terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Abordagens sobre o Xamanismo. Parte II.



Existem visões fortes ou acontecimentos incomuns que marcam alguém e revelam a um xamã já iniciado que a "Fonte de Tudo" está apontando aquela pessoa para ser um aprendiz. Este método é considerado o mais adequado pois evita que preferências pessoais interfiram no processo e garantem que a continuidade do conhecimento está sendo determinada por um estância de força superior, que vai portanto "cuidar" e "auxiliar" o aprendiz.

Outra forma comum de se aproximar da senda do xamanismo é chamado de "doença do xamã". Sem nenhuma causa detectável uma pessoa adoece ou cai em depressão profunda, perde a vontade de viver. Então descobre-se que ela tem a doença do xamã. Ela encontra um xamã e então este tem algum sinal que deve, não apenas curar, mas também fazer daquela pessoa herdeira e continuadora de seus conhecimentos.

Um processo iniciático tem início então e um ser humano vai começar a fascinante aventura de abandonar os limites da condição humana e partilhar com entes e deuses, com seres de outras linhagens de evolução vivências que o levarão a ser de fato "além do humano".

Um xamã pode ser um curador, um contador de história, um guerreiro ou um caçador. Pode dançar para expressar o poder, cantar e tantos outros aspectos da arte, alguns inclusive impossíveis de serem descritos ao ocidental civilizado que desconhece a riqueza do mundo no qual os nativos viviam.

A morte está sempre presente nos ritos iniciáticos de um aprendiz. Quando isso ocorre durante as cerimônias nativas, significa que o nosso antigo ser está morrendo e, a partir daquele momento, através do renascimento do aprendiz ele está apto a percorrer um caminho luminoso e vibrante como é a vida. Morrendo nessas cerimônias você está morrendo para o seu antigo mundo, repleto de condicionamentos e definições.

Rompendo essas barreiras você renasce das cinzas tal com a Fênix para começar a trilhar um caminho árduo com um sorriso nos lábios e com sua visão aberta. Assim é o xamanismo, um caminho que visa a expandir a sua consciência, mostrando outras dimensões de realidade.

Por isso percebemos que todo trabalho iniciático, quando profundo e não apenas formal, tem a fase da morte para a antiga vida e do renascimento para um novo ciclo. O ser que nasceu dentro deste contexto que chamamos realidade, tem um script pronto, um papel a desempenhar na realidade da vida.

Nas cerimônias xamânicas de morte, elas são encaradas como um sacrifício, onde sacrificamos o desequilíbrio e a angústia que o mundo dito civilizado nos deu. São essas cerimônias que fazem nos encontrarmos com nosso verdadeiro Ser, fazendo-nos acordar do sonho social.

A iniciação do xamã é sempre um caminho no qual ele se desintegra, se desfaz de tudo que o fizeram e então é reconstruído pela força da Mãe Natureza e redivivo começa outra vida, não mais presa as antigas formas, mas nascido de si, por si vai agora trilhar um caminho que quiçá, irá leva-lo há muito, muito longe.

Fonte: Internet.

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