domingo, 15 de junho de 2014

A RODA DO ANO

A RODA DO ANO
As Assembleias reúnem-se em várias épocas durante o ano, decidindo cada uma delas quando e onde se reunir de modo que seja conveniente para seus membros. Os tempos usuais são a lua nova e a lua cheia de cada mês e nos oito grandes sabás, ou festivais, do ano. Os sabás consistem nos quatro dias de festa da Terra: Samhain, Imbolc, Beltane e Lammas, os solstícios de inverno e de verão e os equinócios de primavera e de outono.
Ninguém sabe que idade têm essas festividades europeias. Podem ter-se originado por volta das épocas de procriação dos animais ou da sementeira e colheita de culturas. A Inquisição afirmou que foram sempre festas cristãs e que as Bruxas as perverteram para seus próprios ritos. Historiadores e antropólogos modernos provaram justamente o contrário. Eram festividades pré-cristãs ou pagas que a Igreja cristianizou. O processo de cooptar festejos mais antigos ainda prossegue. O 19 de maio era a festa céltica de Beltane, tornando-se depois os festejos de Robin Hood, para se converterem numa celebração da virgem Maria e de São José Operário, e agora adotado pelos soviéticos para homenagear o proletariado e o poderio militar comunista. Como diz Erica Jong: "Os dias festivos tendem a sobrepor-se uns aos outros, à semelhança dos restos de civilização na Ásia Menor."

A maioria dos antigos festivais eram rituais do fogo. A palavra céltica para fogo, "tan" ou "teine", ainda hoje é evidente em muitos topônimos britânicos, como Tan Hill, que significa Colina de Fogo. Fogueiras eram feitas em colinas e outeiros; os celebrantes levavam archotes, os participantes pulavam freqüentemente sobre pequenas fogueiras ou passeavam ao redor das grandes. O fogo dava luz e calor nas noites frias e representava para os povos pré-industriais o princípio fundamental da energia pura. Numa cosmovisão panteísta, o fogo não significava meramente o poder divino mas também o incorporava. Hoje, os rituais das Bruxas envolvem o uso de círios, candeias e fogueiras ao ar livre, sempre que exequíveis.
O conceito da Roda do Ano baseia-se no princípio intuído de que tempo e espaço são circulares. (A física moderna só recentemente parece ter descoberto isso.) O estudo de Hartley Burr Alexander das cosmovisões ameríndias, The World's Rim, explica como o conceito das quatro direções como delimitação do grande círculo do horizonte obedece a uma certa lógica, fundamentada na estrutura vertical do corpo humano. A nossa compleição quadrangular reflete o nosso sentido corporal e também a nossa percepção do mundo físico. Por outras palavras, vemos naturalmente o espaço dividido em quatro partes: à frente, atrás, à esquerda, e à direita. Como forma espacial e visual, esse esquema é natural para se compreender a Terra e a passagem do tempo. As quatro direções — norte, leste, sul, oeste — são paralelas às quatro estações -- inverno, primavera, verão e outono, respectivamente. Conforme Pitágoras e outros filósofos gregos sustentaram, os números são símbolos de ordem; e assim, a Roda do Ano, com suas quatro divisões principais facilmente subdivididas por quatro pontos correspondentes, fornece a ordem das oito grandes festas da Terra e do Céu do ano das Bruxas.

Os celtas, entretanto, perceberam um padrão ainda mais simples oculto na Roda do Ano: as duas estações fundamentais de fogo e gelo, ou verão e inverno. Na tradição céltica, o novo ano começava em Samhain, 31 de outubro, hoje chamado Halloween, que era para eles o primeiro dia do inverno. Esse dia era um momento poderoso na espiritualidade céltica, pois não pertencia ao ano velho nem ao novo. Estava entre os anos. Era um tempo entre tempo. Não só terminava o ano velho e começava o novo, mas erguia o véu entre os mundos. As Bruxas ainda acreditam que as fronteiras entre o espírito e a matéria são menos fixas nesse momento do tempo e que a vida flui mais facilmente entre os dois num dos. Os espíritos podem visitar o nosso mundo de matéria mais densa e nós podemos fazer incursões no mundo deles para comunicar-nos com os nossos ancestrais e entes queridos. A grande permuta de energia, tão importante para manter os mundos do espírito, da natureza e dos humanos em equilíbrio, ocorre em Samhain, quando o velho ano flui para o novo. As Bruxas aproveitam esse tempo para se comunicar com o outro lado, recuperar conhecimentos ancestrais e preparar-se para o novo ano.

SAMHAIN
Samhain é a festa céltica dos mortos, venerando o Senhor Ariano da Morte, Samana (os irlandeses chamam-lhe a Vigília de Saman). Mas desenvolveu-se numa celebração mais do mundo espiritual em geral do que de qualquer deus específico, assim como da cooperação em curso entre esse mundo e o nosso de matéria mais densa. As Bruxas ainda deixam "bolos de alma" para os ancestrais mortos, um costume que se transformou na oferta de refeições aos sem-lar e aos viajantes que se perdem nessa noite. Nos tempos antigos, acreditava-se que se as oferendas e sacrifícios corretos não fossem feitos, os espíritos dos mortos aproveitar-se-iam da abertura na costura entre os mundos para vir causar danos ou maldades aos vivos. A noite ainda retém esse ar ameaçador, mas a maioria das Bruxas não a vê tanto como uma ameaça de ancestrais infelizes do que como a chegada das potências de destruição: fome, frio, tempestades de inverno. Na Roda do Ano, Samhain marca o início da estação da morte: o inverno. A Deusa da Agricultura cede o seu poder sobre a Terra ao Deus Cornífero da Caça. Os férteis campos do verão cedem o lugar às florestas nuas.
Para celebrar esse anoitecer mágico acendiam-se fogueiras nos sidh, ou colinas encantadas, nas quais os espíritos residiam. Aí moravam os espíritos dos ancestrais e deuses vencidos dos períodos mais remotos da história e da mitologia. Pessoas que não participavam nesses ritos mas temiam, não obstante, a presença de espíritos hostis na terra dos vivos, tentariam rechaçá-los assustando-os com máscaras grotescas talhadas em abóboras e iluminadas por dentro com velas. Alguns desses aterradores espantalhos parecem ser máscaras mortuárias, mas entre os celtas antigos a caveira não era uma imagem assustadora mas um venerado objeto de poder. De fato, em certas eras havia um culto muito difundido de caveiras entre as tribos célticas, e vastas coleções de crânios foram desenterradas em escavações arqueológicas. As modernas caveiras e esqueletos das Bruxas não são assustadores mas um lembrete de nossa imortalidade (assim como de nossa mortalidade) porque os ossos são o que dura por mais tempo após a morte, sugerindo que a existência não termina de uma vez para sempre quando o espírito deixa o corpo. Em culturas xamânicas, uma clássica experiência de iniciação para o novo xamã era "ver" o seu esqueleto, durante um estado de transe visionário, e até assistir ao seu próprio desmembramento por espíritos amigos e ser refeito de novo — uma outra experiência de renascimento e nova vida que as Bruxas celebram nessa mais sagrada das noites.
Samhain era uma noite de morte e ressurreição. A tradição céltica diz que todos os que morrem a cada ano devem esperar até Samhain antes de atravessar para o mundo do espírito, ou o País do Verão, onde começarão suas novas vidas. Nesse momento da travessia, podem aparecer os gnomos e fadas, os espíritos de ancestrais que ainda têm tarefas por concluir neste mundo. Alguns ajudarão os mortos recentes a deixar o nosso mundo e ingressar no próximo; outros poderão vir para brincar e fazer travessuras. Toda vida e morte humana é parte do grande intercâmbio entre os mundos da natureza e do espírito.
Hoje, muitas pessoas tentam pescar maçãs num vasto caldeirão ou barril, apanhando-as com os dentes; a maçã simboliza a alma e o caldeirão representa o grande ventre da vida. A noite é também um tempo para adivinhação quando o futuro pode ser mais facilmente visto por aqueles que sabem perscrutar os dias por vir. A nova vida do ano vindouro é mais evidente nessa noite especial. Em Salém, não só adivinhamos o futuro mas projetamo-lo ao vestirmos trajes que refletem o que gostaríamos de vir a ser ou vivenciar no novo ano. Também vestimos muito laranja para simbolizar as folhas mortas e os fogos agonizantes do verão, assim como o negro tradicional para captar e encher nossos corpos com luz nessa época do ano em que os dias estão ficando mais curtos e existe fisicamente menos luz e calor.

YULE
Após Samhain segue-se, no calendário das Bruxas, a festa de Yule, celebrada em torno do solstício de inverno. Os antigos acessórios pagãos de ramos de azevinho, hera, ramos de pinheiro, árvores iluminadas, cerveja quente e vinho temperado com especiarias, porcos assados, enormes troncos Yule, canções e presentes, ainda fazem parte de nossas celebrações. No hemisfério norte, é esse o tempo em que o sol atinge sua posição mais meridional em sua jornada anual. Quando os povos antigos observaram isso, souberam que em questão de semanas o veriam começar a nascer mais cedo e ligeiramente mais ao norte até seis meses depois, quando estaria nascendo em seu ponto mais setentrional. Apesar do fato de que ainda estão por chegar alguns dos dias mais frios e do tempo mais inclemente, Yule era uma época de alegria e divertimento.

IMBOLC
A 19 de fevereiro, as Bruxas celebram a festa de Imbolc, termo arcaico que significa "em leite". É a época em que as ovelhas, se estiverem grávidas, começam a produzir leite - um sinal ainda mais certo da próxima chegada da primavera. A maioria dos povos agrícolas celebra um sinal semelhante de que o inverno está quase no fim: a seiva subindo nos bordos, o retorno de certas aves, o surgimento de uma constelação primaveril no céu do inverno, até a mar-mota americana buscando sua sombra. A Igreja cultua Santa Erigida por essa época, a versão cristianiza a da deusa céltica Brigid. De acordo com a tradição cristã, Santa Erigida foi a parteira da Virgem Maria e, é claro, as parteiras são um lembrete da nova vida crescendo nas entranhas e aguardando o instante de nascer.
Durante o inverno, quando as pessoas da Idade da Pedra permaneciam amontoadas em suas cavernas ou choupanas, começaram a perceber a necessidade de purificação de um modo mais direto do que durante os meses mais quentes, quando a vida era toda ao ar livre, perto dos rios, lagos e aguaceiros. Os ritos invernais de purificação ainda subsistem entre nós. Os cristãos celebram a Candelária a 2 de fevereiro para lembrar a apresentação de Jesus no templo e o ritual de purificação de sua mãe, de acordo com o ritual judaico (as mulheres eram consideradas impuras após o parto!). As candeias e velas também são abençoadas nessa época e usadas em fórmulas mágicas para a garganta em honra de São Blaize, que se acreditava proteger os fiéis que iam à igreja de males na garganta, um achaque comum em fevereiro.
Fevereiro é o coração do inverno, quando os suprimentos alimentares se reduzem, os caçadores podem fracassar, a lenha para as fogueiras pode esgotar-se por completo. É uma época de grande necessidade de calor, abrigo, vestuário e comida. Em algumas tradições, os celebrantes passam uma última noite banqueteando-se e divertindo-se à tripa forra antes de iniciar-se o período seguinte de jejum e purificação. Mardi Gras, Carnaval, as antigas Lupercalia romanas, a Feast of Fools, ocorrem em torno desse período. As Bruxas reúnem refeições comuns para suas celebrações. Damos alimentos para asilos e sopas para os pobres. Veneramos Brigid, não como a parteira da Virgem Maria, mas como a Deusa céltica do Fogo, que pode manter o fogo ardendo nas lareiras durante essas escuras e frias noites.

O EQUINÓCIO VERNAL
No equinócio vernal (ou de primavera), por volta de 21 de março, tal como no equinócio do outono, as Bruxas celebram o grande equilíbrio e harmonia que existe na passagem das estações e nas seqüências de noite e dia. É a época do ano em que noites e dias são de igual duração. Os últimos sinais do inverno estão dando lugar à primavera. O gelo derrete-se, os rios correm cheios, folhas começam a brotar, a grama reverdece uma vez mais, nascem os cordeiros. Nessa época do ano, os antigos povos tribais da Europa homenageavam Ostera, ou Esther, a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho pulando alegremente em redor de seus pés nus. Ela está de pé sobre a terra verde; usa flores primaveris nos cabelos. As Bruxas esvaziam ovos e pintam-nos com cores brilhantes, fazendo talismãs para a fecundidade e o sucesso na próxima estação do verão. Iniciamos nossos jardins de flores, legumes e ervas que desempenharão um papel importante em nossos rituais, feitiços e poções.

BELTANE
A 19 de maio, são acesos os fogos de Beltane e é celebrado o grande ritual da fertilidade do Deus e da Deusa, com mastros enfeitados (Maypoles), música e considerável soma de folguedos nos campos verdejantes. Maio é um mês luxuriante. O quinto mês do ano expressa todos os significados sexuais e sensuais do número cinco; os fluídos corporais são recarregados; sentimos subir em nós a nossa própria seiva; e os nossos cinco sentidos estão excepcionalmente aguçados e penetrantes. A natureza celebra a grande fecundidade da terra em rituais de sexo, nascimento e nova vida. Homens e mulheres também participam na exuberância da natureza ao ansiarem por unir-se e reproduzir-se. Em antigos costumes e rituais, reencenamos simbolicamente a união da Deusa e de seu jovem Deus Cornífero. E apaixonamo-nos. No Beltane, trajamos de verde para homenagear o Deus céltico Belenos. Tornamo-nos o ”povo verde", os pequenos pãs com máscaras de folhagem, orelhas pontiagudas e pequenos chifres, representando a força vital da natureza, agora mais evidente do que nunca nos campos verdejantes. Acendemos fogueiras (Beltane significa o fogo de Belenos) e pulamos sobre elas para mostrar a nossa proeza e entusiasmo com a estação que se avizinha. Nas sociedades agrícolas, maio era a época de levar o gado para seus campos estivais de pastagem, o qual era conduzido entre duas imensas fogueiras a fim de o purificar das enfermidades do inverno e de exorcizar quaisquer espíritos maléficos invernais.
No ritual, algumas de nós desempenham os papéis do jovem rei, do velho rei e da rainha dos bosques mágicos. Os nossos quadros vivos tornam a contar a história de como nessa época do ano o jovem rei do verão mata o velho rei do inverno para obter a mão de sua jovem esposa, a Rainha de Maio. Ela é a Terra-Mãe, ainda jovem e viçosa, mas que em breve estará inchada de vida e dando uma colheita abundante à terra. Na Alemanha, a noite da véspera do 19 de maio chama-se Walpurgisnacht, a noite de Santa Valpurga, a versão cristianizada da antiga Terra-Mãe teutônica, Walburga. As forças sexuais da primavera são abundantes por toda parte, popularmente chamadas de "febre de maio". Simbolicamente, celebramos as forças da estação erigindo os mastros enfeitados, ou Maypoles, em torno dos quais dançam os jovens de ambos os sexos, entrelaçando fitas multicores, entrelaçando-se eles próprios enquanto revestem os mastros em cores festivas. Um antigo costume diz que os vínculos conjugais estão temporariamente suspensos durante esse mês, e que traz infelicidade casar agora. Por isso ocorre a grande afluência de casamentos em junho.

NOITE DO SOLSTÍCIO DE VERÃO
Celebramos em junho a noite mais curta do ano, denominada em inglês a Mid-summer Night, quando Puck e Pa e todos os tipos de fadas e elfos andam correndo soltos por toda parte. Com tão pouco tempo para dormir, confundimos sonhos e realidade vígil. Esses dias e noites do solstício de verão estão repletos de grande poder e magia. São tempos para realizar rituais que vicejam prodigamente na estação, quando a vida é mais fácil e há tantas horas de luz diurna que podemos realizar todas as nossas tarefas com tempo de sobra para repousar e divertir-nos. E uma época de viagens e de grandes festivais ao ar livre, para dormir, cozinhar e comer a céu aberto. Viajamos para nos visitarmos reciprocamente e convocar todas as "tribos" da tradição paga para que venham e se divirtam juntas.

LAMMAS
Quando agosto se avizinha, vemos sinais da primeira colheita e as Bruxas celebram esses primeiros frutos na festa de Lammas. O nosso círculo ritual é uma expressão de gratidão e de reconhecimento à terra por sua abundância, e pedimos que todas as criaturas vivas possam compartilhar dela. É a festa do pão e sempre colocamos pão fresco, recém-saído do forno, em nossos altares para Lammas. Veneramos as grandes Deusas do grão, como Geres e Deméter. Usamos flores nos cabelos, especialmente flores amarelas para simbolizar a cor do sol quando está em seu apogeu. Em algumas tradições, essa é a festa de Lugnasadh, preiteando o grande Deus guerreiro celta, Lugh. Em sua honra, fazemos jogos e organizamos eventos esportivos. As competições atléticas têm por objetivo celebrar a plenitude da vida, o vigor e a boa saúde de que as pessoas gozam mais no auge do verão do que em qualquer outra época do ano.

EQUINÓCIO DO OUTONO
Restando apenas três meses mais no calendário céltico, as populações pagas trabalham arduamente para a colheita que ainda está por fazer, seja de milho e feno dos campos, ou dos projetos e metas pessoais que planejamos para os meses de verão. Quando o sol atravessa o equador e ruma para o sul no equinócio do outono, celebramos de novo o magnífico equilíbrio que a Roda do Ano, em sua eterna rotação, nos promete. Esses equinócios são grandes mementos de que os dias sombrios do inverno, assim como os inebriantes dias do verão, são temporários, de que todas as coisas têm suas estações e nenhuma durará para sempre. A lei da polaridade e do ritmo requer que todas as coisas sejam equilibradas por seus opostos.
Nesses dias sagrados, os nossos ancestrais alinham-se psíquica e espiritualmente e equilibram-se no fluxo e refluxo da vida. À medida que o inverno, primavera, verão e outono vão passando, as Bruxas ainda se religam ao permanente fluir da vida; fazemos nossos planos e assistimos ao seu desenvolvimento. Se alguns deles não frutificam, tentamos de novo. Passamos por tempos de júbilo e mágoa, crianças nascem, os idosos morrem e passam para o mundo seguinte. Todo evento na vida está repleto de propósito e significado. Cada dia, noite e estação tem seu próprio caráter especial. Os rituais ligam-nos aos grandes e pequenos dramas do ano, e ao maior ciclo vital.
Unimo-nos ao caráter e ao espírito de cada estação que passa e fazemos magia para transformar nossas vidas, dando-lhes uma profundidade e uma expansividade que, sem ritual e celebração, jamais alcançaríamos. Até o mais humilde ritual colhe o momento de poder e mudança, e o celebrante tem parte em algo que é maior do que ele. Alguns diriam que, nesses momentos de êxtase, estamos realmente fora de nós mesmos, e o Deus e a Deusa em nosso íntimo tornam-se mais brilhantes, mais poderosos, e tocamos o Todo.

Fonte: Livro - O Poder da Bruxa, pgs 129 - 140.

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