terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Feliz 2014. Mensagem da Fundadora.


Olá queridos...
Hoje é o último dia de 2013 e só tenho uma coisa a dizer: UFA!
Só quem teve um ano difícil e com algumas travas para abrir, sabe o que eu estou a dizer. Espero que vocês estejam BEM! Queria compartilhar com vocês um pouquinho do meu ano de 2013. Serei breve.

Comecei 2013 sabendo que seria um ano pesado e com muitas pedras no caminho, mas confesso pra vocês que eu duvidei de uma certa forma. Achei que o ano de Saturno não seria tão agressivo assim. E por ter sido o ano de Obaluaê também, sofri com muitas coisas. Mas é com a dor e sofrimento que a gente aprende, cresce e amadurece.
No início do ano era só encanto, flor e alegria. Ou melhor: uma suposta alegria.
Pra ser mais precisa, as coisas começaram a fechar para o meu lado em Maio com uma perda muito grande em minha vida e eu jurava que eu não ia conseguir superar e ser forte. Mas eu ao invés de me deprimir e ficar para baixo (já que o ano estava puxando pra isso) eu resolvi ficar alegre e transmutar a energia densa que estava em meu coração e ombros para uma energia leve, de amor e alegria. E só tenho uma coisa a dizer: Foi a melhor jornada que eu enfrentei em minha vida! 

Com o passar dos meses eu fui entendendo muitas coisas em minha vida e fui agradecendo aos Deuses pelas mensagens, vivências, vidências e os trabalhos que eu fazia com o pessoal. Foi um ano que eu me doei MUITO, mas muito mesmo... e foi excelente. Fiz tantos atendimentos com Baralho Cigano e em troca eu recebia muita Luz, Gratidão e palavras de Amor, Emoção e Superação...

Minha mensagem para as pessoas eram: ''Só o amor pode nos salvar¹''

Foi um ano que eu trabalhei muito com Mantras, Mandalas e com o Perdão, Desapego, trabalhos de Cura com os atendimentos com o Baralho Cigano, Alinhamentos dos Chakras.
O meu segundo semestre de 2013 só tenho coisas boas pra dizer e eu pensava que eu não ia conseguir superar ou vencer as barreiras. Consegui finalmente trabalhar com o 2°e 5° Chakra e isso foi um avanço tão grande pra mim, que vocês não têm ideia. rsrs

Mais itens de mudança do meu 2013:

01 - Trabalhei muito o desapego e passei isso para as pessoas. Ajudou muito.
02 - Comecei a dizer não de uma forma mais assertiva.
03 - Transmutei as energias densas (dor, mágoas, tristezas) em amor, paz, luz, alegria, cura e harmonia.
04 - Comecei a pintar mandalas e compartilhei com as pessoas e elas começaram a pintar junto... foi uma troca linda.
05 - Aprendi mais sobre os Mantras e comecei a entoá-los para liberação de energia densa
06 - Parei de Fumar e de Beber 
07 - Longos períodos de meditação. Hoje eu chego com 4, 5 horas seguidas.
08 - Renovei o meu cardápio (aprendi fazer várias receitas orientais. Sushi AMO)
09 - Renovei o meu guarda-roupa e voltei a costurar.
10 - Espalhei as mensagens do Reggae para as pessoas e elas viram que a vida é mais amor.
11 - Emagreci e mudei de cabelo umas 7x. rs
12 - Finalmente consegui cursar História.
13 - Me desafiei mais e trabalhei mais a superação.

Eu só tenho a agradecer por esse ano que passou e passei por coisas muito lindas e fortes! Aprendi tanta coisa!!! Por mim eu ficaria aqui horas e horas contando pra vocês as minhas experiências e com certeza ajudaria alguns de vocês. Quem sabe nas postagens de 2014, não é mesmo?
Queria encerrar a postagem de hoje com uma mensagem pra vocês, meus amores:

''Todos nós sabemos que viver não é fácil, vemos isso a cada dia e a cada situação que passamos. Mas o que eu quero que vocês saibam é que vocês são Seres de Luz, vocês são Amor e a Cura para vocês e outras pessoas que estão ao redor de vocês. Então: não fiquem reclamando e achando que a vida é feia, azeda, amarga, triste e escura. Ela não é. Pode ter a plena certeza disso... palavra de uma Fada Bruxinha.

Tudo na vida tem um propósito, um motivo, uma causa, um movimento, uma cor, um som, uma luz, uma voz, um canto... um desencanto.

Tudo na vida tem movimento, tem cura, tem amor, tem alegria, tem sucesso, tem nexo mesmo que convexo...


A vida é um tudo, é um todo, é o Sol, é a manhã, é o vento, é o mar, é a natureza, é a liberdade, o frescor, a pureza, é o gargalhar...


A vida é a nossa mãe, nosso pai, nosso Deus, nossa Deusa, nossa família, nossa casa, nossa escola, nosso templo, nossa jornada, nossa sabedoria.

Tudo na vida tem um propósito, um motivo, uma vida...

O que tens feito com ela, com a vida que é sua? Com a vida que é nossa, dos Deuses, Ancestrais, dos Avós, dos Santos aos Orixás? 

Religue-se - Reconecte-se - Reame-se - Recuide-se - Respeite-se.

Resplandeça-te!!!''

Escrito por: Eloah Letícia Braz.




¹ - Trecho da Música ''Conciliação'' do Cidade Negra.

Bem vindo 2014! Mensagem dos Orixás.

Feliz Ano Novo!

''O nosso caminho é feito
Pelos nossos próprios passos…
Mas a beleza da caminhada…
Depende dos que vão conosco!
Assim, neste NOVO ANO que se inicia
Possamos caminhar mais e mais juntos…''

O ano de 2014 será regido pelo planeta Júpiter e pelos orixás Xangô, considerado o rei do Keto e Iansã . Um ano que favorecerá a justiça e a boa conduta.
Para muitos , a virada do ano é um momento de reflexão e renovação, a hora de deixar pra trás o ano velho na esperança de dias melhores. Hora de avaliar perdas, traçar novas metas juntamente ao ano novo que se inicia.

O dia primeiro de Janeiro cairá numa quarta-feira, correspondendo a estes dois orixás. Lua nova. Será também o ano do Cavalo no horóscopo chinês, um ano bom para quase tudo, menos para quem praticar o mal ou tentar prejudicar o seu semelhante. Muitas lutas e disputas estão previstas. Mas também um ano muito bom para uniões e casamentos, realizações profissionais mas com batalhas. Pois estes dois orixás unidos, são guerreiros e impetuosos.

A justiça será cumprida, nada passará despercebido, é um ano que exigirá a boa conduta, pois Xangô é o grande justiceiro e cobrará de todos obrigações e deveres.



Um ano que os preconceitos se libertarão, hora de deixar pra trás velhos hábitos e julgamentos. A independência e a luta pelos seus .ideias estarão mais em foco.


RELAÇÃO DOS ORIXÁS

A relação entre Iansã e Xangô é a mais completa e apaixonada no âmbito homem – mulher. Pois Iansã jamais trairia Xangô ou o abandonaria nas situações mais adversas. Iansã é incapaz de trair covardemente qualquer um. Aqui estamos na presença de um casal apaixonado, um amor companheiro, sexual, e solidário. Iansã não aceita ordem de ninguém, nem mesmo de Xangô, mas no fundo se permite acatar o que Xangô determina, este implacável orixá por sua vez perdoa o que Oyá faz. Iansã – Este nome foi dado por Xangô a esta orixá oque significa – Mâe do céu rosado, ou Mãe do entardecer.

Cores e dicas dos Orixás para 2014

Xangô: Para ter a proteção desse Orixá na virada do ano use uma peça de roupa na cor vermelha, que também poderá ser mesclado com o branco e marron.

Iansã: Tons de rosa ou laranja na roupa seria o ideal para obter sua proteção. Mulheres poderão usar jóias e acessórios que contém o cobre e pedras preciosas: (quartzo rosa, coral ou olho de tigre).

Dia da Semana: Quarta-feira

Saudação: Epahei! Iansã!

Cores: Marrom-avermelhado

Símbolo: Chifre de búfalo, Alfanje, Adaga, Eruesin (confeccionado com pelos de rabo de cavalo)

Alimento Principal: Acarajé

Dia da Semana: Quarta-feira

Saudação: Kaô Kabiesilê – Xangô

Cores: Vermelho e branco

Símbolo: Oxé (machado de duas laminas)

Alimento Principal: Amalá

Amuleto da sorte
Olho grego, que protege contra a inveja e o trevo de quatro folhas, que simboliza sorte e fortuna. Pular ondinhas, guardar uma folha de louro na carteira e varrer a casa do fundo para a entrada são todos meios de dar um empurrãozinho na sorte e garantir um ano mais próspero.


Comidas de Ano-Novo

Lentilha, romã, uva e carne de porco são alguns dos alimentos que devem ser consumidos no último dia do ano; Atrai prosperidade, sorte, fartura crescimento e dinheiro no bolso nos próximos 12 meses.

Cores da sorte

A cor ideal para a virada de 2013 para 2014 será violeta( roxo, lilás), cores referentes a espiritualidade. Esta cor aumenta a auto- estima, ajuda a manter o foco nos objetivos, é a cor da divindade. Cor do raio de Saint Germain , 7 raios. Aclama, trazendo o equilíbrio e a paz de espirito. Mas podemos também utilizar outras tonalidades que compõe esta virada. Segue abaixo as dicas!

Branco – O branco significa paz , harmonia , considerada como a cor para as festividades de fim de ano.

Vermelho – Esta cor tem como significado o amor, a paixão, a sedução , diretamente a pessoas em busca de um grande amor.

Azul – Uma cor que transmite serenidade , harmonização entre amigos e familiares , segurança e tranquilidade.

Laranja – Esta cor laranja simboliza energia, aconselhada para pessoas que queiram mudar de estilo de vida, praticando mais esportes.
É a cor que ativa energização.

Rosa – O rosa significa carinho, afeto entre casais , esta cor proporciona o equilíbrio na relação afetiva , familiar e também no trabalho.

Amarelo - A cor amarela está relacionada ao dinheiro , riqueza e sabedoria durante todo o ano. O amarelo ajuda também a estimular a intuição.

SIMPATIA


Limpeza Espiritual com Iemanjá para o final do ano: Pegue um saquinho de um kilo de arroz, quem tiver oportunidade de estar na beira da praia, ou em contato com a natureza, onde se tenha água, seja ela do mar ou não, deve-se ficar descalço e colocar os pés na água, pegue o arroz e vá despejando aos poucos em sua cabeça, pedindo para Iemanjá que limpe seu corpo físico, emocional, mental, de toda canseira acumulada no ano, que leve para o fundo do mar toda carga negativa que possa estar atrapalhando ou incomodando.

Fonte: http://www.enjoyrio.com.br/blog/2014-dicas-cores-simpatias-e-orixas-regentes/

sábado, 21 de dezembro de 2013

Celebrando Litha ( H.S.)

Na astronomia, solstício (do latim sol + sistere, que não se mexe) é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparentena esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Os solstícios ocorrem duas vezes por ano: em dezembro e em junho. O dia e hora exatos variam de um ano para outro. Quando ocorre no verão significa que aduração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
No hemisfério norte o solstício de verão ocorre por volta do dia 21 de junho e o solstício de inverno por volta do dia 21 de dezembro. Estas datas marcam o início das respectivas estações do ano neste hemisfério. Já no hemisfério sul, o fenômeno é simétrico: o solstício de verão ocorre em dezembro e o solstício de inverno ocorre em junho. Os momentos exatos dos solstícios, que também marcam as mudanças de estação, são obtidos por cálculos de astronomia.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio), em conformidade com a segunda lei de Kepler.
Os trópicos de Câncer e Capricórnio são definidos em função dos solstícios. No solstício de verão do hemisfério sul, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Capricórnio. No solstício de verão do hemisfério norte, ocorre o mesmo fenômeno no Trópico de Câncer.


Um pouco sobre Litha
Litha marca o primeiro dia do verão e se situa entre Erelitha e Afterlitha no calendário germânico antigo e um dos oito sabás neopagães.
Ocorre no Hemisfério Sul em 21 de Dezembro e 21 de junho no hemisfério norte.
È o momento quem que o poder do Sol chega ao seu ápice e as flores, folhagens e gramados encontram-se lindos e abundantemente floridos e verdes. Muitos dos círculos de pedra, como o Stonehenge, e dos monumentos pré-célticos estão alinhados com o nascer do Sol
Após a união da Deusa e do Deus em Beltane, O Deus está adulto, um homem formado, e tornou pai - dos grãos. Em sua plenitude, ele traz o calor do verão e a promessa total de fertilização com o sucesso do enlace feita com a Deusa. Sendo o auge do Deus, também prenuncia o seu declínio, nesse momento o Deus, após cumprir a sua função de fertilizador, dá seu último beijo em sua amada e caminha ao país do Verão (Outro Mundo), utilizando o Barco da Morte para morrer em Samhain. Em algumas tradições festeja-se a despedida do reinado do Deus do Carvalho (Senhor do Ano Crescente) e o início do reinado do Deus do Azevinho (Senhor do Ano Decrescente) que durará até Yule. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois acredita-se que seu poder mágico é muito grande.
Há uma infinidade de lendas e ritos que envolvem a noite do Solstício de Verão: Um dos costumes mais populares na Europa e Norte da África é a colheita de ervas medicinais e mágicas nesse dia. Acredita-se que a plenitude da força do deus está impregnada nessas ervas e contém todo o poder sanador e mágico para a cura de doenças. O visco e o basílico, como outras muitas ervas, são colhidos ritualisticamente e usados para preservar a energia nos tempos frios em encantamentos e sortilégios.
Banhos purificadores e curas milagrosas são realizados nas noites mágicas em fontes, rios e cachoeiras. Acredita-se também que tudo aquilo que for sonhado, desejado ou pedido na noite de Litha se tornará realidade.
Os antigos Povos da Europa acreditam que, nessa noite, criaturas mágicas andam correndo pelos campos e florestas e poderiam facilmente ser vistos e contatados.
É costume dar continuidade a grande fogueira de Beltane, como também pula-la para se livrar dos infortúnios e da negatividade. Tradicionalmente essa fogueira é acesa com gravetos de abeto e carvalho, duas árvores consideradas mágicas pelos neopagões.

21 de Junho) H. Norte / (21 de Dezembro) H. Sul
Esse é o ápice do verão, quando o Deus e a Deusa se encontram em sua plena juventude, e com toda energia da vida ascendente. Na noite de Midsummer (O Solstício de Verão) fadas, duendes e toda a sorte dosELEMENTAIS correm pela Terra, celebrando o fervor da vida.

A data era comemorada nos tempos antigos geralmente com jogos e festivais. O corpo e o físico são reverenciados nesta data. Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande.

COMEMORANDO O MIDSUMMER ou LITHA
É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da TERRA do Verão. 

Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do SUCESSO e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte. 

"Nesse dia, costuma-se fazer um círculo de PEDRAS ou de VELASvermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ERVAS solares (como a Camomila) juntamente com os pedidos no Caldeirão." 

ERVAS TÍPICAS DO MIDSUMMER
Camomila, Sabugueiro, Lavanda, ARTEMÍSIA , Pinho, ROSAS , Verbena, Samambaia, CRAVO , Margarida, Lírio e Hera. 

COMIDAS TÍPICAS DO MIDSUMMER
Frutas frescas e vinho doce.


Fonte: Wikipedia
Fonte: Old Religion
Fonte: Anotações Pessoais
Fonte: Litha-wiki

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ganesha.

No hinduísmo, Ganexa ou Ganesha ou "senhor dos obstáculos''. Ele é o primeiro filho de Shiva e Parvati, e o esposo de Buddhi e Siddhi. Ele é chamado também de Vinayaka em Kannada, Malayalam e Marathi, Vinayagar e Pillayar (em tâmil), e Vinayakudu em Telugu. Ganesha é considerado o mestre do intelecto e da sabedoria. Ele é representado como uma divindade amarela ou vermelha, com uma grande barriga, quatro braços e a cabeça de elefante com uma única presa, montado em um rato. É habitualmente representado sentado, com uma perna levantada e curvada por cima da outra. Em geral, antepõe-se ao seu nome o título Hindu de respeito 'Shri' ou Sri.Ganesha é o símbolo das soluções lógicas e deve ser interpretado como tal. Seu corpo é humano enquanto que a cabeça é de um elefante; ao mesmo tempo, seu transporte (vahana) é um rato. Desta forma Ganesha representa uma solução lógica para os problemas, ou "Destruidor de Obstáculos". Sua consorte é Buddhi (um sinônimo de mente) e ele é adorado junto de Lakshmi (a deusa da abundância) pelos mercadores e homens de negócio. A razão sendo a solução lógica para os problemas e a prosperidade são inseparáveis.O culto de Ganesha é amplamente difundido, mesmo fora da Índia. Seus devotos são chamados Ganapatyas.Ganesha é o som primordial, OM, do qual todos os hinos nasceram. Quando Shakti (Energia) e Shiva (Matéria) se encontram, ambos o Som (Ganesha) e a Luz (Skanda) nascem. Ele representa o perfeito equilíbrio entre força e bondade, poder e beleza. Ele também simboliza as capacidades discriminativas que provê a habilidade de perceber a distinção entre verdade e ilusão, o real e o irreal.De acordo às estritas regras da iconografia Hindu, as figuras de Ganesha com somente duas mãos são tabu. Por isso, as figuras de Ganesha são vistas habitualmente com quatro mãos que significam sua divindade. Algumas figuras podem ter seis, outras oito, algumas dez, algumas doze e outras catorze mãos, cada uma carregando um símbolo que difere dos símbolos nas outras mãos, havendo aproximadamente cinquenta e sete símbolos no total, segundo alguns estudiosos.A imagem de Ganesha é composta de quatro animais, homem, elefante, serpente e o rato. Eles contribuem para formar a imagem. Todos eles individual e coletivamente tem profunda significância simbólica.

Retirado do Blog: Area das Bruxas.
Jardim Secreto dos Deuses / facebook

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Encruzilhando os caminhos com Hécate.


Hécate

(ENCRUZILHADA)

''Sento-me no negrume da noite da Lua Nova com meus cães na encruzilhada, para onde convergem três caminhos...o lugar da escolha. Todos os caminhos levam à encruzilhada e todos são desejáveis mas apenas um você pode percorrer apenas, você pode escolher... A escolha cria finais e todo início vem de um final na encruzilhada. Qual você escolherá? Qual caminho percorrerá? Qual? Embora a escolha seja sua eis aqui um segredo que partilho com você: O caminho a escolher é adentrar o vazio
O caminho a escolher é deixar morrer. O caminho a escolher é voar livre... ''

Mitologia
Hécate é considerada por algumas pessoas como a Deusa trácia da Lua, e por outras como uma antiga Deusa pré-grega das parteiras, do nascimento, da fertilidade, do lado escuro da Lua, da magia, da riqueza, da educação, das cerimônias e do submundo. Adorada nos locais onde as estradas se cruzavam, ela andava nas noites de Lua nova acompanhada por uma matilha de cães de caça. As pessoas a veneravam deixando oferendas nas encruzilhadas. Como mulher idosa, ela também formou uma tríade com Perséfone (donzela) e Deméter (mãe).

Mensagem da Deusa para você: 
Hécate a encontra na encruzilhada onde você tem de fazer uma escolha. Os momentos de escolha não são fáceis. Os desafios apresentados precisam de um salto de fé da pessoa que faz a escolha. Hécate diz para abandonar a ideia de que há escolhas certas ou erradas: há apenas uma escolha. Você tem adiado fazer uma escolha porque ela parece muito sufocante ou é uma situação "de perda"? A escolha lhe dá medo do desconhecido? Parece melhor e/ou mais fácilcontinuar com o que você já conhece? Às vezes, a escolha tem de ser feita; no entanto você não está pronta. Nesses casos, o caminho para alimentar a totalidade é reconhecer onde você está e relaxar. Confie em que será capaz de fazer uma escolha quando chegar a hora. Conceda-se tempo e espaço. Não pressione, não se censure nem seculpe. Aqui você precisa de proteção. Quando você relaxa, subitamente surge a claridade paramostrar-lhe o que é necessário. Hécate insiste para você aceitar o desconhecido. Saiba que seja qual for a sua escolha, ela lhe trará algo valioso que você poderá usar no caminho para a totalidade.

Sugestão de vivência: Jornada de perspectiva de Hécate
Reserve um horário e um lugar em que não seja interrompida. Sente-se ou deite-seconfortavelmente, com a coluna reta. Quando se sentir pronta, feche os olhos. Inspire profundamente e expire devagar. Respire fundo outra vez e, quando soltar o ar, deixe o corpo cair como se estivesse tirando uma roupa de seda, deixando-a cair formando um poço a seus pés. Inspire profundamente outra vez e visualize, perceba ou sinta Hécate, a antiga, a Deusa velha, em pé à sua frente. Ela lhe estende a mão, que você aceita. Um caminho surge diante de você, e ambas caminham por ele. O caminho é de pedra negra, grandes pedaços de obsidiana, e leva por uma descida em espiral. Você desce, desce, cada vez mais fundo, mais fundo, espiralando com Hécate aseu lado pelo caminho de obsidiana. A presença dela é reconfortante e lhe dá segurança. Você continua a descer em espiral no caminho de obsidiana, até atingir uma encruzilhada. Ali ocaminho de obsidiana é cruzado por um caminho de pérolas (ou de pedras brancas) e um caminhode coral (pedras vermelhas). Todos os caminhos estão abertos para você. Qual você percorrerá? Todos são excitantes e lhe prometem algo de que você precisa. E Hécate está presente para ajudá-la a escolher. Na interseção dos três caminhos, Hécate se senta efaz um sinal para que você se sente perto dela. Ao sentar-se, você está consciente do poder dos caminhos que se cruzam vibrando sob você. Você inspira profundamente e sente a vibração do seu corpo. As vibrações aumentam de tal modo que parecem lufadas de vento girando em volta de você.Elas lavam você de tudo. E a envolvem, circundam e sustêm. As rajadas vibrantes de vento ajudam-na a abandonar todos os pensamentos, sentimentos, atos. Hécate está com você, caso precise deajuda. Os ventos a envolvem e você começa a voar com eles. Balançando de um lado para o outro, eles a levam para cima e para baixo. Hécate voa com você. À medida que o vento a leva para cima, cada vez mais para cima, Hécate sugere que você observe ostrês caminhos abaixo. Eles não mais a atraem nem a deixam confusa. Parecem estreitos e insignificantes. Apenas três caminhos, três possibilidades. Os ventos arrefecem, e você flutua suavemente até o chão. É hora de voltar. Você segura à mão de Hécate, e ela a conduz para cima,cada vez mais para cima, pelo caminho em espiral, pelo caminho em obsidiana. Para cima, cada vez mais para cima em espiral, sentindo-se calma e centrada, até chegar ao fim do caminho. Hécate a abraça e você lhe agradece pela jornada, pelo dom da perspectiva e da clareza. Ela lhe pede algo, e você lhe dá com gratidão. Hécate desaparece e você respira fundo. À medida que solta o ar, você volta ao corpo. Respire fundo outra vez e, quando estiver pronta, abra os olhos.Seja bem-vinda!

Ritual de Cura para a Deusa Hécate
Ingredientes:
7 fls de eucalipto,
7 ovos,
7 velas brancas com o nome do doente,
uma bacia de metal e uma roupa usada do doente.
Na noite que antecede a quarta-feira de lua minguante, pegue a bacia com água e coloque dentro as folhas e os ovos, oferecendo à Hécate, senhora da lua minguante. No dia seguinte, pegue a roupa e lave-a na bacia com os ovos inteiros e as folhas, clamando por cura. Pegue cada uma das velas e quebre-as em 3 pedaços, enquanto visualiza a melhora do doente. Leve a bacia com tudo a uma encruzilhada distante, onde o doente não costuma passar e entregue à Mãe de todas as feiticeiras.

Fonte: O Oráculo da Deusa.
Fonte: Wicca, a religião dos bruxos, Ligia Amaral Limaed. Nova Era.

domingo, 15 de dezembro de 2013

A Runa que vai reger 2014. Saiba mais.


A Runa que regerá o ano, de certa forma vai permear tudo com sua energia. Estar na frequência dela é se permitir à abertura de novos caminhos recebendo as bênçãos que se manifestam. Ela nos ensina a cautela antes de mudar de passo dando significado à vida, pois a evolução está na forma como superamos desafios.


THURISAZ - OS ESPINHOS Martelo de Thor - Thor (filho de Odin). Deus do Trovão - Dono do martelo invisível. No Calendário Maia ela indica a luta sagrada.

As plantas têm espinhos para se proteger. Na astrologia, Júpiter é o planeta protetor da expansão, da prosperidade, da moral, da ética e da religiosidade. 

Thurisaz é regida por Júpiter e significa proteção e expansão. Para a planta, o espinho é uma defesa para continuar a crescer. Sinaliza também que não devemos estacionar em conflitos, mas lutar ampliando horizontes e continuar a crescer. 

Também está ligada a Thor (filho de Odin) que quando jogava o martelo, ele só parava quando atingia o objetivo. Para tanto, seguia abrindo portais. Significa o portal da vitória, fronteira entre o céu e a terra.

SÍMBOLO - Espinho.

PALAVRA-CHAVE: Proteção, abertura de Portais, com crescimento. Avaliar antes de mudar de passo, calma, aviso, importante decisão a ser tomada. Fique atento. 

RECADO DO SÁBIO: Permaneça alerta e dose com alegria as bênçãos que se manifestam no momento. Observe com carinho o que está acontecendo neste ano mágico.

TÔNICA PARA 2014. Desenvolver o impulso de prosperidade em todos os sentidos. Constância na fé vinculada à evolução espiritual. Romper estruturas deterioradas e dar espaço para o novo. Alavancar e aceitar a prosperidade. Acreditar na força interior e proteção. Agregar somente pensamentos e sensações positivas. Aguçar a percepção de tudo a seu redor. Transformar desafios em evolução e crescimento..Dar espaço para novos horizontes. Cultivar um foco definido com o prazo para atingir.

Texto original de Mirian Carvalho
Edição: E. Laetittia Braz.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Trilhando o Caminho da Arte. Relembrando alguns itens sobre a Wicca.



Arte é a palavra geralmente usada para designar Wicca.


A Arte, não é para todos.
Ela não é para aquelas pessoas que gostam de brigar ou de se bater contra outras crenças. Ela não é para aqueles que costumam passar a perna nos outros para alcançar o sucesso. 
Ela não é para os fanáticos nem para os fanfarrões ou que se acham melhores do que os outros. Ela tampouco é um jogo.
(...) Mas se a Arte não é nada disso, o que realmente ela é? A Arte é receptiva, generosa e adorável. Ela é gentil, fácil e prestativa. Ela é uma forma ética de vida que, uma vez adotada, traz uma felicidade imensa a cada dia vivido. A Arte é uma religião séria! Envolve trabalho, devoção e aplicação na vida cotidiana, da mesma forma que exige ação, reflexão e comportamento sensato.
Os praticantes da Arte se autodenominam como bruxos. Na língua inglesa, a palavra" witch" vem de" wicce" , termo anglo-saxônico que significa "aquele que é sábio" ou "bruxaria". E a palavra Wicca, também derivada destes mesmo termo. Sendo assim, tanto homens como mulheres, se identifiquem como wiccanianos.


Trilhando o Caminho:
Para que o caminho da Arte seja trilhado com êxito, é preciso saber que ele envolve uma série de coisas. Em primeiro lugar: boas maneiras. Isso é fundamental, quer você lide com as Divindades e os membros de sua família na Arte ou com as pessoas na rua.

Preceitos:
* Ter a lei Wiccaniana em aliança, em perfeito amor e perfeita confiança.
* Viver e deixar viver; e com justiça dar e receber.
* Três vezes o círculo traçar para os maus espíritos expulsar.
* Para o feitiço ficar atado, é preciso que ele seja rimado.
* Com doçura olhar e com carinho tocar; e falar pouco e muito escutar.
*Com a lua crescente seguir em frente, cantando e dançando a runa da bruxa feliz e contente.
* O sentido anti-horário vem com a lua minguante, e o uivo do lobisomem ecoa apavorante.
* Se a lua no céu está nova, beije sua mão duas vezes em louvor à dama que a tudo renova.
* Quando ao apogeu a lua chegar, é hora do seu desejo falar.
*Quando a tempestade do vento norte chegar, é hora de trancar a porta e o barco abandonar.
* Quando do sul vem o vento, o amor desabrocha a cada momento.
*Quando o vento oeste põe as árvores a balançar, os espíritos dos mortos não estão a descansar.
* Nove galhos no caldeirão: queime-os depressa e também com lentidão.
* Muita antiguidade a senhora árvore pode ter - não a queime para amaldiçoado não ser!
* Quando a rodar começar a girar, deixe o fogo de Beltane queimar.
*Quando a roda em Yule chegar, acenda a cabana e deixe Pã reinar.
* Cuide da flor, do ramo e da árvore com muito cuidado, pois pela senhora será abençoado!
* Onde um fluxo de água você vê, atire uma pedra para a verdade saber.
* Por maior que seja seu querer, não inveje o que o outro vem a ter.
* Toda festa é um feliz encontro, ilumine a alma e põe o coração no ponto.
* Da Lei Tríplice não se deve esquecer, pois de duas ocasiões ruins, três boas você vai ter.
* Quando o infortúnio chegar, coloque a Estrela Azul no seu olhar.
* Com o tolo nenhuma estação quer estar, e nem com os amigos ele pode contar.
* O verdadeiro amor sempre perdura, mas o falso nunca dura.
*O desígnio Wiccaniano uma boa verdade tem: deseje o que quiser, mas sem magoar ninguém!

fonte: A Arte - O livro das Sombras de uma Bruxa. Dorothy Morrison


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ARIANRHOD, A DEUSA DA LUA CHEIA


Arianrhod a bela deusa da Lua Cheia, é descrita na coletânea de textos galeses “Mabinogion” como “A Senhora da Roda de Prata”. Vivendo na longínqua terra encantada de Caer Sidi, ela personificava uma antiga Deusa Mãe celeste, regente da constelação estelar Corona Borealis, cujo nome em galês era “Caer Arianrhod” , ou seja, “O castelo girante de Arianrhod”.

O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos.
Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe Escura. Filha da Deusa da Terra Don ou Dana. A grande mãe dos Thuata dé Dannan.

Na tradição celta, essa Deusa é vista como Virgem e Mãe, Padroeira da Lua, da Noite, da Sexualidade, da Justiça, da Magia e do Destino. Mais tarde, ela é apresentada como uma Deusa-Mãe, girando a Roda de Prata e transformando-a em uma barca lunar, que utiliza para transportar os mortos para os Jardins de Enmania, ou Terra da Eterna Juventude.

Como Deusa regente dos nascidos no signo de Touro, é um tipo de Deusa do Lar, inspirando seus tutelados a manterem um lar harmonioso, no qual impere o aconchego, amor e respeito entre os familiares.
É importante lembrar que cada aspecto da Deusa representa um aspecto que nós mulheres podemos reconhecer dentro de nós mesmas.
A conexão com a Deusa Arianrhod nos auxilia a compreender a tarefa histórica da iniciação feminina.
Enquanto Ventre do Tempo, Arianrhod é encontrada na direção Oeste para aqueles que buscam conforto na tristeza, ou o ordenar dos pensamentos. Nesta mesma direção ela pode ser encontrada sempre que haja necessidade de se compreender os Mistérios Profundos que envolvem a vida e o viver. O amor, a inspiração e a compaixão.

Sempre que necessitar do auxílio dessa Deusa Mãe, — e assim que a lua surgir no céu — verta água cristalina em uma taça transparente. Quebre o talo de um botão de rosa branca e coloque-o no interior da taça. Ao lado da taça, acenda um incenso de jasmim, hortelã ou lótus. Em seguida acenda uma vela prata ou branca. Quando a chama da vela se firmar, feche os olhos e faça seu pedido a Deusa. Não se preocupe com fórmulas. A melhor oração é aquela que nasce do coração.

Deixe a pequena oferenda da rosa por três dias no mesmo local.

Querendo você pode colocar um pequeno cristal transparente entre a taça e a vela, para que ele seja imantado pela energia amorosa da Deusa. Após o terceiro dia, carregue o cristal com você. Ou mantenha-o em seu quarto. Com certeza ele guiará seus passos no mundo do Bom Sonhar.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Estudo sobre Arianrhod. Parte II.

A Deusa Arianrhod, é uma das faces da Deusa Mãe em Avalon.

 Arianrhod é a guardiã da "Roda de Prata", ou "Disco de Prata", que é uma roda de prata com oito raios que representam a roda das estrelas. "Arian" significa "prata" e "rhod" significa roda ou disco.
Considerada uma Deusa do Amor e da Sabedoria, ela representa os elementos Ar e Água. É igualmente Deusa da reencarnação, do tempo cósmico, do carma, da Lua Cheia dos namorados e a Grande Mãe Frutuosa. Essa Deusa era filha de Don, a Deusa-Mãe gaulesa (equivalente a Dana irlandesa) e portanto, irmã de Gwydion, Gobannon e Amaethon.

Na tradição celta, essa Deusa se apresentava de dupla forma, como Virgem e Mãe, Padroeira da Lua, da Noite, da Sexualidade, da Justiça, da Magia e do Destino. Mais tarde, é apresentada como uma Deusa-Mãe, girando a Roda de Prata e transformando-a em uma barca lunar. Essa Deusa gaulesa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas.
Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, onde fica seu palácio, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação. A Deusa portanto, doadora de vida e administradora da morte.
É ainda, uma Deusa de tudo que é eterno. O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo.


Prece a Deusa Arianrhod

Oh Arianrhod, donzela, mãe e anciã,
Senhora da Iniciação
Que nos destes nossos nomes
Que nos destes nossas armas
Para que pudéssemos ter uma nova vida.
De Ti nós viemos
E para teus braços retornaremos
Deusa resplandecente
Filha da grande Deusa Don
Nós convidamos-te a descer
de teu Palácio de estrelas e florestas selvagens
Junta-te a nós e inunde-nos com o teu poder
Abençoa-nos Arianrhod!
E ilumina nossos caminhos
Através da luz da Lua Cheia
faz que em nossos corações
Nasça a compreensão seguida do amor universal
Abençoa-nos Grande Mãe Frutuosa
Pois somos teus filhos mais amorosos!

Estudo sobre Arianrhod. Parte I



Para nossa mentalidade atual, baseada em valores solares, pode parecer estranha a afirmação do escritor romano Apuleio (século I) sobre o controle exercido pela Lua na trajetória e intensidade dos raios do Sol.
No entanto, se voltarmos para o início da história da humanidade, podemos constatar a maior relevância simbólica e mitológica da Lua, bem como a antiguidade dos cultos lunares em relação aos valores e cultos solares. Na Caldéia, os astrólogos ignoravam o Sol e fundamentaram seu sistema nos movimentos da Lua. Até hoje, na astrologia védica, o peso da interpretação recai sobre o signo lunar natal, os meses são denominados “mansões lunares” e caracterizados pela posição da Lua cheia na respectiva mansão.
Os cultos lunares se originaram no paleolítico e os primeiros calendários conhecidos foram os lunares, baseados no ciclo menstrual da mulher. O mais antigo calendário astrológico conhecido foi criado pelos babilônios e chamava-se “As casas da Lua”, estabelecido a partir do ciclo de lunação, com seus períodos mensais representados pelos signos zodiacais. A principal deusa lunar da Babilônia era Ishtar, cujo cinturão era enfeitado com representações e símbolos do zodíaco.
Inúmeros artefatos neolíticos talhados em pedra, chifre e osso, encontrados em grutas espalhadas por vários países na Europa e Ásia têm inscrições agrupadas em séries alternadas de 28 a 30 traços, demonstrando o antigo conhecimento astronômico dos ciclos lunares. Atualmente está sendo cada vez mais divulgado e utilizado o calendário lunar do povo maia, com base no ciclo das treze lunações que formam um ciclo solar.
Desde os mais remotos tempos, a Lua foi reverenciada como a manifestação da Grande Mãe Universal, o aspecto feminino da Divindade, a fonte criadora e mantenedora da vida, cuja luz e bênção eram invocadas nos rituais de fertilidade, no plantio das sementes e no parto das crianças. Suas fases passaram a simbolizar o próprio ciclo da geração, nascimento, crescimento, mas também o amadurecimento, decadência e morte. As suas faces clara e escura foram consideradas os aspectos doadores da vida e destruidores da natureza – a Mãe sendo tanto a Criadora como a Ceifadora.
A Lua foi venerada sob inúmeros nomes nas várias tradições e culturas antigas. Apesar dessa diversidade, existe uma similitude em relação aos seus atributos de acordo com suas fases. A Lua crescente representava a vitalidade da Deusa jovem, o frescor da Donzela, o potencial do crescimento, o início das realizações. Tornando-se cheia, a Lua personifica o ventre grávido da Mãe, o florescimento e abundância da natureza, a concretização das possibilidades. Ao minguar, a Lua assume o aspecto de Anciã, assinalando o fim da colheita, o declínio das energias, a sábia preparação para conhecer os mistérios da morte e do renascimento.
Dificilmente se encontra nas várias mitologias uma única deusa que sintetize a inteira gama do simbolismo lunar. Nos panteões grego e celta, existem inúmeras deusas lunares com características específicas relacionadas aos atributos das fases e representando os arquétipos da Donzela, da Mãe e da Anciã.
Uma Deusa celta pouco conhecida é Arianrhod, descrita na coletânea de textos galeses “Mabinogion” como “A Senhora da Roda de Prata”. Vivendo na longínqua terra encantada de Caer Sidi, ela personificava uma antiga Deusa Mãe celeste, regente da constelação estelar Corona Borealis, cujo nome em galês era “Caer Arianrhod” , ou seja, “O castelo girante de Arianrhod”.
O mito de Arianrhod é muito complexo, com elementos contraditórios e de difícil compreensão, denotando as deturpações decorrentes da interpretação das antigas lendas da tradição oral dos bardos, pelos monges e historiadores cristãos. Há, no entanto, uma passagem muito interessante que descreve de forma metafórica e pitoresca uma mescla de atributos da Deusa como Donzela e Mãe escura. Filha da deusa da terra Don, Arianrhod foi chamada pelo Deus celeste Math para ser sua acompanhante (na verdade, seu dever era segurar os pés do Deus no seu colo enquanto ele descansava). A condição essencial deste encargo era a virgindade da candidata.
Mas, ao ser testada pelo bastão mágico de Math, Arianrhod de repente deu a luz a gêmeos – um, bem formado, Dylan, que se foi arrastando para o mar (onde se transformou depois em um deus marinho), e outro, ainda em estado embrionário. Arianrhod desapareceu, mas antes amaldiçoou este filho para que ele não tivesse jamais um nome, não pudesse usar armas e nem casar. Na cultura celta, era a mãe que dava o nome e abençoava seu filho nestes rituais de passagem. No presente mito, a criança foi adotada pelo irmão de Arianrhod, o mago Gwydion, que, no devido tempo, conseguiu ludibriar Arianrhod e, usando recursos mágicos, a convenceu a dar um nome a seu filho e permitir-lhe usar armas. O nome Llew Llaw Gyffes, “o brilhante, luminoso e habilidoso”, era o mesmo nome de um famoso herói celta Lugh, personificação de um antigo deus solar. Comprova-se, assim, por metáforas e intrincados simbolismos celtas, a antiguidade das divindades e cultos lunares, a Lua representando as tradições matrifocais da Deusa que deram origem aos cultos e mitos solares posteriores.
Na Ásia - Ocidental e Menor - durante séculos foram reverenciadas inúmeras Deusas Mãe, algumas delas com características lunares. Na Suméria e na Babilônia, a Deusa Anath, Anunith ou Antu era conhecida como a “Senhora da Lua, do Céu e das Montanhas”, representada por um disco prateado com oito raios. Assim como Arianrhod, ela reunia as qualidades da Donzela – regendo o plantio das sementes e o crescimento dos brotos e da Mãe – quando desce para o mundo subterrâneo para resgatar seu filho/consorte da escura morada de Mot, o deus da morte, e regenera a terra seca com a chuva fertilizadora. Posteriormente, os atributos de Anath foram absorvidos no mito e no culto de outras deusas, como Ashtar, Astarte e Asherah.

Mirella Faur

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Mantra: Gobinday Mukunday

Com a chegada de 2014 daqui uns dias, que tal mudar a nossa vibração e desbloquear energias que ficaram e estão presas? Este mantra da postagem de hoje trata bem isso. É renovador! Eu recomendo!!! - E. Laetittia Braz. )O(

Gobinday, Mukunday, Udaaray, Apaaray, Hariang, Kariang, Nirnamay, Akamay
Mantenedor, Liberador, Iluminado, Infinito, Destruidor, Criador, Desconhecido, Desapego.


O mantra "Gobinday, Mukunday, Udaaray, Apaary, Hariang, Kariang, Nirnamay, Akaamay", é conhecido pela capacidade de quebrar blocos profundos em nossa consciência.
"Além de ajudar a limpar o subconsciente, equilibra os hemisférios do cérebro, trazendo compaixão e paciência para aquele que medita sobre ela." - Yogi Bhajan

Autor do Mantra: Guru Gobind Singh

Idioma: Gurmukhi. É um sistema de escrita abugida, é derivado do sistema Brahmi. O sistema gurmukhi foi padronizado pelo segundo guru sikh, Guru Angad, no século XVI. É a escrita mais usada para a linguagem Punjabe na Índia. O livro Guru Grant Sahib, tem as suas 1430 páginas escritas em Gurmukhi. A palavra Gurmukhi significa :"o que veio da boca do Guru" e é derivada da palavra Gurumukhi, da antiga linguagem Punjabe.

Este é um Mantra para entoar em situações difíceis. E realmente funciona!
E ajudou tantas pessoas em tantos momentos a deixar o medo, o apego e dor. Enquanto a situação parece aliviar magicamente, e o futuro se torna mais suave, leve e feliz...

Esta é uma meditação comum recitado pela linhagem Khalsa¹. Este canto/mantra é extremamente poderoso em desenho a energia infinita do universo em seu núcleo.
Foi escrita por Guru Gobind Singh, o décimo Sikh Guru em seu poema incrível, Jap Sahib. 
Ele funciona melhor se você recitar este poema dia e noite, em voz alta ou em sua mente, especialmente quando você está nas garras de algum tipo emocional (medo, raiva, rancor, tristeza, mágoa) ou outra crise. Não deixe que a dificuldade leve-o de novo. 
Isso leva algum tempo para se concretizar, mas não perca a força de vontade. Em vez disso, não espere tão firmemente ao mantra. Conheço algumas pessoas que se apegam aos mantras, preces ou outra forma mística e acabam não evoluindo e se desapegando... Ai a pessoa torna a abafar a insegurança, medo, tristeza, etc, em sua mente. E as coisas dentro de você podem mudar milagrosamente, mas tão naturalmente e suavemente. É um mantra de limpeza e desbloqueio, tenha foco e sinta a cada dia que as coisas na sua vida estão mais leves e claras. Abençoados sejam. ♥
Gobinday, Mukanday
Udaaray, Apaaray

Hariang , Kariang
Nirnamay, Akamay
  
Sustentador, Libertador,
Iluminado, Infinito
  
Destruidor, Criador,
Desconhecido, Desapego.

 A versão deste Mantra é lindamente entoado pelo casal Marcus e Angelica, eles são do Mirabai Ceiba. Há outras versões, mas a deles eu acho mais linda e eles também são muito lindos. Fui no show deles que teve aqui em São Paulo este ano. Vale MUITO a pena.



¹ - O Khalsa é o órgão coletivo de todos os iniciados Sikhs representadas pelos cinco amados entes e pode ser chamado de Guru Panth, a personificação do Guru e a final temporais Guru/líder Sikhs. A palavra Khalsa se traduz em "Soberano/Livre" Outra interpretação é a de ser "Pure/Genuine". O Khalsa foi inaugurado no dia 30 de março de 1699, por Guru Gobind Singh, o décimo Guru Sikh. De em seguida, na liderança temporal dos Sikhs foi repassado para o Khalsa com o título concedido de "Guru Panth" e liderança espiritual foi repassado para o Guru Granth Sahib com o Khalsa sendo responsável por todo o executivo, militares e autoridades civis na sociedade Sikh. O Khalsa é também chamado a nação dos Sikhs.

Fonte: Wiki
Fonte: Anotações
Fonte: Youtube.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Deuses Gregos. Estudo I - Mitologia.

''E eles acreditavam na Grande Mãe, e Ela era a matrona do povo. Ou seja, eles eram um povo matriarcal e acreditavam que a Grande Mãe que provinha sustendo à eles. E acreditavam também em deuses menores não humanas, mas associadas às plantas e animais. Inclusive o animal de culto deles eram o Touro, animal este que simbolizada o Sagrado Masculino, a Fertilidade, Força, Luta e Procriação.'' - E. Laetittia Braz.

Divindades Primordiais:

      Geia – Mãe de todos os seres, personificação da terra.
Surgiu do Caos e gerou Urano, os Montes, o Mar, os Titãs, os Centímanos (Hecatonquiros), os Gigantes, as Erínies, etc. O mito de Géia provávelmente começou como uma veneração neolítica da terra-mãe antes da invasão Indo-Européia que posteriormente se tornou a civilização Helenística.

      Urano – O primeiro rei do Universo, segundo Hesíodo (céu estrelado).
Casou-se com Géia, da qual teve os Titãs, as Titânidas, os Ciclopes e os Hecatonquiros. Urano, por ódio, lançou no Tártaro os Ciclopes e os Hecatonquiros, Géia porém deu uma foice aos Titãs para que se vingassem. Cronos, o mais audacioso deles, castrou Urano e tornou-se o senhor do universo!

      Cronos – Filho de Urano e Géia.
O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai. Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Ades e Poseidon. Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca. Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro. Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno. Este período no qual reinou foi chamado de "A era de ouro terrestre".

      Ciclopes – Arges, Brontes e Estéropes.
Pertenciam a raça dos gigantes. Forjavam os raios e os trovões para Zeus. Teriam sido mortos por Apolo para vingar a morte de Asclépio.
Segundo Homero, porém, teria sido um povo de gigantes rudes, fortes, indiferentes às divindades, dedicados ao pastoreio.

      Hecantoquiros (ou Centimanos) –
Briareu, Coto e Giges.
Gigantes de cem braços e cinquenta cabeças. Tendo hostilizado o pai, este os mandou para horríveis cavernas nas vísceras da terra. Participaram da rebellião contra Urano. Quando Cronos tomou o poder, os aprisionou no tártaro. Libertados por Zeus, lutaram contra as titãs. Com a habilidade de arremeçar cem pedras de uma vez venceram os titãs. Briareus era guarda-costas de Zeus.

      Titãs – Oceano, Hipérion, Japeto, Céos, Créos e Cronos.

      Titanidas – Téia, Réia, Têmis, Mnemôsine, Febe e Téis.

      Zeus – O deus supremo do mundo, o deus por excelência.
Presidia aos fenómenos atmosféricos, recolhia e dispersava as nuvens, comandava as tempestades, criava os relâmpagos e o trovão e lançava a chuva com sua poderosa mão direita, à sua vontade, o raio destruidor; por outro lado mandava chuva benéfica para fecundar a terra e amadurecer os frutos. Chamado de o pai dos deuses, por que, apesar de ser o caçula de sua divina família, tinha autoridade sobre todos os deuses, dos quais era o chefe reconhecido por todos. Tinha o supremo governo do mundo e zelava pela ordem e da harmonia que reinava nas coisas. Depois de ter destronado o sei pai, dividiu com seus irmãos o domínio do mundo. Morava no Olimpo, quando sacudia a égide, o escudo formidável que lançava relâmpagos explodia a procela. Casou-se com Hera, porém teve muitos amores.

      Hera – Irmã e esposa de Zeus, a mais excelsa das deusas. A Ilíada a representa como orgulhosa, obstinada, ciumenta e rixosa. Odiava sobretudo Héracles, que procurou diversas vezes matar. Na guerra de Tróia por ódio dos troianos, devido ao julgamento de Páris, ajudou os gregos.

      Hestia – Deusa do fogo e da lareira.

      Demeter – É a maior das divindades gregas ligadas à terra produtora; seu nome significa Terra-mãe.
De Zeus teve Perséfone, que foi raptada por Hades. Enraivecida, fez com que a terra se tornasse árida. Zeus, para aplacá-la, obteve de Hades que Perséfone permanecesse quatro meses nos Infernos, junto com o marido, e oito meses ao lado de sua mãe. O seu mito em relação a Perséfone teve lugar nos mistérios eleusinos.

      Apolo – Filho de Zeus e de Leto, também chamado Febo, irmão gêmeo de Ártemis, nasceu às fraldas do monte Cinto, na ilha de Delos. É o deus radiante, o deus da luz benéfica. A lenda mostra-nos Apolo, ainda garoto, combatendo contra o gigante Títio e matando-o, e contra a serpente Píton, monstro saído da terra, que assolava os campos, matando-a também. Apolo é porém, também concebido como divindade maléfica, executora de vinganças. Em contraposição, como dá a morte, dá também a vida: é médico, deus da saúde, amigo da juventude bela e forte. É o inventor da adivinhação, da música e da poesia, condutor das Musas, afasta as desventuras e protege os rebanhos.

      Artemis – Deusas da caça, filha de Zeus e Leto, irmã gêmea de Apolo.
      Representava a mais luminosa encarnação da pureza feminina. Eram-lhe oferecidos sacrifícios humanos em tempos antiquíssimos. Deusa da Lua, declinava-se, circundada por suas ninfas, vagar de dia pelos bosques à caça de feras, à noite, porém, com o seu pálido raio, mostrava o caminho aos viajores. Quando a Lua, escondida pelas nuvens, tornava-se ameaçadora e incutia medo nos homens, tomava o nome de Hécate.

      Atena - Surgiu toda armada do cérebro de Zeus, depois de ter ele engolido seu primeira esposa Métis.
Era o símbolo da inteligência, da guerra justa, da casta mocidade e das artes domésticas e uma das divindades mais veneradas. Um esplêndido templo, o Partenon, surgia em sua honra na Acrópole de Atenas, a cidade que lhe era particularmente consagrada. Obra maravilhosa de Ictino e de Calícrates, o Partenon continha uma colossal estátua de ouro dessa deusa, de autoria do famoso escultor Fídias.

      Hermes – Filho de Zeus e de Maia, o arauto dos deuses e fiel mensageiro de seu pai, nasceu numa gruta do monte Ciline, na Arcádia. Lodo que nasceu, fugiu do berço e roubou cinqüenta novilhas do rebanho de Apolo, em seguida, com a casca de uma tartaruga, construiu a primeira lira e com o som deste instrumento aplacou Apolo, enfurecido pelo furto; esse deus acabou por deixar-lhe as novilhas e deu-lhe o caduceu, a vara-de-ouro, símbolo da paz, n troca da lira. Zeus deu-lhe o encargo de levar os mortos a Hades, daí o epíteto de Psicompompo. Inventou, além da lira, as letras e os algarismos, fundou os ritos religiosos e introduziu a cultura da oliveira. Deus dos Sonhos, eram lhe oferecidos sacrifícios de porcos, cordeiros, cabritos... Seus atributos eram a prudência e a esperteza. Livrou Ares das correntes dos Aloídas, levou Príamo à tenda de Aquiles e matou Argos, guarda de Io. Era representado com um jovem ágil e vigoroso, com duas pequenas asas nos pés, um chapéu de abas largas na cabeça e o caduceu nas mãos.

      Afrodite – A deusa mais popular do Olimpo grego, símbolo do amor e da beleza. Filha de Zeus e de Díone ou, segundo outra versão, nascida da espuma do mar na ilha de Chipre. Acompanhavam-na as Horas, as Graças e as outras divindades personificadoras do amor. Era esposa de Hefesto, porém amou Ares, Hermes, Dioniso, Poseidon e Anquises. Por seus amores com Ares, foi considerada também como divindade guerreira. A sede mais antiga de seu culto era a ilha de Chipre.

      Hefesto – Deus do fogo, filho de Zeus e Hera.
Trabalhava admiravelmente os metais e construiu inúmeros palácios de bronze, além da esplêndida armadura de Aquiles e o cetro e a égide de Zeus. Segundo uma tradição, nasceu coxo, pelo que sua mãe lançou-o do alto do monte Olimpo, foi recolhido por Tétis e Eurínome, com as quais permaneceu durante nove anos. Voltando ao Olimpo, ao defender Hera contra Zeus, este atirou-o do céu e, precipitando durante um dia inteiro, caiu na ilha de Lemos. Suas forjas, com vinte foles, foram depois do Olimpo colocadas no Etna, onde tinha os Ciclopes como companheiros de trabalho.

      Hades – Senhor do reino subterrâneo. Acreditava-se que, com seu carro, viesse ao mundo para buscar as almas dos mortos. Possuía um capacete que o tornava invisível. Somente Hades tinha o poder de restituir a vida de um homem, porém, utilizou-se desse poder pouquíssimas vezes e, assim mesmo, a pedido da esposa. Era o deus das riquezas porque dominava nas profundezas da terra, de onde mandava prosperidade e fertilidade; era considerado um deus benéfico.

      Poseidon – Depois que os Titãs foram derrotados por Zeus, na divisão do mundo coube-lhe a senhoria do mar e de todas as divindades marinhas. Tinha um palácio nas profundezas do mar, onde morava com sua esposa Anfiritre e seu filho Tritão. Sua arma era o tridente, com o qual levantava as ondas fragorosas, que engoliam as naus, e fazia estremecer o solo ou desperdiçar os recifes. Odiava Ulisses, por ele ter cegado o Ciclope Polifemo, seu filho. Foi inimigo de Tróia, depois que seu rei Laomendonte lhe negou a compensação pela construção das muralhas da cidade, ocasião em que mandou um monstro marinho para devorar Hesíon, filha do rei, que Héracles matou. Teve com Zeus, numerosos amores, todavia enquanto os filhos de Zeus eram heróis benfeitores, os de Poseidon eram geralmente gigantes malfazejos e violentos.

      Ares – Deus da guerra, filho de Zeus e de Hera.
Deleitava-se com a guerra pelo sei lado mais brutal, qual seja a carnificina e o derramamento de sangue. Inimigo da serena luz solar e da calmaria atmosférica, ávido de desordem e de luta. Ares era detestado pelos outros deuses, o próprio Zeus o odiava. Tinha como companheiros nas lutas Éris, a discórdia; Deimos e Fobos, o espanto e o terror, e Ênio, a deusa da carnificina na guerra. Amou Afrodite, da qual teve Harmonia, Eros, Anteros, Deimos e Fobos.

      Dioniso – Filho de Zeus e de Sêmele, deus do vinho e do delírio místico.
Em sentido mais geral, representava aquela energia da natureza que, por efeito do calor e da umidade, amadurece os frutos; era, pois, uma divindade benéfica. De todas as divindades, era a que mais aproximava dos homens. Teve um nascimento milagroso, com efeito, morrendo-lhe a mãe antes que tivesse o necessário desenvolvimento, foi recolhido pelo pai que o costurou numa de suas coxas e aí o conservou até que o garoto pudesse enfrentar a vida. Dioniso demonstrou muito cedo sua origem, divina: crescia livre, amante da caça e possuía o estranho poder de amansar as feras mais ferozes. Um dia, criou a videira e quis dar o vinho a todos os homens; para esse fim, empreendeu numa longa viagem, através de todas as terras, seguido por um cortejo de ninfas, sátiros, bacantes e silenos. Por onde passavam, os homens tornavam-se felizes. Na Frígia, concedeu ao rei Midas a faculdade de poder transformar em ouro tudo que tocasse. Na Trácia, o rei Licurgo tentou dispersas a comitiva: Dioniso indignado, cegou-o. Em Delos, concedeu às filhas do rei Ânio o poder de mudar a água em vinho. Casou-se com Ariadne, depois que esta foi abandonada por Teseu; as núpcias foram celebradas com suntuosidade e o casal subiu ao Olimpo sobre um carro puxado por panteras.

      Divindades Siderais:

      Helios – Filho de Hipérion e de Téia, titã por excelência, irmão de Selene e de Éos, personificação do Sol. Surgia todas as manhãs do Oceano para conduzir o carro do Sol, puxado por cavalos que expeliam fogo pelas narinas. Penetrava com seus raios em todos os juramentos. Mais tarde foi confundido com Apolo. O Colosso de Rodes foi uma estátua lhe consagrada.

      Selene - Deusa da Lua, irmã de Helios e Éos, da família dos Titãs.
Era uma linda deusa, de braços brancos, com longas asas, que percorria o céu sobre um carro para levar aos homens a sua plácida luz. Amou Endimião e foi, posteriormente, identificada com Ártemis.

      Eos – Deusa que anunciava o dia. Era representada sobre o carro da luz, guiando os cavalos, com uma tocha na mão.

Divindades dos Ventos:

      Boreas – Filho de Astreu e de Éos, deus dos ventos do norte, morava na Trácia. Pertencia à raça dos Titãs e era irmão de Zéfiro, Euro e Noto. Raptou Orítia, com a qual casou e que lhe deu os filhos Cálais e Zetes.

      Zefiro – Vento que sopra do Poente, anunciador da primavera e venerado como deus benéfico.

      Euro – Vento que sopra do Oriente, dependente de Éolo.

   Noto – O vento do Sul.

      Eolo – Rei dos ventos, às vezes identificado com o filho de Poseidon e Arne. Morador das ilhas Eólias, acolheu amigavelmente Ulisses e seus companheiros e deu-lhes um odre em que estavam encerrados todos os ventos contrários à navegação Ítaca. Os companheiros de Ulisses, por curiosidade, abriram-no e os ventos desencadearam uma terrível tempestade que causou o naufrágio de quase toda a frota.

Divindades das Aguas

      Oceano – O mais velho dos Titãs, marido de Tétis, pai de todos os rios e das Oceânides. Era a personificação da água que envolve o mundo.

      Nereu – Velho deus marinho, filho do Ponto e de Géia.
Tinha o dom da profecia e a faculdade de tomar várias formas. Era representado com os cabelos, sobrancelhas, queixo e peito cobertos por juncos marinhos e por folhas de plantas similares.

      Proteu – Pastor das focas de Poseidon.
Morava numa ilha próxima ao Egito e tinha o poder de metamorfosear-se em todas as formas que desejasse, não só de animais, mas também de plantas e de elementos, com a água e o fogo. Segundo Eurípedes, Proteu foi rei da ilha de Faros e, casando-se com Psâmate, teve os filhos Idoteu e Teoclímenes.

      Ninfas – Filhas de Zeus, representavam as forças elementares da natureza.
Moravam nos montes, nos bosques, nas fontes, nos rios, nas grutas, das quais eram potências benéficas. Viviam livres e independentes, plantavam árvores e eram de grande utilidade aos homems. Dividiam-se em Oceânides, Nereidas, Náiades, Oréades, Napéias, Alseidas, Dríades e Hamadríades.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...