de Ceres e Perséfone representando dois aspectos da Deusa: Mãe e Virgem, como símbolos da regeneração cíclica da natureza.18 Realmente, os filhos da Deusa são todos ligados aos temas do nascimento, morte e ressurreição. Sua filha sobreviveu no período grego como
Perséfone, ou Core. E seu filho-amante/marido, da mesma maneira, sobreviveu aos tempos históricos sob nomes tão diversos quanto Adônis, Tammutz, Átis – e por fim Jesus Cristo.

Esta aparentemente notável continuidade de simbolismo religioso toma-se mais
compreensível se considerarmos que tanto no neolítico-calcolítico da Europa antiga quanto na posterior civilização da idade do bronze minóica-micênica a religião da Grande Deusa parece ter sido a única característica importante e manifesta da vida. No sítio de Çatal Hüyük, em Anatólia, o culto à Deusa parece permear todos os aspectos da vida. Por exemplo, dos 139 compartimentos escavados entre 1961 e 1963, mais de quarenta parecem ter servido como santuários.
Este mesmo modelo prevalece na Europa neolítica e calcolítica. Além de todos os
santuários dedicados a vários aspectos da Deusa, as casas possuíam recantos sagrados com fomos, altares (bancos) e locais de oferenda. E o mesmo se aplica à civilização posterior de Creta, onde, como escreve Gimbutas, "santuários de um tipo ou outro são tão numerosos que há motivo para crer que não apenas todo palácio mas toda casa particular tinha tal uso. (...) A julgar pela freqüência de santuários, chifres de consagração e o símbolo do machado de dois gumes, todo o
palácio de Cnossos devia assemelhar-se a um santuário. Para onde quer que nos voltemos, pilares e símbolos fazem lembrar a presença da Grande Deusa". Dizer que o povo adorador da Deusa era profundamente religioso seria eufemismo. Pois
ali não havia distinção entre o secular e o sagrado. Como apontam os historiadores religiosos, na pré-história e, em grande parte, nos tempos históricos, a religião era vida, e vida era religião.

Um motivo por que esta questão é pouco conhecida é o fato de no passado os estudiosos se referirem rotineiramente ao culto à Deusa não como religião, mas como um "culto à fertilidade", e a Deusa como uma "mãe-terra". Contudo, embora a fecundidade das mulheres e da terra fosse, e ainda seja, um requisito para a sobrevivência das espécies, esta caracterização é muito simplista. Seria comparável, por exemplo, a caracterizar o cristianismo apenas como um culto à morte porque a imagem central em sua arte é a Crucificação.

Trecho extraído do Livro, O Cálice e a Espada de Riane Eisler.
Capítulo 02 - Mensagens do Passado: O MUNDO DA DEUSA

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Obaluaê.


Obaluaê é uma flexão dos termos: Oba (rei) – Oluwô (senhor) – Ayiê (terra), ou seja, “Rei, senhor da Terra”. Omulu também é uma flexão dos termos: Omo (filho) – Oluwô (senhor), que quer dizer ” Filho e Senhor”. Obaluaê, o mais moço, é o guerreiro, caçador, lutador. Omulu o mais velho, é o sábio, o feiticeiro, guardião. Porém, ambos têm a mesma regência e influência. No cotidiano significam a mesma coisa, têm a mesma ligação e são considerados a mesa força da natureza.

Obaluaê (ou Omulu) é o Sol, a quentura e o calor do astro rei. É o Senhor das pestes, das moléstias contagiosas, ou não. É o rei da Terra, do interior da Terra, e é o Orixá que cobre o rosto com o Filá (de palha – da – Costa), porque para os humanos é proibido ver seu rosto, pela deformação feita pela doença, e pelo respeito que devemos a este poderosíssimo Orixá.

Obaluaê está no organismo, no funcionamento do organismo. Na dor que sentimos pelo mal funcionamento dos órgãos, ou por uma queda, corte ou queimadura.

Obaluaê rege a saúde, os órgãos e o funcionamento destes. A ele devemos nossa saúde e é comum, nas Casas de Santos, se realizar os Eboris de Saúde, que fazem pra trazer saúde para o corpo doente.

O órgão central da regência de Obaluaê é a bexiga, mas está ligado a todos os outros. Ele trata do interior, fundamentalmente, mas cuida também da pele e de suas moléstias.

Divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o Orixá que vem como emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Obaluaê (ou Omulu) que vai mostrar o caminho, servir de guia para aquela alma.

Obaluaê também é o Senhor da Terra e das camadas de seu interior, para onde vamos todos nós. Daí a ligação que tem com os mortos, pois ele é quem vai cuidar do corpo sem vida, e guiar o espírito que deixou aquele corpo. É por isso que Obaluaê e Omulu gostam de coisas passadas, apodrecidas.

O sol também tem a sua regência. Ele também é o Calor provocado pelo sol quente. Há quem diga que não se deve sair à rua quando o Sol está quente sem a proteção de um patuá, a fim de não correr o riscos e não sofrer a ira de Obaluaê, geralmente fatal.

Obaluaê está presente em nosso dia-a-dia, quando sentimos dores, agonia, aflição, ansiedade. Está presente quando sentimos coceira e comichões na pele.Rege também o suor, a transpiração e seus efeitos. Rege aqueles que tem problemas mentais, perturbações nervosas e todos os doentes.

Está presente nos hospitais, casa de saúde, ambulatórios, postos de saúde, clínicas, sempre próximo aos leitos. Rege os mutilados, aleijados, enfermos. Ele proporciona a doença mas, principalmente, a cura, a saúde. É o Orixá da misericórdia.

Obaluaê é à força da Natureza que rege o incômodo de um modo geral. Rege o mal estar, o enjôo, o mal humor, a intranqüilidade. É o Orixá do abafamento e está presente nele, bem como na má digestão e na congestão estomacal. Gera o ácido úrico e seus efeitos.

Obaluaê está presente em todas as enfermidades e sua invocação, nessas horas, pode significar a cura, a recuperação da saúde.

Mitologia

Filho de Nanã – que abandou por ser doente – foi criado por Iemanjá. É o irmão mais velho de Ossãe, Oxumarê e Ewá; Orixá fundamentalmente Jeje, mas louvado em todas as nações, por sua importância.

Conta-se que, uma vez esquecido por Nanã, fora criado por Iemanjá, que curou das moléstias. Cresceu forte, desenvolveu a arte da caça, tornando-se guerreiro e viajante.

Certo dia, numa de suas jornadas, chegou até uma aldeia, coberto de palha, como sempre viveu. Como todos conheciam sua fama, suas ligações com as moléstias contagiosas, foram barradas antes mesmo de penetrar na aldeia.

-Não o queremos aqui! – disse o dirigente da tribo.

- Mas quero apenas água e um pouco de comida, para prosseguir minha viagem. Apenas isso! – respondeu Obaluaê, ou melhor, dizendo Xapanã, nome pelo qual era chamado.

- Vá-se embora, Xapanã! Não precisamos de doença, nem de mazelas em nossa aldeia. Vá procurar água e comida em outro lugar!

E Xapanã, então foi sentar-se no alto do morro próximo. A manhã mal começara e ele ficou, sentado, envolto em palha da costa, observando a subida do sol.

O tempo foi passando, as horas foram-se passando e, ao meio-dia, exatamente, o Sol já escaldante, tornou-se insuportável. A água ficara quente, o alimento se estragava e toda a tribo se contorcia de dor, aflição e agonia. Xapanã a tudo observava, imóvel, como um totem, como um símbolo de palha.

Na aldeia um alvoroço se fez. Uns tinham dores na barriga, outros tinham forte dores de cabeça. Outros, ainda, arrancavam sangue da própria pele, numa coceira incontrolável. Outros agiam como loucos incontrolados. Aos poucos, a morte foi chegando para alguns.

Xapanã apenas assistia…

Parecia que o tempo havia parado ao meio-dia, mas, na verdade, foram três dias de sol quente, pois a noite não chegava. Era apenas sol durante todo o tempo. E durante todo o tempo a aldeia viu-se às voltas com doenças, loucura, sede, fome, morte!

Xapanã, inerte, via tudo, imóvel…

Não agüentando mais, e vendo que Xapanã continuava do alto do pequeno morro observando, o dirigente de aldeia foi até ele suplicar perdão, atirando-se aos seus pés.

- Em nome de Olorun, perdoe-nos! Já não suportamos tanto sofrimento! Tente perdoar, por favor, Senhor Xapanã! Tente perdoar!

De súbito, Xapanã levantou-se, desceu até a aldeia e pisou na terra. Tornou-a fria. Tocou na água, tornou-a também fria; tocou os alimentos e tornou-os novamente comestível; tocou a cabeça de cada um dos aldeões e curou-lhes a doença; tocou os mortos e fez voltar a vida em seus corpos.

Restaurada a normalidade, Xapanã pediu mais uma vez:

-Quero um pouco de água e alguma comida para prosseguir viagem.

Num instante foi-lhe servido o que de melhor havia em toda a aldeia. Deram-lhe, vinhos de palmeira, frutas, carne, legumes, cereais, enfim, o que tinham de melhor.

Voltando-se para os aldeãos, Xapanã deu-lhes uma lição de vida.

-Vivemos num só mundo. Sobre a mesma terra, debaixo do mesmo sol. Somos todos irmãos e devemos ajudar uns aos outros, para que a vida seja mantida. Dar água a quem tem sede, comida a quem tem fome é ajudar a manter a vida.

Voltou-se e partiu. Atrás dele o povo da aldeia gritava:

-Xapanã, Rei e Senhor da Terra! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê! Xapanã, Obaluaê!

Obaluaê que sua benção e proteção nos seja dada sempre!.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

3° Encontro do Paganus Aeternus. Não perca!!!

Olá queridos! Boa noite...

Pra quem não me conhece, sou a Laetittia e sou a Fundadora do projeto chamado Paganus Aeternus e em Janeiro completará 2 anos desse grupo. Fazemos eventos semestralmente... e terá um agora no dia 14 de Julho às 13h no Parque do Ibirapuera. Entrada franca. Tragam seus amigos e familiares para esta linda confraternização pagã em São Paulo... Sintam-se em casa!

Levem doces, salgados e bebidas (suco, refri, água). É melhor levar mais salgados, porque é horário de almoço e o pessoal estará com a pança vazia. rs
E o melhor da festa ficará por conta do Jeff! A lojinha: Recanto de Merlin vão expor seus produtos!!! E é cada coisa linda e com preço mais lindo ainda! Eu compro de olhos fechados, pois os produtos são REALMENTE lindos e com qualidade dos Deuses! rs

Quem tiver alguma dúvida sobre o evento, pode salvar este convite e ler com calma. Ou se preferirem, podem me enviar um recado Inbox pelo Facebook ou enviar um e-mail para: paganus.aeternus@gmail.com
O ponto de encontro será no portão 3 do Parque do Ibirapuera, mas quem não conseguir chegar às 13h, pode ir direto para as mesas de picnic entrando pelo portão 3 mesmo. Só perguntar para os guardinhas que ficam na entrada. NÃO TEM ERRO. Qualquer coisa eu passo meu número.

Lembrando: serão 8h de evento, então levem algo para comer e beber. E como já estamos no inverno e o local que ficaremos é BEM arborizado, não esqueçam o agasalho. Música e bagunça é por minha conta. \o/
(quem quiser tocar algo ou falar, fazer um workshop me avisa)



Programação:

Músicas: Celtas, Xamânicas, Wiccanas, Folk em geral
Workshop - 15h - Laetittia Braz - Percorrendo os caminhos do conhecimento com os Oráculos.
Workshop - 16h - Laetittia Braz - Vivência: O SAGRADO FEMININO SEMPRE ESTEVE EM NÓS. (para mulheres, mas rapazes podem participar)
Workshop - 17h - Emmanuel Fatala - Elementais.
Atendimentos: Leitura de Tarot, Baralho Cigano, Runas Celtas, Ogham, Reiki, Mentalização, etc.
Vendas: Loja - Recanto de Merlin. 

bjinhus e nos encontramos lá!

Laetittia Braz.




sexta-feira, 5 de julho de 2013

Ativação da Glandula Pineal - parte II





EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS PARA A GLÂNDULA PINEAL
É indicado ao praticante fazer estes exercícios sentado e com os olhos fechados.
Observe a localização da glândula pineal no topo do crânio [figura 1].
Faça os exercícios procurando sentir a localização da pineal. Coloque também sua atenção na
respiração, lembrando do alimento necessário ao Sistema Nervoso Central.

EXERCÍCIO 1 [Massagear o alto do crânio]

♦ Faça um movimento circular com a polpa dos dedos das duas mãos sobre o couro cabeludo, no alto da caixa craniana. Investigue vagarosamente até encontrar uma reentrância. Sinta-a com os dedos. Esse ponto corresponde à “moleira” dos recém-nascidos.
♦ Massageie esse ponto usando os dedos indicador e médio. Procure perceber qual o sentido
mais confortável [sentido horário ou anti-horário].
♦ Massageie lentamente o ponto sem provocar atrito com a pele. Perceba que o couro cabeludo, muito colado no início, se desprende melhor depois de um certo tempo.
♦ Faça essa massagem sem pressa, no seu ritmo e no seu tempo.
É importante salientar que este ponto é o local de união de todos os meridianos. A prática é ótima antes de dormir, pois a glândula pineal é a rainha do sono profundo.

EXERCÍCIO 2 [Massagear para frente e para trás o couro cabeludo com os dedos]

♦ Outra forma indicada e confortável é puxar o couro cabeludo para frente e para trás sempre a partir desse ponto [no alto da caixa craniana].

EXERCÍCIO 3 [Tamborilar o alto do crânio com os dedos]


♦ A seguir você vai “tamborilar” com os dedos médios o ponto no alto da caixa craniana, onde se localiza a glândula pineal. A ação do toque deve ser amorosa, não use força.
♦ Perceba o que está sentindo. Você poderá sentir calor, salivação, enjôo, um mental tranqüilo.

EXERCÍCIO 4 [Massagear a fronte na linha do início do couro cabeludo e a “coroinha”]

♦ Coloque o dedo médio e indicador da mão direita na fronte, precisamente no início do couro cabeludo, alinhados com o nariz. Massageie este ponto com os dois dedos. Escolha a direção que for mais confortável e agradável.
♦ Faça as massagens nos pontos cranianos sempre vagarosamente e observando seu próprio ritmo e tempo.
♦ Continue massageando esse ponto e com os dedos da outra mão encontre uma reentrância na parte posterior do crânio (um pouco mais atrás do topo da cabeça), acima do cerebelo. Esta reentrância ou depressão corresponde ao lugar chamado de “coroinha”. Os religiosos costumam marcar bem essa região, usualmente rasurando os cabelos
num formato circular.
♦ Coloque o dedo médio e indicador sobre esse ponto e massageie no sentido que achar mais confortável. Perceba as sensações (dor, calor, lágrimas, relaxamento nos nervos oculares, sensação de estímulo da tireoide, sensação do palato, sensação de sair do tempo].

FINALIZAÇÃO [Irradiando calor com as mãos]
♦ Em seguida, aqueça as mãos friccionando-as e colocando-as no topo da cabeça.
Deixe que as mãos escolham qual deve ficar em cima e qual deve ficar embaixo.
♦ Perceba o calor que a fricção das mãos provoca. Sinta o calor irradiando para a pineal e a resposta receptiva dessa glândula ao calor.
Faça contato com a glândula pineal, enviando-lhe afeto, reconhecendo todo o complexo trabalho que faz no seu organismo. Reconheça sua importância no equilíbrio geral do  organismo e no retardamento do envelhecimento. Ao fazer isto, a glândula recebe calor e magnetismo.

OBSERVAÇÕES
As tradições respeitavam a glândula pineal e a consideravam alinhada ao mais elevado centro espiritual. Os hindus entendiam que dentro do Lótus de Mil Folhas ou Chakra da Coroa, encontrava-se o verdadeiro centro do coração.
Na tradição judaica usa-se até hoje o kipá [usado no topo da cabeça]. É usado para lembrar o usuário de sua reverência diante de Deus.
Na mitologia grega, Hermes [Mercúrio] era representado com um capacete alado, símbolo de invulnerabilidade e de potência. Hades [Plutão] possuía um barrete que adornava sua cabeça e o tornava invisível.
Os católicos representam os santos com auréolas ou halos dourados. Desta forma, a “coroa”
no alto da cabeça tem um significado que não poderíamos omitir. Sua forma circular indica a participação da natureza celeste, um “Dom” vindo de cima, um poder, o acesso a um nível e a forças superiores.

Glândula pineal – Também chamada de “Terceiro Olho”. É uma pequena massa de substância nervosa, cinza/roxa-avermelhada, do tamanho
de uma ervilha, aderida à parte posterior do terceiro ventrículo do
cérebro.
É um órgão misterioso, que, em outros tempos, desempenhou papel importantíssimo na economia humana. Durante a terceira Raça e no início da quarta, existiu o Terceiro Olho, órgão principal da espiritualidade no cérebro humano, local do gênio, o “Sésamo” mágico,
que pronunciado pela mente purificada do místico, abre todas as vias da verdade para aquele que sabe usá-lo (Doutrina Secreta, III, 506).
Um Kalpa depois, devido ao gradual desaparecimento da espiritualidade e do aumento da materialidade humanas, substituída a natureza espiritual pela física, o Terceiro Olho foi-se “petrificando”, atrofiando-se gradualmente, começou a perder suas faculdades e a visão espiritual tornou-se obscurecida.
O “Olho Divino” (Devâkcha, como é chamado pelos ocultistas o Terceiro Olho) já não existe; está morto, deixou de funcionar. Porém deixou atrás de si um testemunho de sua existência e este testemunho é a Glândula Pineal, que, com os novos progressos da evolução, voltará a entrar em plena atividade.
Em nossos dias, a prática do Râja-yoga conduz ao desenvolvimento das funções do Terceiro Olho, das faculdades de clarividência, transmissão do pensamento e outros poderes ocultos.
(Doutrina Secreta, III, 503, 504, 577 etc.)

Texto copiado do Glossário Teosófico"
Peguei no perfil do Facebook de uma amiga minha chama Marcia Lobo.

Ativação da Glandula Pineal - parte I



Ativação da Glândula Pineal (Iluminação) - Terceira Visão

"Localizada no centro do cérebro, na altura dos olhos, a Glândula Pineal é a conexão entre o plano físico e espiritual, uma fonte de energia etérica, que ativa poderes
sobrenaturais. A Glândula Pineal é tida como sede da alma, ponto de acesso às elevadas dimensões, estimulando nossa mente superior e desenvolvendo potenciais intelectuais.

Quando falamos em ativar a Pineal, significa que esta glândula passará a funcionar como um portal de energia cósmica, o que nos habilita a interagir e trabalhar em planos elevados de consciência. A mente cósmica é onipresente em cada face da
criação e você percebe que você é a mente cósmica, quando desvela isto em você. A "realidade" existe através de sua consciência, e não ao contrário.

A variação de diferentes formas de percepção da realidade é meramente o resultado de diferentes níveis de despertar que criam o efeito "holograma", da
"Matrix".
Quando você se torna um com a Suprema Consciência, você se percebe como
parte das águas que formam o oceano da consciencia divina.

A Glândula Pineal é como uma antena de rádio, enviando e recebendo pensamentos, e despertar a Pineal não é somente uma maneira de "ver espíritos"; mas sim, uma maneira de "integrar-se" ao divino, acessar a grande verdade e interagir com o Paraíso - "Trazer o Paraíso à Terra".

Uma das percepções que tive, ao trabalhar com a Pineal, e também ao ajudar outros a despertá-la, é o fato de que quanto mais você obtém "conhecimento" (luz: informação), mais você acelera seu processo de despertar espiritual.

Quanto mais você é capaz de deixar ir velhos padrões de como percebe a sua "realidade", e se integra à "verdade cósmica", mais voce irá vibrar na sintonia dos planos superiores que fazem a conexão física através da Pineal. As diferentes
dimensões de consciência são como oscilações de frequências, como um rádio, em que você ajusta as frequências e adentra o arco-íris multidimensional, onde
frequências de luz e brilho, que descem através da pineal, quando se encontram,
produzem uma explosão de intensa luz que permite o Despertar do Paraíso em Você.

Em 99, 9% dos humanos, a Pineal está atrofiada e/ou calcificada, o que causa a perda da conexão com o Eu Superior, privando-os de seu estado de completude divina e tornando-os vítimas de seus condicionamentos, os quais os levam ao aprisionamento na "Matrix".

Quando uma pessoa não está desperta de seu real estado de divindade, irá buscar satisfação fora de si, desconhecendo seu inato estado de completude, do Paraíso habitando dentro de si mesmo. Quando temos a Glândula Pineal ativada, acessamos informações através da livraria cósmica infinita e ao se manter a pineal atrofiada, as memórias são apenas aquelas guardadas na memória pessoal, o que leva à permanente insatisfação da pessoa, em busca de prazeres externos, para tentar suprir o vazio que habita em seus corações, por saberem que em algum lugar existe o Paraíso.

Ao ativarmos a Glandula Pineal, a energia cósmica desce, carregando com ela o intelecto superior, e como a poeira luminosa dos universos, fluem, também, as idéias divinas da
Mente
Divina e a sua verdadeira natureza é revelada. Então, ambos hemisférios cerebrais irão trabalhar harmonicamente, e o seu campo eletromagnético será estabilizado. Adentra-se o estado de silêncio interior, de não desejar, não julgar, não rotular, mas ser o puro silêncio da respiração, que o levará ao estágio de tornar-se um com a respiração da criação.

Quando comecei a fazer meditações guiadas, de ativações, via internet, para algumas pessoas, observei que alguns relatavam sentir o pulsar na região da terceira visão, à medida em que eu emanava energia às ativações; então, pude perceber que estava transmitindo aos outros, mesmo via internet, a mesma experiência que eu havia alçado, através de uma iniciação hindu . Somos Um!

A Glândula Pineal é um Portal Estelar, capaz de criar uma conexão interdimensional entre você, no mundo físico, e os planos elevados. O que nos abre à criação, sendo gerada em sua forma.

Em sânscrito, o termo "NIRVANA" significa experenciar a completude da perfeição espiritual, "um Plano por trás da Grandiosidade" , que o homem um dia compreenderá. O Plano Nirvânico é o estado mental, de felicidade suprema, que muitos iniciados aspiram alcançar - o plano da realização do Eu, através da verdade divina, o Plano da Consciencia Nirvânica, a expressão da Perfeição Divina dos Mestres.

Adentrando a Consciência da Glândula Pineal, à nossa conexão fisica ao não físico, nos planos mais elevados, seremos capazes de compreender mais facilmente os vários poderes ocultos, associados à esta ativação, como: teleportação; cura energética; visão futura e passada; leitura de mentes; materializações; transmutação de substâncias; projeção astral; levitação; leitura de auras; sentir campos energéticos; viagem através do tempo; canalizações; adentrar o "Nirvana", experenciar a consciência da unidade em Deus.

Foram descobertos cristais piezoelétricos de calcita na pineal, os quais agem como transmissores ou receptores do canal de luz ou da informação que vem através de ondas do centro da gálaxia ou de locais de ressonância multidimensional, o que corresponde a uma sensação de pulsar no lobo frontal como resposta à ativação da pineal, e que leva ao despertar, além dos 5 sentidos, à MENTE DO OLHO QUE TUDO VÊ, o OLHO de HÓRUS das antigas escolas Egípcias dos Iniciados, abrindo-se à visão iluminada interior.

Muitas pessoas permaneceram com sua pineais bloqueadas, principalmente pelo ego, ou o senso de Eu Pessoal, como identidades separadas do todo, de modo a "proteger-se" enquanto não estivessem completamente despertos. A hora de despertar é agora!

fonte: Ecola de Canalização Blue Star Dolphin



A Glândula Pineal ou Epífise 

1. A GLÂNDULA PINEAL [CASA DO ESPÍRITO]
Também chamada de corpo pineal ou epífise, é uma glândula cônica e achatada, localizada acima do teto do diencéfalo, ao qual se une por um pedúnculo. No homem adulto, mede aproximadamente 5 por 8 mm. A glândula pineal fica localizada no centro do cérebro, sendo conectada com os olhos
através de nervos. 
As pesquisas recentes sobre as funções da glândula pineal e de seu principal produto, o hormônio melatonina, despertaram um grande
interesse público nesta última década em função da descoberta do papel da
melatonina na regulação do sono e do ritmo biológico [ritmo circadiano] em
humanos.

1.1 A MELATONINA E O RITMO CIRCADIANO
A melatonina é uma substância natural semelhante a um hormônio e é produzida na glândula pineal. A produção de melatonina pela glândula pineal é cíclica, obedecendo um ritmo diário de luz e escuridão, chamado ritmo circadiano. Nos seres humanos, a produção de melatonina ocorre durante a
noite, com quantidades máximas entre 2 e 3 horas da manhã, e mínimas ao
amanhecer do dia.
Tanto a luz como a escuridão transmitem o sinal dos olhos para a glândula pineal, determinando a hora de iniciar e parar a síntese da
melatonina.
A produção noturna de melatonina levou à rápida descoberta do seu papel como indutor do sono em humanos, e como restauradora dos distúrbios
decorrentes de mudanças de fuso horário (jet-lag), no início dos anos 90.


1.2 A MELATONINA E A REGULAÇÃO DO SONO
Além da regulação do sono, a melatonina controla o ritmo de vários outros processos fisiológicos durante a noite: a digestão torna-se mais lenta, a temperatura corporal cai, o ritmo cardíaco e a pressão sangüínea diminuem e o sistema imunológico é estimulado.
Costuma-se dizer, por isso, que a melatonina é a molécula chave que controla o relógio biológico dos animais e humanos.
Do ponto de vista experimental, a melatonina modifica a imunidade, a resposta ao estresse e algumas
características do processo de envelhecimento. No contexto clínico, tem sido utilizada nos distúrbios do ritmo biológico, alterações relacionadas ao
sono e o câncer. Ela possui vários e significativos efeitos biológicos.

1.3 A MELATONINA E SEUS EFEITOS NO EQUILÍBRIO DO ORGANISMO
Os pesquisadores estudaram os efeitos anti-câncer da melatonina, que parece funcionar em conjunto com a vitamina B6 e o Zinco, opondo-se à degradação do sistema imunológico proporcionada pelo envelhecimento.
A melatonina também pareceu promissora no tratamento de problemas femininos, como a osteoporose, a síndrome pré-menstrual, e até
mesmo o controle da natalidade. Por se tratar de um dos principais hormônios
anti-estresse, participa ainda das funções adaptativas e estimulantes.
Portanto, a melatonina estabiliza e sincroniza a atividade elétrica do sistema nervoso central.
Muitos defendem que a pineal, atuando não apenas através da melatonina, é uma “estrutura tranqüilizadora que
suporta o equilíbrio do organismo”, agindo como um órgão sincronizador, estabilizador e moderador. Isso sugere que a melatonina pode
ter muitas aplicações em condições onde é importante estabilizar e harmonizar
a atividade cerebral.
Um dado importante é o fato de que a glândula pineal afeta diretamente as outras glândulas por meio de suas secreções. (Arendt
J.,1995. In Melatonin and the Mammalian Pineal Gland, Chapman & Hall, London, pp. 4.)

1.4 A MELATONINA E SEU PAPEL NA REPRODUÇÃO
Foram caracterizados sítios de ligação para melatonina nas gônadas [glândulas sexuais], no epidídimo, no ducto deferente e na glândula mamária, sugerindo vários locais de ação.
O papel da melatonina no desenvolvimento sexual e na reprodução humana ainda está sendo investigado.
Em mulheres, foi demonstrado que as concentrações de melatonina e de progesterona variam com as estações do ano, e que há uma correlação negativa entre melatonina e a produção de estrógeno. A melatonina em humanos possui importante ação antigonadotrófica, visto que inibe a produção de hormônio liberador do hormônio de crescimento (GnRH), que é essencial para o desenvolvimento das gônadas na fase de puberdade. (Vanecek, 1998).

1.5 A MELATONINA E O MAL DE ALZHEIMER
Diagnosticado por Alois Alzheimer em 1906, o mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que destrói as células do cérebro, lenta e progressivamente, afetando o funcionamento mental (pensamento, fala, memória, etc.). Com o avanço da moléstia, o paciente começa a perder hábitos, como o da higiene pessoal, e a manifestar alterações de comportamento, como ansiedade, agressividade, etc. Caracterizado como uma forma de demência, o mal de Alzheimer atinge cerca de 1% da população na faixa dos 65 anos de idade. Seu primeiro sintoma é, via de regra, a perda da memória recente, sendo indicado, neste caso, consultar um médico neurologista. 

Em pacientes com Alzheimer, os receptores no hipocampo, responsáveis pelo controle da tensão vascular, tem seu número significativamente aumentado em relação a pessoas normais da mesma idade, provavelmente devido a uma "up regulation" em resposta à diminuição da melatonina circulante. O pico noturno de melatonina não ocorre, ou é muito reduzido em idosos normais. A melatonina apresenta uma redução na formação da proteína B amilóide que é a responsável pelo mal, tendo, portanto, um efeito que permitiria supor uma ação anti-Alzheimer.

1.6 A MELATONINA E A MEMÓRIA
A melatonina também tem um efeito sobre a retenção de memória, tendo sido efetiva na reversão da perda de memória em animais velhos e em modelos de Alzheimer.

1.7 A PINEAL E O CEREBELO
Na parte posterior do crânio está localizado o cerebelo, cuja função é a manutenção do equilíbrio, tônus muscular e da postura, bem como da coordenação dos movimentos. 
Se houver qualquer tensão ou lesão no cerebelo, esta repercutirá no funcionamento da pineal e suas preciosas secreções serão prejudicadas. O cerebelo é comparado a um computador muito elaborado. Ele não somente recebe impulsos proprioceptivos, os quais informam sobre a posição de
nosso corpo ou de suas partes, como também chegam impulsos visuais, táteis e auditivos que podem ser utilizados pelo cerebelo.
Não se sabe exatamente como ele executa esta tarefa.

1.8 O ALIMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
O sistema nervoso central é um todo, sua divisão em partes é exclusivamente didática. Essa divisão, em relação a um critério anatômico, reconhece que ele se localiza dentro do esqueleto axial, isto é, cavidade craniana e canal vertebral. O encéfalo é a parte do sistema nervoso central
situado dentro do crânio neural. A medula se localiza dentro do canal vertebral.
Encéfalo e medula constituem o neuro-eixo.
No encéfalo, temos o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico. No homem, a relação entre tronco
encefálico e o cérebro pode ser grosseiramente comparada à que existe entre o tronco e a copa de uma árvore.
O sistema nervoso é formado por estruturas nobres e altamente especializadas, que exigem para seu metabolismo um suprimento permanente e elevado de glicose e oxigênio. Assim, o consumo de oxigênio e glicose pelo encéfalo é muito elevado e requer um fluxo circulante intenso. Quedas na concentração desses elementos ou a suspensão do afluxo sanguíneo ao encéfalo não são toleradas além de um período muito curto.
A parada da circulação cerebral por mais de 7 segundos leva o indivíduo à perda da consciência. Após cerca de 5 minutos começam a aparecer lesões que são irreversíveis.
Contudo, áreas diferentes do sistema nervoso central são lesadas em tempos diferentes, sendo as áreas filogeneticamente mais recentes as que primeiro se alteram. A área lesada que resiste por mais tempo é o centro respiratório situado no bulbo.
Os processos patológicos que acometem os vasos cerebrais tais como tromboses, embolias e hemorragias ocorrem com uma freqüência cada vez maior com o aumento da vida média do homem moderno. Cumpre lembrar que no sistema nervoso central, ao que parece, não existe circulação linfática, por outro lado, existe circulação liquórica.
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