segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Oya: A Mudança em nossa vida.



Oya
(MUDANÇA)
''Eu trabalho de modo profundo sempre presente,
sempre em movimento...
Eu trabalho de modo dramático com trovões
e relâmpagos, varrendo e extirpando...
Eu trabalho de modo sutil
empurrando, aguilhoando e deteriorando
Eu a rodopio, giro, borrifo, disperso, choco e sacudo
abro caminho para o que tem de vir
Posso ser insignificante ou estupenda
breve ou duradoura, tumulto ou ascensão
O que não posso é ser ignorada... ''


Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É uma divindade das águas como Oxum e Iemanjá, mas também é relacionada ao elemento ar, sendo uma das divindades que ao lado de Ayrá e Orixá Afefê controla os ventos. Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. Assim como a Orixá Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações, para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns. Oyá é a terceira Deusa de temperamento mais agressivo, sendo que a primeira é Opará e Obá é a segunda. O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer, Iansã = ''A mãe do céu rosado'' ou ''A mãe do entardecer''. Era como ele a chamava pois dizia que ela era radiante como o entardecer.


Os nove céus são:
Orun Alàáfià. Espaço de muita paz e tranquilidade, reservado para pessoas de gênio brando, ou índole pacífica, bondosa, pacata.

Orun Funfun. Reservado para os inocentes, sinceros, que tenha pureza de sentimento, pureza de intenções.

Orun Bàbá Eni. Reservado para os grandes sacerdotes e sacerdotisas, Babalorixás, yalorixás, Ogans, Ekedes, etc.

Orun Aféfé. Local de oportunidades e correção para os espíritos, possibilidades de reencarnação, volta ao Aiye.

Orun Ìsòlú ou Àsàlú. Local de julgamento por olodumare para decidir qual dos respectivos oruns o espírito será dirigido.

Orun Àpáàdì. Reservado para os espíritos impossíveis de ser reparados.

Orun Rere. Espaço reservado para aqueles que foram bons durante a vida.

Orun Burúkú. Espaço ruim, ibonan "quente como pimenta", reservado para as pessoas más.

Orun Mare. Espaço para aqueles que permanecem, tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e são incomparáveis e absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos, reservado à Olodumare, olorun e todos os orixás e divinizados.

Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue Xangô o Orixá dos trovões, raios e tempestades pedindo clemência.

Oferendas: àkàrà ou acarajé, ekuru e abará.


Na África, Oya é a Deusa iorubá dos fenômenos climáticos, especialmente dos tornados, raios,
tempestades destrutivas — do fogo, da liderança feminina, do encanto persuasivo e da transformação. Ela também é uma das mais poderosas divindades da macumba brasileira.
Quando as mulheres sentem que estão às voltas com problemas de difícil solução, é a ela que devem pedir proteção. Usando a cor da uva, sua predileta, e exibindo nove redemoinhos (nove é o número sagrado), ela é apresentada aqui com um turbante imitando os chifres de um búfalo, pois diz-se que ela assumiu a forma de um búfalo quando se casou com Ogum.

Mensagem da Deusa pra você: 
Oya vem causando tempestades na sua vida para dizer que é hora de mudar, e que a mudança está montando acampamento no degrau da sua porta. O caminho da totalidade para você agora é abraçar a mudança. Você tem estado ocupada demais, estressada demais para prestar atenção às mudanças necessárias em sua vida para alimentar a si mesma? Mudança é um conceito que lhe inspira tanto medo que você prefere deixá-la de lado, brincar de esconde-esconde ou simplesmente ignorá-la?

Você organizou sua vida com tanta perfeição que não sobrou espaço para desenvolver o seu
potencial? É hora de mudar. É hora de remover, limpar, varrer. Talvez você esteja no meio da Mudança (menopausa) e tenha dificuldade em aceitá-la. Resistir à mudança provoca mudanças mais persistentes. Escolher dançar com a mudança significa que você flui com ela. Deixe-se ser instável, prepare-se para crescer. Entre profundamente na dança caótica da mudança e você será ricamente abençoada com incontáveis possibilidades.
É hora de fazer algo completamente diferente. Oya diz que a terra precisa ser revolvida antes que algo possa ser plantado, e que a mudança sempre traz aquilo de que você precisa em seu caminho rumo à totalidade.

Sugestão de ritual: Encare a mudança como uma aliada

Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida. Sente-se ou deite-se
confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Respire fundo e solte o ar lentamente. Inspire profundamente e desta vez solte o ar enquanto emite os sons do vento. Faça outra respiração profunda e, enquanto expira, sinta-se, visualize-se ou perceba-se andando por um caminho. O dia está bonito, perfeito para uma caminhada. O caminho a leva para cima e para baixo. Você segue por ele, entregando-se ao lugar para onde ele a conduz, sentindo-se cada vez mais relaxada, mais e mais à vontade. Agora o caminho é ascendente. Você vai subindo cada vez mais. Logo é preciso escalar, usando as mãos. E o caminho continua, sempre para cima. Finalmente, você tem de subir a um imenso planalto. Você chegou ao Plano da Visão, onde o vento sopra frio, claro e limpo. Aqui você pode ver com clareza o que precisa ver. Sinta o rodopiar dos ventos, enquanto sua visão clareia. Você chama Oya, e ela vem. Ela lhe dá um abraço apertado e pergunta por que você veio. Você indaga: "O que devo fazer para tê-la entre meus aliados?" E ela responde. Veja a resposta claramente em sua mente e em seguida agradeça a Oya pela ajuda. Ela lhe pede um presente que você dá com gratidão e de boa vontade. Oya a abraça outra vez e desaparece.
Agora, é hora de voltar. Você desce devagar e com cuidado. Desce cada vez mais, sentindo-se calma e revigorada. Para baixo, para baixo, sentindo-se à vontade e concentrada até estar outra vez no caminho, que a faz atravessar e passear ao redor. Você segue, com uma sensação de paz. O caminho desce e sobe, e você fica cada vez mais desperta. Respire fundo e, soltando o ar bem devagar, volte ao corpo. Respire fundo outra vez e abra os olhos. 
Seja bem-vinda!

Fonte: Wikipedia e O Oráculo da Deusa. 
Direitos Reservados.

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