quinta-feira, 17 de julho de 2014

A DIVINA MÃE KUNDALINI


Oh, musa!… Inspira−me para que meu estilo não desdiga da natureza do assunto.
Ó Divina Mãe Kundalini!… Tu és Vênus, minha Senhora, tu és Heva, Ísis, Sophia Achamoth,
Paravati, Uma, Tonantzin, Réa, Cibele, Maria, ou melhor diríamos, tu és RAM…IO.
Ó, Devi Kundalini! Tu és Adshanti, Rajeswari, Tripurusndari, Mara Lakshmi, Maha−Saraswati, Insoberta, Adonia…
Sem ti, ó Mãe Adorável! Sería impossível a manifestação do prana, da força magnética, da
gravitação cósmica, da eletricidade e da coesão molecular.
Tu és Matripadma, a Devamatri! Aditi ou Espaço Cósmico, a Mãe dos Deuses.
Ó eterna Mãe−Espaço! Tu tens três luminosos aspectos durante a manifestação cósmica e duas antíteses.
Que me escutem os homens! Está dito que cada vivente tem sua própria Devi−Kundalini, sua Divina Mãe Particular.
Na verdade, seria absolutamente impossível a eliminação do Ahamkrita Bhava, a condição egóica de nossa Consciência, se cometêssemos o crime de nos esquecer de nossa Divina Kundalini. O animal intelectual, equivocadamente chamado homem, não é mais que um composto de agregados que cedo ou tarde deve virar poeira cósmica.
A única coisa eterna que há em nós é o Buda Íntimo. No entanto, ele se encontra além do corpo, da mente e dos afetos.
Eliminar os vãos e perecedores agregados, é algo cardeal e definitivo para o despertar da
Consciência. Esses agregados ou Eus tenebrosos são entidades que habitam nos cinco centros da máquina humana.
Em nossas passadas Mensagens de Natal, já foi dito e explicado que os cinco cilindros da máquina são: Intelecto, Emoção, Movimento, Instinto e Sexo.
Resumindo. Os Eus−Diabos constituem o Ego (o Eu Pluralizado) e dentro de cada um deles dorme a nossa consciência. Eliminar esses Eus, essas entidades, esses agregados, que personificam nossos defeitos, é vital para o despertar da consciência e para a obtenção do Atman−Vidya, a completa Iluminação.

Compreensão profunda e perfeita consciência do defeito que queremos extirpar são fatores
fundamentais, porém não significa tudo. Precisamos eliminá−lo e isto só é possível com a ajuda da Mãe Kundalini.
A mente não pode alterar nada fundamentalmente. A única coisa que faz é rotular, esconder e passar os defeitos para outros níveis. Eliminar defeitos é outra coisa bem diferente, a qual seriaabsolutamente impossível sem Devi−Kundalini, a serpente ígnea de nossos mágicos poderes.
Uma noite qualquer, não vem ao caso nem o dia nem a hora, viajando em corpo astral pelo
UNIVERSO PARALELO da quinta dimensão, embriagado de certa voluptuosidade espiritual,
cheguei extático diante do misterioso umbral dos Duas−Vezes−Nascidos.
O Guardião dos Grandes Mistérios, hierático e terrível como sempre, estava na porta e quando quis entrar aconteceu algo fora do comum.
Olhando−me fixamente, disse−me ele com um tom de voz severo: De um grupo de irmãos que trabalharam na Nona Esfera e que, após terem trabalhado nessa região, se apresentaram neste templo, tu és o mais adiantado, mas agora estancaste o progresso.
As palavras do guardião, proferidas com tanta severidade no umbral do mistério, deixaram−me perplexo, confundido, indeciso, não me ocorrendo mais do que perguntar: Por que? E o Jerarca respondendo, exclamou: Por que te falta amor.
Como? – repliquei – amo a humanidade, estou a trabalhar por todos os seres humanos. Não entendo o que me dizes. Em que consiste essa falta de amor?
Te esqueceste de tua Mãe. És um filho ingrato, explicou o guardião e a forma como entoou tais palavras, confesso que, além de dor, causaram−me pavor.
Acontece que não sei onde ela está, faz tanto tempo que não a vejo, expliquei pensando que ele fazia referência a minha genitora, de quem tive de me afastar quando era ainda muito jovem. Como é possível que um filho não saiba onde está a sua Mãe, refutou o guardião, que continuou admoestando: Digo para o teu bem que estás te prejudicando.
Confesso que somente depois de vários dias de inúteis pesquisas para localizar a minha mãe terrena no mundo, pude por fim entender as enigmáticas palavras do guardião de templo. Ah!… o caso é que a literatura de tipo pseudo−esoterista e até pseudo−ocultista , que tanto abunda no mercado, nada diz a respeito.
Se tivesse sabido antes! Enfim, pensei tantas coisas e rezei.
Orar é conversar com Deus e eu rezei, em segredo ao eterno feminino, a Deus−Mãe. Então, soube que cada um tem sua própria Mãe Divina Particular, foi quando até o seu nome secreto conheci. Claro que naquela época sofria o indizível na luta pela dissolução do Eu, trabalhando para reduzi−lo a poeira cósmica.
O mais terrível de tudo era que tinha chegado ao Segundo Nascimento e compreendia muito bem que se não conseguisse morrer em mim mesmo, fracassaria, estaria me convertendo em um aborto da Mãe Cósmica, em um Hanasmussen (o H pronuncia−se como se fosse J – em espanhol), um duplo centro de gravidade.
Meus esforços pareciam inúteis. Fracassava nas provas e se tivesse continuado assim, naturalmente que o fracasso teria sido inevitável.
Felizmente! Graças a Deus! O guardião do templo soube me advertir e aconselhar.
O trabalho foi terrível. Os fracassos indicaram com exatidão onde estavam as falhas. Cada prova, bastava para me indicar, para me assinalar, o defeito básico, o erro. A meditação sobre cada erro é suficiente para a sua compreensão, ainda que existam graus e graduações, conforme pude evidenciar.
Nisto de compreensão, há muito de elástico e dúctil. Muitas vezes cremos ter compreendido de maneira integral um defeito de tipo psicológico e, somente mais tarde, descobrimos que realmente não o compreendêramos.
Eliminar é outra coisa. Alguém pode compreender um defeito qualquer sem que com isso consiga extirpá−lo. Se excluímos a Divina Mãe Kundalini, o trabalho termina ficando incompleto e a eliminação dos defeitos torna−se impossível.
Eu, francamente, me converti em inimigo de mim mesmo. Resolvi equilibrar a compreensão e a eliminação. Todo defeito compreendido foi eliminado com o poder da Divina Mãe Kundalini. Por fim, um dia revisei meu trabalho no Tártaro, no Averno, no reino mineral submerso, nessas dimensões infradimensionais ou UNIVERSOS PARALELOS submergidos. E navegando na barca de Caronte pelas águas do Aqueronte, cheguei na outra margem para revisar o trabalho. Então, vi a milhares de Eus−Diabos, meus agregados, partes de mim mesmo vivendo nessas regiões. Quís reviver algo, uma figura que simbolizava o meu próprio Adão do pecado e que jazia como um cadáver nas lamacentas águas do rio. Contudo, minha Mãe Divina, vestida de luto como uma dolorosa, disse−me com uma voz cheia de infinito amor: Isso está bem morto, já nada tenho para tirar.
Certamente, Ela tinha extraído de mim toda a legião de Eus−Diabos, todo o conjunto de entidades das trevas que personificam nossos defeitos e que constituem o Ego. Eis como consegui a dissolução do Eu Pluralizado. Eis como consegui reduzir a pó todos esses agregados que formam o Mim Mesmo.

Fonte: Magia das Runas − V. M. Samael Aun Weor

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