sábado, 9 de novembro de 2013

Você tem noção de qual realidade escolheu viver?

:: Silvia Malamud :: 

Recentemente li um livro onde o autor revela, em sua última semana de vida, o possível motivo pelo qual sua doença fatal retornara após 20 anos de ausência.
De acordo com o mesmo, 20 anos antes, o seu destino fatídico seria em menos de 6 meses, nesta ocasião reuniu forças pesquisando inúmeras formas de cura que poderiam salvá-lo.
Além de passar por diversos tipos de terapias que lhe fizeram sentido, mudou radicalmente seu modo de levar a vida. Entendeu que um dos fatores cruciais que o levaram a tal doença seria o stress acumulado ao longo dos anos: vida cheia de atribulações que atravessavam seus limites físicos e mentais somada ao stress sobre questões emocionais mal resolvidas que se alongaram mais do que o suportável.

"Notem que estas questões por si só fazem parte da vida corrida da maioria de todos nós".

O fato é que esta pessoa conseguiu superar a sua doença por 20 anos até o retorno da mesma, desta vez porém, levando-o para a sua morte de modo inexorável.

A questão que fica é que embora tenha mudado radicalmente suas crenças e o seu modo de ser em todas as áreas de sua vida, no final algo deu errado.
O que ele revela, portanto, seria que como sua melhora e aparente cura promoveu bastante curiosidade no mundo, que sua vida gradativamente foi ficando mais e mais agitada na medida em que ia contando e propagando sua incrível vitória. No final, uma das percepções que o orientou como verdade, foi que o que lhe causara a doença no início, também lhe causou no final do mesmo modo porque havia entrado num ciclo estressor contando exaustivamente sobre sua vitória e de novo não percebeu seus próprios limites.

Reflexão:

Sabemos que não existe um ponto específico servindo como gatilho gerador de realidade. Existem inúmeros fatores desconhecidos que também compõe o todo manifesto.
Neste caso específico, porém, pergunto-me se a crença sobre o stress e outros fatores relacionados à conquista de sua saúde não foram suficientemente trabalhadas a ponto de o libertar totalmente desta realidade de sofrimento...

Vale uma pesquisa na alma das nossas sensações sempre: observar o que está bom e gostoso, ver se existe alguma sombra e se houver, aprender a lê-la, aprender a contar para nós mesmos quando algo não esta bom e o principal, nos levarmos muito a sério e a partir disto escolher o que fazer.

Se algo não estiver bom de cara, não hesite e habilite-se a tomar atitudes.
Ouse e conquiste, certamente um bom caminho para saúde plena.
Seja feliz.

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