segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dissolvendo as dúvidas com Rhiannon. + Ritual.

Rhiannon
(DÚVIDA)
''Eu não tinha certeza, afinal, meu rosto estava sujo de sangue... Todos os dedos apontavam para
mim poderia eu tê-lo assassinado meu filho ainda criança? Meu próprio filho?
No meu sonho fui acusada e considerada culpada, duvidei de mim por sete longos anos.
Fiz papel de cavalo para os hóspedes de meu marido Pwyll carregando-os pela corte levando-os de
volta e foram muitos os momentos em que duvidei de mim eu e todos os outros seres humanos
porque eu era do Além tudo era possível.''
Mitologia
A Deusa-cavalo galesa do Submundo — Rigatona, ou Grande Rainha — era o nome original de
Rhiannon. Sua história foi reduzida a uma espécie de conto de fadas, e seu nome deixou de ser Grande Rainha. Embora não fosse humana, casou-se com Pwyll, um mortal, e deu-lhe um filho que desapareceu ao nascer. As donzelas que a atendiam esfregaram o sangue de um animal de estimação no rosto de Rhiannon e a acusaram de ter comido o filho. Rhiannon foi condenada a carregar todos os hóspedes do marido nas costas. Quando seu filho reapareceu, depois de sete anos, todos viveram felizes para sempre.

Mensagem da Deusa pra ti
Rhiannon entra a galope na sua vida para ensiná-la a lidar com a dúvida. Duvidar de alguém ou de alguma coisa quando seus instintos lhe dão sinais de alerta, é saudável. Ficar todo o tempo duvidando de si mesma é negar-se, e isso não ajuda muito. O melhor modo de trabalhar com a dúvida é transformá-la em questionamento. Duvidar de si mesma não leva a nada. O questionamento traz respostas.
Você está presa na dúvida e deixa o otimismo transformar-se em desespero, a confiança em pouca auto-estima, a vitalidade em preguiça e procrastinação? A dúvida se acrescenta aos seus medos e a impede de ser bem-sucedida? As dúvidas dos outros levam o barco dos seus sonhos ao naufrágio?
Talvez, no que se refere ao mundo exterior, você precise exercitar um pouco mais de ceticismo, em vez de confiar cegamente. Rhiannon lhe diz para não permitir que a dúvida mine o seu eu sagrado. Questione-se em vez de duvidar, e obterá as respostas de que precisa para prosseguir no seu caminho rumo à totalidade.

Sugestão de ritual: A alquimia da dúvida
Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida.
Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Respire fundo e solte o ar lentamente. Inspire mais uma vez profundamente e solte toda a tensão e stress pelo nariz, como se você fosse uma baleia esguichando água. Respire fundo de novo e, enquanto solta o ar, visualize, sinta ou perceba uma árvore! Pode ser uma árvore que você já conhece ou uma que existe apenas na sua imaginação. Inspire profundamente e, ao soltar o ar, fique em pé diante da árvore. Estenda a mão e toque o tronco. Qual é a aparência das folhas?
Agora faça seu corpo transformar-se em água e escorrer, entrando pela terra. Sinta-se sendo
absorvida pelas raízes da sua árvore. Agora você está descendo, descendo, descendo cada vez mais e mais fundo. Tudo parece ser seguro e confortável, quente e acolhedor à medida que você desce. Você fica mais e mais relaxada à medida que se aprofunda. Avista uma amazona galopando num cavalo branco. É Rhiannon, e você pede que ela pare. Ela pára, desce do cavalo e caminha na sua direção. Você diz a ela que precisa da sua ajuda para transformar suas dúvidas, e ela concorda em ajudá-la. Você fala sobre a primeira dúvida e ela traduz em forma de pergunta. Você responde.
Depois faz o mesmo com a segunda dúvida e, assim por diante, até ter confiado a Rhiannon todas as suas dúvidas, até que ela as transformasse em perguntas para você responder. Você lhe agradece pela ajuda, e ela lhe pede um presente. Você oferece o presente a ela, de coração. Então Rhiannon monta em seu cavalo e sai a galope, enquanto você volta à raiz da árvore. Adentrando a raiz, você sobe, sobe, sobe cada vez mais, sentindo-se confiante, segura e revigorada, equilibrada. Você chega ao tronco da árvore e salta por um ramo, caindo no chão em frente da árvore. Respire fundo e, ao soltar o ar, volte ao corpo.
Inspire profundamente outra vez, e ao expirar, abra os olhos. Seja bem-vinda!

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