sexta-feira, 16 de agosto de 2013

''Será que estou matando cachorro a grito?''


Algumas pessoas que estão sozinhas ficam se perguntando por que o último relacionamento acabou, onde erraram, e ainda assim, continuam a começar relacionamentos tendo o mesmo final: não deu certo! O que acontece? Por que algumas pessoas não percebem que repetem o mesmo padrão na busca por um relacionamento e por mais que desejem um relacionamento duradouro, não conseguem passar os limites de dias ou alguns meses?

Para saber o que acontece por trás dessa repetição de padrão é necessário reconhecer os pontos em comum. Pare por alguns minutos e reflita sobre seus antigos relacionamentos.
Busque o que há em comum entre eles, seja na maneira que termina, como foi durante o relacionamento, mas principalmente, observe a maneira como ele começa.

Segue abaixo os comportamentos mais comuns quando estamos procurando desesperadamente por amor. Procure identificar se há alguma relação com seu jeito de agir.

Os quinze sinais de quem está desesperado à procura de um amor:

- Por medo, muitas vezes inconsciente, de ficar sozinho, aceita a primeira pessoa que aparece, sem analisar se existem objetivos em comum, valores semelhantes, ou ignorando esses fatores;
- Mesmo havendo sinais evidentes que mostram que não é a pessoa mais indicada para se relacionar, você ignora e insiste em tentar algo;
- Ao conhecer alguém começa a ceder em tudo, só para agradar o outro, mas com o tempo percebe que se perdeu de si mesmo;
- Por não ter referências de um relacionamento sadio, permite-se receber muito pouco ou manter um relacionamento destrutivo;
- Confunde amizade, gentileza, com amor;
- Por dificuldade em dizer não, aceita sair com alguém mesmo percebendo que não é quem quer;
- Fica preso a aparências e promessas que raramente se concretizam;
- Simula um encontro "casual", deixando a outra pessoa sem opção;
- Sem amor-próprio ou respeito por si mesmo, implora que o outro fique ao seu lado, mesmo sabendo que não quer mais;
- Acredita que o que a pessoa fez no último relacionamento, não fará com você;
- Deseja ajudar o outro a superar os problemas atuais, com o desejo inconsciente de salvá-lo e quem sabe, irá perceber seu valor e ficar com você;
- Ignora as incoerências entre as palavras e as atitudes;
- Acaba de conhecer uma pessoa e já se imagina, ou age ou espera, como se tivesse um relacionamento de anos;
- Confunde atração física com amor, ou espera que, mantendo relações sexuais, obterá amor;
- Permanece no relacionamento mesmo estando infeliz, esperando que o outro mude, ainda que não demonstre interesse em mudar.


Como podemos observar, há alguns sinais evidentes que a relação dificilmente dará certo, mas por alguns motivos, muitas vezes inconscientes, as pessoas ignoram esses sinais. Há momentos que tudo que conseguimos perceber é apenas a confusão em que nos encontramos, onde os sintomas são facilmente identificados: angústia, pesadelos, dores no corpo, insônia ou necessidade de dormir mais, agressividade, irritabilidade, entre outros sintomas, mas interpreta esses sintomas pelo fato de estar só.

Não é a solidão que o leva a entrar em relacionamentos desastrosos, mas a falta de conexão consigo mesmo e, isso sim, é que intensifica a solidão. O que poderá refletir em todas as relações, seja brigando, machucando, sendo machucado, mantendo assim o mesmo padrão.

Para mudar padrões é preciso reconhecê-los e se responsabilizar por ter permitido que sua mente ficasse em total desordem. Você é a única pessoa que poderá arrumar toda essa bagunça. Mas nesse momento você deve estar se perguntando: "como"?
Primeiro entenda que se esconder, fugir ou evitar as dificuldades, não irá resolver nada. Quase sempre ficar parado não produz mudança alguma. 

É importante entender que toda experiência proporcionada pelos relacionamentos anteriores, ainda que tenham sido desgastantes e dolorosas, foram necessárias para seu crescimento. Só assim conseguirá quebrar esses padrões.
Para isso só há um caminho: a consciência que muitas vezes queremos nos relacionar com alguém antes de nos unirmos a nós mesmos. Mas será que isso é possível? Não! Você não conseguirá receber amor de fora enquanto não receber o amor que há dentro de si mesmo. Pense nisso. 

Rosemeire Zago
é psicóloga clínica com abordagem junguiana.

Aproveite e leia: O amor se aprende, a alegria se constrói!!

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