sábado, 30 de agosto de 2014

A Natureza dos Rituais.



A Natureza dos Rituais
No princípio era o caos, e do caos fez-se a ordem. Com a ordem surgiu a vida em todas as suas formas mais variadas. O ponto máximo da vida foi a humanidade. Os seres humanos, pensando, sentindo e evoluindo, rodeados pelas forças pouco compreendidas da natureza, criavam uma prece para cada capricho seu.
Os primeiros seres humanos buscaram um significado para cada coisa que se relacionasse a eles e ao seu ambiente. A princípio, indistintamente, mas crescendo na certeza e na compreensão, entenderam que estavam unidos e em harmonia com as forcas da natureza que lhes pareciam hostis. A divindade da natureza estava ali e foi reconhecida, e na própria humanidade constatou-se uma centelha da mesma divindade.
À medida que a humanidade evoluiu da vida nômade de caçadora para a vida sedentária voltada para a agricultura, as pessoas ficaram ainda mais dependentes das forças da natureza, personificadas como espíritos benevolentes. Enquanto estavam no estágio de caçadores, as pessoas descobriram que, usando o mesmo método de uma caçada bem-sucedida, por meio de uma forma mágica complacente, conseguiam influenciar o grande espírito guardião do veado, do bisão ou de qualquer animal que estivessem caçando, para que ele enviasse alguns desses animais aos caçadores. Gradualmente as pessoas adotaram determinados animais como elos de ligação. Em lugares escuros e secretos, colocavam os ossos dos animais num padrão ritual a título de agradecimento pela boa caçada. Com o tempo, grupos de pessoas começaram a identificar-se cada vez mais com determinado animal, visto, a partir daí, em união com o espírito guardião daquele grupo, clã ou tribo. Realizava-se, assim, uma etapa na conscientização e no desenvolvimento espiritual da humanidade. Contudo, com o estilo de vida mais sedentário devido à ligação com a terra e o crescimento dos grãos, as pessoas descobriram-se ainda mais à mercê dos elementos. A natureza, sob a forma das estações, tinha que ser compreendida, e os espíritos das estações, aplacados. A própria existência dependia da benevolência da natureza. Um ano mau significava fome, um bom ano, a vida. Não havia dúvida de que deviam tentar interpretar e adaptar os rituais ainda lembrados dos tempos das caçadas para satisfazer as necessidades de suas novas circunstâncias.
Aos poucos começaram a ver nas estações imagens da vida humana. Assim como crescia a semente do homem plantada na mulher, da mesma forma a semente plantada na terra brotava, amadurecia e ficava pronta para ser colhida. No período de um ano, do plantio à colheita, os seres humanos podiam ver a própria vida refletida—nascimento, juventude, maturidade, velhice, morte e, finalmente o renascimento por meio do plantio de uma semente, como eles haviam sido uma vez crianças e se tornaram genitores da próxima geração. No caso da fêmea havia um mistério: era quem trazia o futuro. Era a criança, a virgem, a mãe e, às vezes, a mulher estéril que guardava os mistérios da tribo. Como condutoras e liberadoras de vida pela concepção, as pessoas começaram a julgar a natureza e a terra como femininas, a Deusa Mãe. Voltando seus olhos para os céus, observavam o ciclo feminino espelhado nas fases da Lua. O crescer e o minguar da Lua eram como o crescimento e o enfraquecimento do ciclo feminino de fertilidade.
Também podia ser encontrado nas fases da Lua o ciclo da vida da humanidade em geral. Havia a lua crescente, simbolizando o nascimento e a juventude; a cheia era o símbolo da maturidade e da força; a minguante, a época da velhice e do enfraquecimento, e finalmente, quando a lua ficava escura, ninguém sabia onde ela se escondia, embora, após a escuridão, houvesse o renascimento na forma da lua nova. Será que isto simbolizaria a passagem da alma pela vida até a morte e o renascimento? A evidência encontrada nos bens enterrados junto com os corpos em túmulos pré-históricos aponta para alguma crença em uma entidade separada ou a alma sobrevivendo à finalidade da morte e, talvez, necessitando, de alguma forma, desses bens em outra vida.
Para assegurar a fertilidade da mulher havia também a necessidade da participação masculina. Mas, quem seria o consorte adequado para a Lua, a senhora da noite? O homem tinha o seu símbolo no Sol. Como ele, no início da vida há a promessa da força. Ao meio-dia, ou na metade da vida, o Sol fica forte e mais quente. À medida que o dia avançava, ele enfraquecia, até que, com o pôr-do-sol, partia, deixando, então, que a senhora da noite mostrasse sua face para o povo.
Durante o ano, nas mudanças sazonais, o homem via sua vida num espelho. A primavera era o tempo da juventude; o verão, da maturidade; o inverno, o enfraquecimento da velhice, para renascer na primavera, com a força renovada. Havia harmonia e equilíbrio, a mãe, o pai e a criança. Havia o velho rei, e o jovem rei, que tomava o seu lugar para também ser substituído pelo rei recém-nascido no renascimento da primavera. Naturalmente esta explicação é simplista para o que, na realidade, é um aspecto complexo e de muitas faces do crescimento da conscientização e do envolvimento espiritual da humanidade. Igualmente variados são os nomes e os aspectos da Deusa, do seu consorte e do filho. São conhecidos por muitos nomes. Tanto no rito de Adonis, do Osiris egípcio, como no mito europeu da Divindade com Chifres, o sacrifício do Rei Divino permanece tema central; não somente como tema central em relação ao conceito, mas também na evolução para o sacrifício ritual da representação humana daquele rei como tributo anual à Grande Mãe.
O tempo e a nova maneira de pensar reduziram ou modificaram o aspecto do assassinato ritualístico da Antiga Fé, onde o sacrifício se tornou uma exceção mais do que regra, sendo encontrado somente em algumas danças folclóricas. Como exemplo temos A Morte de Jack, nos jardins do castelo de Hastings. O dançarino que representa Jack está vestido como um arbusto verde. Ele dança pela cidade, incitando a liberação do espírito do verão ou a morte do antigo Deus-Rei, para que o mais novo possa reinar.
Os tempos mudam, e com eles, a natureza das práticas religiosas. Com o passar do tempo, as novas deidades formalizadas tornaram-se os deuses e as deusas tutelares de novas cidades e novos estados. Conforme isto acontecia, a antiga simplicidade e o envolvimento do ato de adoração perdiam-se na congregação. A intercessão junto aos deuses pode ser buscada somente por intermédio de um sacerdote. A fé simples foi formalizada em rituais vazios, nos quais a pompa e a ostentação são a ordem do dia.
Finalmente, com o estabelecimento da relativamente recente fé cristã como religião oficial do Império Romano, no ano de 330, aos poucos os templos dos deuses foram abandonados ou ocupados. Com isto não quero dizer que o Cristianismo, como o conhecemos, se tenha tornado, da noite para o dia, o principal esteio do império. O imperador romano Constantino e seus sucessores ainda mantiveram a máxima fundamental da lei romana em que o cuidado com a religião era dever dos magistrados. Por meio do Édito de Milão, em 313, do Conselho de Nicéia, em 325, onde o Credo de Nicéia f oi ratificado, e, posteriormente, em 484, do Conselho de Constantinopla, os sinos dobraram pelas igrejas cismáticas do Cristianismo. Por decreto imperial estabeleceu-se a ortodoxia ao longo de todo o Império Romano, e seitas, como as dos donatistas e dos arianos, foram declaradas heréticas. Com esse ato foi lançada a base para as futuras perseguições de todos que ousassem pensar em termos ortodoxos. Mesmo assim, o paganismo em suas várias facetas era defendido ou, onde os costumes e usos eram muito fortes, absorvido. Um elemento poderoso do culto à Deusa Mãe era levado para lugares secretos da Antiga Fé. A Mãe ainda tinha seguidores devotos, embora isolados entre si. O fato de os rituais terem que ser praticados em segredo significou que os aspectos mais sangrentos da fé tinham que ser abandonados. Em vez de o sacrifício ser realizado a céu aberto, era feito em clareiras secretas, de maneira simbólica, na libação da bebida derramada em nome da Deusa.
Com o aspecto secreto da adoração restaurou-se o lado místico da Antiga Fé. Não houve mais uma linha de sacerdotes e sacerdotisas poderosos controlando os rituais e interpretando a vontade dos deuses. Era um punhado de mortais inferiores praticando rituais quase esquecidos dos seus ancestrais, que, com isso, se afastavam de um ritual estabelecido em direção ao envolvimento simples da adoração à Deusa e, por seu intermédio, ao Deus Cornudo das clareiras das matas, o Rex Nemorenses. As perseguições posteriores prejudicaram ainda mais esses costumes. Depreciada e mal utilizada, a Antiga Fé degenerou em pequenos grupos, em geral de mulheres idosas e maliciosas lançando encantos malignos sobre o gado dos vizinhos ou impedindo cavalos de andar até que se pagasse uma taxa e coisas do gênero. Mas, escondida no ciclo da natureza, encontrava-se a Deusa. Seu culto estava proibido, Sua congregação, impedida de se reunir, mas, mesmo assim, ela estava lá, pois Seu espírito é o espírito da própria terra. Danificado, fragmentado, mas nunca extirpado, o conhecimento da Grande Senhora ainda resistia. Seus rituais eram observados por um grupo de adoradores que crescia. Para muitos, as fés ortodoxas perderam o ímpeto de adoração por estar imersas na liturgia e não conseguir satisfazer as necessidades da época. Assim como a Igreja Católica Romana com seus próprios atos fez surgir o movimento protestante, que por sua vez, quando se estabeleceu, levou ao surgimento de movimentos na não-conformistas, a adoração à Deusa e a tudo que envolve o Seu culto está atraindo novos seguidores. Lentamente, mais e mais pessoas estão ouvindo Seu chamado, porque, para alguns, Ela significa alternativa para as fés ortodoxas atuais. Seguir Seus caminhos é harmonizar-se com o ritmo da natureza, penetrar e tentar entender as forças interiores e, também, ser capaz de responder às forças externas que são parte do cosmo místico, e redescobrir os sentidos quase perdidos que eram os presentes dos deuses para a humanidade: o poder de ser capaz de ver o futuro em todas as suas formas, a capacidade de prever os resultados de qualquer palavra, ato ou ação e profetizar sua conseqüência, ser capaz de voltar ao passado e ver o tempo presente como parte desse passado, conseguir reconhecer e saber que a existência é como uma espiral, e que serão necessárias muitas vidas para percorrê-la, e, finalmente, descobrir a verdade que está por trás das várias fés.
Ao seguir os caminhos da Grande Senhora, do seu consorte, o jovem Rei Cornudo, estamos voltando para o lado instintivo de nossa herança. Como faz parte do próprio ciclo da vida, também fazemos parte dele. Do momento do nascimento ao momento da morte, estamos envolvido nele. Parte da magia da Antiga Fé é o conhecimento e a aceitação deste fato: admitir a vida, em alguns casos ser instrumento do destino dentro da própria vida e, às vezes, tentar mudar de alguma maneira o ritmo dessa vida. Para mudar uma vida teremos que mudar a nós mesmos, o que por sua vez levará a compreensão e envolvimento maiores. Somente mediante busca, compreensão e envolvimento, a Antiga Fé revelará seus segredos de inspiração, compreensão e envolvimento a uma pessoa e a um grupo escolhido. É dando que se recebe, e, desta forma mantém-se o equilíbrio.

Fonte: Livro - Feitiçaria: A Tradição Renovada. De Doreen Valiente. 1992.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Como trabalhar com o Amor Incondicional.


Escrito por: E. Laetittia Braz.

Todos nós somos Luz. Somos Seres de Luz. Confesso que acho um grande erro ao dizerem que para o Universo, somos seres maus. O que acontece é que a raça humana se perdeu no meio do caminho. Mas não somos ruins, só nos desviamos do Olhar Divino... e consequentemente, acabamos por desviar o olhar de nós mesmos.

Essa distanciação nos adoece e nos transforma em seres frios, distantes e individualistas. E eu chamo isso de ''negação à nossa essência''. E qual é a nossa essência? Vibrar a Luz!
A Luz, ela se expande quando nos amamos e isso acontece quando trabalhamos com o Amor Incondicional. Mas tu podes estar a se perguntar:
- ''O que é isso? Como que eu trabalho com o Amor Incondicional?''
- ''Serei eu submisso e menos amado ao por amar incondicionalmente?''

Bom... vejamos pois, meus queridos...

O Amor Incondicional eu costumo chamar de ''Chave''. Sim, é uma chave que abre os Portais de nossa existência para a tão desejosa Ascensão Espiritual. Já ouviram aquele ditado que diz: ''Quem ama, perdoa''? Então... é basicamente isso que esta chave faz. Ela não perdoa em si, ela é o Perdão na verdade.
E quando perdoados tudo e a todos, nós abrimos a primeira porta que se chama: Desapego. E depois de ter-se desapegado, abrimos mais uma porta que podemos nomeá-la de Gratidão. (Já que o alívio é nítido por ter tirado aquele peso rancoroso de nossos ombros).
Mas depois que nos tornamos gratos, reconhecemos que somos falhos e que a mudança, é o melhor caminho. Ao agradecermos, abrimos as cortinas e janelas da Paz e do Amor!

Você já viu alguém que é Grato e Amoroso ser uma pessoa de baixa autoestima, ressentido, magoado, ofendido, triste e rancoroso?
Bom, creio eu que não. Ao vermos pessoas assim, quais adjetivos damos à elas?
- ''Nossa, como ela é alto astral!''
- ''Você viu como ela é encantadora?''
- ''Que energia linda!''

Pessoas assim, qual a Chave que movem a vida delas? A do Amor Incondicional! Conforme citado anteriormente. Ai tu me perguntas novamente:
- ''Mas para amar incondicionalmente basta apenas perdoar, agradecer e se desapegar?''
Sim e não. Na verdade não é só uma mudança e reprogramação do nosso consciente para o nosso exterior. É mais que isso. É a reprogramação do nosso subconsciente, inconsciente e consciente, que quando trabalhados em conjunto, conseguimos abrir todas as portas e janelas de nossa alma. Para isso, eu recomendo alguns mantras que são:

>>>Om Mani Padme Hum
>>>Ra Ma Da Sa
>>>Mul Mantra
>>>Ek Ong Kar
>>> Om Ganapataye

O último mantra citado é de Ganesha. Ele é o Deus que abre os Caminhos. Ele é Filho de Shiva e Parvati. Este mantra é bom para quem quer dar uma guinada na vida interior.

Para se trabalhar o Amor Incondicional, devemos primeiramente determinar isso em nossas vidas. Devemos olhar para o nosso interior e ver as coisas que estão se repetindo em nossas vidas e veremos que tudo gira em torno das mágoas, tristezas e situações que passamos e ficamos presos à elas. E ao reconhecer tais situações, já é o 1° passo para o perdão e depois o desapego.
E eu volto a dizer com toda propriedade à todos: nós somos Seres de Luz! Mas nos afastamos de olhar do Criador. E para voltar ao caminho de Luz, basta rever as coisas que estamos fazendo, pensando, falando e ingerindo.

Se você é o tipo de pessoa que tem problemas respiratórios em geral, ao trabalhar com o 4° Chakra - chamado de Anahata, os sintomas de rinite, sinusite, bronquite, asma... etc, sumirão. Sabe porquê?  Porque estas doenças estão relacionadas com o nosso fôlego de vida e quando temos/nutrimos pensamentos negativos como:
raiva/ódio/rancor = sinusite
mágoa/ressentimento/culpa = rinite
baixa autoestima/auto punição/depressão = bronquite
adoecemos e nos distanciamos do Olhar do Criador, nos afastamos de nossa essência que é pura Luz e nos tornamos sozinhos, frios e vazios. Mas ao trabalhar com o Raio verde e com o Raio Rosa de Anahata, este Chakra ficará alinhado e equilibrado e as doenças sumirão.
E o resultados já sabemos: teremos e seremos o amor incondicional.

E quando chegamos nesse estágio, podemos ajudar ao nosso semelhante. Teremos a positividade em nossa vida e veremos as coisas leves, claras e focadas, pois seremos assim também.

O que antes era só reclamar do chefe/emprego/salário/amigos/família/relacionamento/política, agora somos Gratos, pois temos a consciência que tudo ocorre no momento certo, do jeito certo, com as pessoas certas e na hora certa. Pois somos Luz. Somos Amor. Somos a Alegria do Pai Celestial e da Mãe Divina.

Hare Hare...
         Jay Ma....
               Ahimsa!
                            Harih Om.

Escrito por: Eloah Laetittia Braz
Fundadora e Idealizadora do Projeto Paganus Aeternus.

Direitos Reservados ~ 2014.

~Ao compartilhar, respeite os Direitos de quem a escreveu e o link original~

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Alinhe seus Chakras!

Chacras ou xacras, também conhecidos pela grafia chakras' ' segundo a filosofia iogue, centros energéticos dentro do corpo humano, que distribuem a energia (prana) através de canais (nadis) que nutre órgãos e sistemas.

Energia vital
A palavra chakra vem do sânscrito e significa "roda", "disco", "centro" ou "plexo". Nesta forma eles são percebidos por clarividentes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.
Os Vedas (5.000 a.C.) contêm os mais antigos registros sobre chakras de que se tem notícia. Quando foram escritos, o Yoga já sistematizava o conhecimento e o trabalho energético dos chakras.

São sete os principais chakras, dispostos desde a base da coluna vertebral até o alto da cabeça e cada um corresponde à uma das sete principais glândulas do corpo humano. Cada um destes chakras está em estreita correspondência com certas funções físicas, mentais, vitais ou espirituais. Num corpo saudável, todos esses vórtices giram a uma grande velocidade, permitindo que a "prana", flua para cima por intermédio do sistema endócrino. Mas se um desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo de energia fica inibido ou bloqueado - e disso resulta o envelhecimento ou a doença.

Os chakras são conectados entre si por uma espécie de tubo etérico (Nadi) principal chamado "Sushumna", ao longo do eixo central do corpo humano, por onde dois outros canais alternados "Ida" que sai da base da espinha dorsal à esquerda de Sushumna e "Pingala" à direita ( na mulher estão invertidas estas posições ).

Os Nadis conduzem e regulam o "Prana" (energias yin e yang) em espirais concêntricas. Estes Nadis são os principais, entre milhares, que percorrem todo o corpo em todas as direções, linhas meridianos e pontos. Para os hindus os Nadis são sagrados, é por meio da "Sushumna" que o yogi deixa o seu corpo físico, entra em contato com os planos superiores e traz para o seu cérebro físico a memória de suas experiências.

O corpo físico e cada um dos chacras
Nosso corpo físico tem uma ligação sutil com o mundo astral. É através do desequilíbrio desta energia vital que as pessoas adoecem e acabam obstruindo esta ligação com o Divino. Daí, a relação entre as doenças e as crises emocionais. É muito comum ver pessoas que acabam somatizando e transformando energias negativas, depressão, raiva,solidão, em doenças físicas, como cânceres e outras mais graves. Nosso corpo físico tem pontos, que quando ativados, fazem fluir a energia vital, nos trazendo alegria e, principalmente, saúde. É através dos nadis (meridianos) - caminhos invisíveis dentro do nosso organismo - que a energia vital caminha por todo o nosso corpo e chega aos chacras, em pontos que concentram vibrações mais específicas, conforme veremos à seguir:


Muladhara chacra
(Chacra Raiz)

Nome em sânscrito: MULADHARA ("Base e fundamento"; "Suporte")
Mantra: Lam.
Pétalas: 4.
Localização: Base da Espinha.
Cor: Vermelho.
Elemento: Terra.
Funções: Traz vitalidade para o corpo físico.
Qualidades Positivas: Coragem, Estabilidade. Individualidade, Paciência, Saúde, Sucesso e Segurança.
Qualidades Negativas: Insegurança, Raiva, Tensão e Violência.

O primeiro chacra (conhecido como Chacra Base ou Raiz), situado na base da espinha dorsal, é responsável pela energização geral do organismo, e por ele penetram as energias cósmicas mais sutis, que a seguir são distribuídas pelo corpo. Quando esse chacra é estimulado, propicia uma boa captação energética.


Swadhisthana chacra
(Chacra órgão genital e base da barriga)

Nome em sânscrito: SWADHISTANA ("Morada do Prazer")
Pétalas: 6.
Mantra: Vam.
Localização: Abaixo do umbigo.
Cor: Laranja.
Elemento: Água.
Funções: Força e vitalidade física.
Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, Dar e Receber, Desejo, Emoções, Mudanças, Prazer, Saúde e Tolerância.
Qualidades Negativas: Confusão, Ciúme, Impotência, Problemas da bexiga e Problemas Sexuais.

O segundo chacra (conhecido como Chacra esplênico, sacro ou do baço), relaciona-se com o poder criador da energia sexual. Quando esse chacra está enfraquecido indica distúrbios da sexualidade ou disfunções endócrinas. Quando excessivamente energizado, indica excesso de hormônios e sexualidade exacerbada.


Manipura chacra
(Chacra do Plexo Solar)

Nome em sânscrito: MANIPURA ("Cidade das Jóias")
Mantra: Ram.
Pétalas: 10.
Localização: Zona da barriga.
Cor: Amarelo.
Elemento: Fogo.
Funções: Digestão, emoções e metabolismo.
Cristais: Âmbar, Olho de Tigre e Ouro.
Qualidades Positivas:
Auto controle, Autoridade, Energia, Humor, Imortalidade, Poder pessoal e Transformação.
Qualidades Negativas: Medo, Ódio, Problemas digestivos e Raiva.

O terceiro chacra (conhecido como Chakra do Plexo Solar) localiza-se na região do umbigo ou do plexo solar, e está relacionado com as emoções. Quando muito energizado, indica que a pessoa é voltada para as emoções e prazeres imediatos. Quando fraco sugere carência energética, baixo magnetismo, suscetibilidade emocional e a possibilidade de doenças crônicas.

Anahata chacra
(Chacra cardíaco)

Nome em sânscrito: ANAHATA ("Invicto"; "Inviolado")
Mantra: Yam.
Pétalas: 12.
Localização: Coração.
Cor: Verde (cura e energia vital); Rosa (Amor).
Elemento: Ar.
Funções: Energiza o sangue e o corpo físico.
Qualidades Positivas: Amor incondicional, Compaixão, Equilíbrio, Harmonia e Paz.
Qualidades Negativas: Desequilíbrio, Instabilidade emocional, Problemas de coração e circulação.

O quarto chacra situa-se na direção do coração. Relaciona-se principalmente com o timo e o coração. Sua energia corresponde ao amor e à devoção, como formas sutis e elevadas de emoção. Quando ativado desenvolve todo o potencial para o amor altruísta. Os sentimentos humanos egoístas desaparecem e nasce em si uma canalização para tudo que recebe e sente, iniciando o caminho para a consciência. Quando enfraquecido indica a necessidade de se libertar do egoísmo e de cultivar maior dedicação ao próximo. No aspecto físico, também pode indicar doenças cardíacas.


Visuddha chacra
(Chacra Laríngeo)

Nome em sânscrito: VISHUDDA ("O purificador")
Mantra: Ham.
Pétalas: 16.
Localização: Na garganta.
Cor: Azul claro.
Elemento: Éter.
Funções: Som, vibração, comunicação.
Qualidades Positivas: Comunicação, Criatividade, Conhecimento, Honestidade, Integração, Lealdade e Paz.
Qualidades Negativas: Depressão, Ignorância e Problemas na comunicação.

O quinto chacra fica na frente da garganta e está ligado à tireóide. Relaciona-se com a capacidade de percepção mais sutil, com o entendimento e com a voz. Quando desenvolvido, de forma geral, indica força de caráter, grande capacidade mental e discernimento. Em caso contrário, pode indicar doenças tireoidianas e fraquezas de diversas funções físicas, psíquicas ou mentais.


Ajña chacra
(Chacra Frontal)

Nome em sânscrito: AJÑA ("O Centro de comando")
Mantra: Om.
Pétalas: 2.
Localização: Na testa, entre as sobrancelhas.
Cor: Branco.
Elemento: Todos os elementos.
Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão.
Qualidades Positivas: Concentração, Devoção, Intuição, Imaginação, Realização da alma e Sabedoria.
Qualidades Negativas: Dores de cabeça, Medo, Problema nos olhos, Pesadelos e Tensão

O sexto chacra situa-se no ponto entre as sobrancelhas. Conhecido como "terceiro olho" na tradição hinduísta, está ligado à capacidade intuitiva e à percepção sutil. Quando bem desenvolvido, pode indicar um sensitivo de alto grau. Enfraquecido aponta para um certo primitivismo psico-mental ou, no aspecto físico, para tumoração craniana.


Sahasrara padma
(Chacra Coroa)

Nome em sânscrito: SAHASRARA ("O Lótus das mil pétalas")
Mantra: Aum.
Pétalas: 1000.
Localização: No topo da cabeça, bem no centro.
Cor: Violeta e Branco.
Elemento: Todos os elementos.
Funções: Revitaliza o cérebro.
Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito.
Qualidades Negativas: Alienação, Confusão, Depressão e Falta de Inspiração.

O sétimo é o mais importante dos chakras, situa-se no alto da cabeça e relaciona-se com o padrão energético global da pessoa. Conhecido como chakra da coroa, é representado na tradição indiana por uma flor-de-lótus de mil pétalas na cor violeta. Através dele recebemos a luz divina. A tradição de coroar os reis fundamenta-se no princípio da estimulação deste chakra, de modo a dinamizar a capacidade espiritual e a consciência superior do ser humano.


Como energizar os chacras
Várias terapias, como o Reiki, cromoterapia e terapia prânica se utilizam dos chakras como base para diagnóstico e tratamento de males que atingem desde o corpo físico até o espiritual. Através de gestos , que podem ser incorporados no dia-a-dia é possível ativar estes pontos de energia, buscando a harmonização do corpo e da alma.

Concentrar-se no que está fazendo, pensando na região do chakra já é uma forma de reativá-lo. Procure ficar em um lugar tranqüilo, para que nenhum barulho possa tirar sua concentração. Coloque uma de suas mãos aberta em frente ao chakra, sem tocar no corpo, e faça movimentos circulares no sentido horário, como se estivesse massageando o local, mas à distância. Sentar-se na posição de lótus - pernas cruzadas - tronco ereto - e fixar o olhar na ponta do nariz estimula o chakra frontal ou do terceiro olho.

As cores e os cristais são formas visuais de estimulação do chakras. Utilize a pedra com a cor correspondente a do chakra e direcione suas vibrações.

Origem
A palavra chakra significa literalmente roda. Os chakras são os pontos onde se encontram e fundem as Nadís, ou meridianos, canais condutores da energia no organismo. Estas Nadís unem-se em vários pontos que rodam no sentido dextrógiro (que provoca rotação para a direita - no sentido dos ponteiros do relógio. Antônimo de levógiro ou sinistrogiro).

A noção de chakra faz parte do tantra ou tantrismo, para o qual a kundaliní reside no Muladhara. O objetivo das práticas tântricas, que são essencialmente sensoriais, é o despertar e a subida da kundalini através dos chakras, ativando-os, a fim de se unir no Sahasrara com Shiva, aqui representado como essência espiritual. Uma das fontes de inspiração do Hatha Yoga é o tantrismo, pois o "combustível" das práticas das posturas psicofísicas é justamente a energia Kundaliní.

Os chakras, descritos em textos tântricos tradicionais, despertaram também a atenção do movimento esotérico europeu, por exemplo, do Rev. Leadbeater, teosofista.

Os chakras estão registrados em culturas antigas e referenciados como pontos energeticos utilizados para cura e progresso energetico e Espiritual. O Qi Gong da China ou Acupuntura, O Yoga da Índia e outras culturas antigas tinham conhecimento destes pontos e de como trabalhar com eles era benéfico à saúde.

Prana, ki e chi
Atualmente, com a universalização do conhecimento, existe a tendência a considerar a convergência dos conceitos das culturas indiana e chinesa sobre estes centros de energia (chakras), e os nadis. Os nadis seriam correspondentes aos meridianos chineses, assim como prana, ki e chi seriam nomes diferentes para a mesma energia vital.

As pesquisas de Hiroshi Motoyama, em Osaka, com o campo eletromagnético humano, mostram a relação entre os meridianos e os nadis, bem como as alterações nas ondas cerebrais durante a ativação dos centros ou chakras superiores.

Kundalini
O primeiro chakra, denominado no ocidente como Chakra Base ou Chakra Raiz é o responsável por manter o fluxo de energia ascendente da terra para o corpo. Emocionalmente ele conecta a pessoa ao mundo presente sendo o responsável pelo bom ânimo. Esse chakra também exerce forte influência sobre os demais 'bombeando' energia da terra (telúrica) para cima em direção aos demais centros de energia.

Nos pés há chakras secundários, Plantares, que se relacionam diretamente ao Chakra Raiz sendo os responsáveis pela perfeita troca de energia entre o corpo e a terra. A energia telúrica absorvida por esses três chakras, ao ser modificada pelo Chakras Raiz, em seu caminho ascendente aos demais chakras recebe o nome de Kundalini. Técnicas orientais e descrições herméticas relatam o fluxo dessa energia, usando-se a expressão "fogo serpentino", que descreve sua ascensão através dos nadis.

Definição da Doutrina Espírita
Para a Doutrina Espírita os chacras, ali chamados de Centros de força, intermediadores da energia que flui do Perispírito para o duplo etérico, sob o influxo coordenador do pensamento, podendo trazer saúde ou doença ao corpo físico, são órgãos do mencionado duplo etérico, que, como descrito no livro Evolução em Dois Mundos, regulam as atividades corporais, por meio da influência que exercem sobre as glândulas, ao influxo do pensamento, maestro regente de toda esta arquitetura. Neste sentido, a natureza boa ou má dos pensamentos traz grande influência ao funcionamento dos chacras. A sensualidade exacerbada, por exemplo, tende a causar distúrbios na região do centro de força localizado na base da espinha dorsal, o que implica uma série de anomalia nas gônadas, próstata, etc (glândulas localizadas na região), podendo provocar, desde a infertilidade ao câncer.

Estes existem apenas enquanto estamos encarnados, desfazendo-se quando da desencarnação, pois estão jungidos ao duplo etérico e não ao perispírito como erroneamente se entendem em alguns centros espíritas, muitos, por não aceitarem a existência do duplo etérico (elo entre o perispírito e o corpo físico, que se desfaz quando do desencarne). São responsáveis, também, pela coordenação do processo de reencarnação durante o processo denominado de "miniaturização" em que se perde massa perispiritual gradualmente até atingir-se o tamanho do feto, promovendo a estabilização energética entre o corpo físico e o perispírito.

Também é através do chacra localizado no ombro que a psicografia é possível. Na obra Evolução em Dois Mundos, o espírito André Luiz narra sua evolução nos seres vivos.

Cada chacra, no corpo físico, está diretamente ligado, além de um plexo nervoso, a uma glândula específica. Os sete principais seguem o elenco apontado pela teosofia, mas dezenas de outros existem. Em alguns livros são também nominados de "centros psíquicos" e em Kardec aparecem como "poros perispiríticos". Embora claramente definidos pelas obras psicografadas desde a década de 1940, a aceitação no meio espírita ainda não é total, havendo grande resistência a este estudo, sob alegação de "influência oriental".

Nos anos 60, foi estudado pelo ex-padre e grande espírita, Carlos Torres Pastorino, na obra "A técnica da mediunidade".

Cada um dos chacras está associado a determinadas emoções e sentimentos. Isto explica a somatização das emoções em nossos corpos e o funcionamento de técnicas ocidentais modernas como o passe espírita.

Fonte: 
Wikipedia.

domingo, 17 de agosto de 2014

O Reino Dévico.


REINO DÉVICO – Compõe-se de seres, consciências e hierarquias de elevado grau de pureza e propicia a manifestação da Vida. Denominado simbolicamente “exército do som”, trabalha com vibrações. Seu campo de ação é bastante abrangente, pois vai desde os arquétipos até as formas concretas. De certo ângulo, representa a “consciência do corpo etérico” do Logos. Toda a circulação de energia em um Universo é efetuada e assistida pelos devas. Como os demais reinos que correspondem à lei da hierarquia, sua estrutura funcional é escalonada e cada patamar encarrega-se de tarefas distintas e complementares: captação e transmissão de Idéias arquetípicas, construção de moldes etéricos para a concretização delas, ajuste permanente do padrão criado ao original, destruição de formas ultrapassadas, entre outras funções. O Reino Angélico é um setor do Reino Dévico.

Os devas impulsionam o reino elemental a preencher, com sua própria substância, os moldes sutis por eles construídos, preparando a forma para absorver a força-de-vida emanada da consciência que a habitará. O trabalho dos devas construtores é orientado por membros da Hierarquia espiritual ou por Entidades dévicas elevadas, que lhes revelam o propósito a ser cumprido. O relacionamento consciente do homem com os devas é fundamental para a realização do Plano Evolutivo, mas para contactar a Hierarquia dévica em seus aspectos superiores é necessário pureza. Esse contacto se efetivará de maneira mais ampla no próximo ciclo da Terra, quando o planeta estiver mais sutilizado e livre de grande parte das forças involutivas hoje presentes nos seus níveis psíquicos.
Os devas evoluem pelo cumprimento do propósito que lhes é dado a conhecer, e não exatamente pela experiência adquirida na sucessão temporal dos fatos. Não tem mente concreta nem livre arbítrio; ao interagirem com o ser humano, estimulam-no e capacitam-no a maior integração na vida espiritual. Isento de egoísmo, o reino dévico é levado pela energia divina a colaborar na manifestação da Vida, afim de consumar a perfeição. Essa colaboração é o meio pelo qual se desenvolve. Os devas não buscam resultados, trabalham desinteressadamente. O campo de consciência de um deva é livre de vínculos, apegos e deturpações. Nos mundos internos, o contacto entre devas e seres humanos voltados para metas superiores dá-se de modo fluido e freqüente. Tais interações prescindem de formalismos e são guiadas pela necessidade e pela disposição de beneficiar o Todo. Podem refletir-se na vida externa como harmonia profunda. Alguns fatores favorecem-nas; a elevação do estado de consciência terrestre, a sutilização da matéria, o despertar das mônadas dos seres humanos, o impulso para a formação e amadurecimento do seu corpo de luz e a maior expressão do sétimo Raio. A existência de devas no universo físico cósmico transcorre basicamente nos níveis etéricos, mas esses seres assumem ampla gama de tarefas nos demais níveis. Os devas menores, que lidam com a vida concreta, são desprovidos de consciência individual. Respondem aos estímulos de consciências maiores para a realização do Plano Evolutivo.
Nos tempos atuais, grupos de devas menores estão atuando intensamente afim de revitalizar a substância que constitui o nível etérico-físico do planeta: são capazes de introduzir energias puras na matéria. Os devas que trabalham com o reino animal estão tendo suas vibrações transmutadas. Sua atividade concentra-se hoje no nível astral, e eles passarão a estar mais receptivos às emanações positivas de uma grande Entidade extraplanetária ancorada em Anu Tea (centro intraterreno).
DEVA – Os devas seguem linha evolutiva paralela à humanidade e tem como uma das suas principais tarefas a manipulação das substâncias. Mantém estreita ligação com as forças da Natureza (elementais) e tem condições para isso, pois estão isentos da influência de impulsos retrógrados. Segundo os desígnios das energias criadoras, constroem e destroem imagens, formas e estruturas, plasmam os moldes etéricos – base do que existe no mundo manifestado – e os preenchem; permitem, desse modo, que padrões arquetípicos se exteriorizem. São essencialmente espíritos construtores e transformadores dos níveis de consciência, podendo, para isso, destruir estruturas ultrapassadas. Não dispõem de corpos físicos densos, e os níveis etéricos são, para eles, as fronteiras de contacto com a vida concreta. Os devas constroem o que é visível, o que constitui a imagem de um conjunto energético. São consciências magnânimas, e só com pureza o homem pode contactá-las. Trabalham com a energia de símbolos e arquétipos; não tem mente como a humanidade a conhece e, portanto, seu processo criativo não se baseia em seqüências de pensamentos e raciocínios. Tampouco se submetem ao conceito de tempo: vivem por inteiro no eterno presente, nele percebem e desempenham suas tarefas; sua consciência tem a mesma dinâmica do impulso que recebem do Alto e, por isso, estão sempre atualizados. Quando um indivíduo desempenha certas tarefas do Plano Evolutivo, é imprescindível que estabeleça ligações internas corretas com o reino dévico.
Os devas compõem uma Hierarquia potente, com grande diversidade de escalões. O termo deva costuma ser aplicado a qualquer dos seres desse reino: desde um pequeno ente construtor de moldes etérico-físicos, até grandes arcanjos, que sustentam a vida manifestada de galáxias inteiras. No Ocidente, em geral chama-se anjo à maioria desses seres; entretanto, os anjos são apenas um setor do reino dévico. Os devas vivem basicamente nos níveis etéricos cósmicos; porém assumem ampla gama de tarefas, mesmo nos níveis concretos. A Hierarquia dévica não foi atingida pela desordem externa que nesta época domina a superfície da Terra. Os devas participam da transformação do planeta, hoje prioritária, e para a realização dessa tarefa podem canalizar energias de polaridade positiva, negativa ou neutra. Trabalham na dissolução da atual conjuntura terrestre e no surgimento de uma nova, mais sutil. Sua evolução é isenta do livre arbítrio e do envolvimento com forças involutivas; são mensageiros, artífices, transformadores, construtores e destruidores da manifestação da vida em todos os planos de consciência.
Sem o molde construído pelos devas, nenhum aspecto da vida poderia exteriorizar-se; sem o trabalho desses seres, não haveria evolução das formas, pois a eles cabe manifesta-las em todos os planos.
Por serem os construtores das ligações energéticas, os devas são tidos como guardiães. É que a polarização do ser humano em níveis elevados de consciência o leva a contactar o trabalho dos devas nas suas expressões puras e isso lhes possibilita viver sem os desvios pelos quais a humanidade em geral envereda. Assim, ele poderá sentir-se protegido, pois estará afastado dos obstáculos à evolução, que na etapa atual se concentram nos níveis materiais densos. A interação do reino humano com os devas é uma necessidade para o desenvolvimento da Terra, mas só se dará plenamente após a purificação global do planeta. A sutilização da consciência humana é premissa para isso.

Fonte: Caminhos de Luz.

domingo, 10 de agosto de 2014

O Caminho da Luz.


Escrito por: Eloah Letícia Braz.

O Caminho da Luz é longo. Porém único. Quem opta em seguir este caminho, não volta atrás e isso é muito bom!
Pequenas coisas que fazemos ao longo do dia indicam se estamos trilhando este caminho Iluminado ou não. Vejamos alguns deles:

- Agradecer ao acordar
- Agradecer pelo alimento à mesa ~em todas as refeições~
- Agradecer por poder ter um Lar, Amigos, Família, Alimento e Trabalho.
- Agradecer por poder contar com Seres de Luz e com a Energia Divina
- Agradecer pelas ajudas recebidas.
- Agradecer pelas preces atendidas ou ouvidas.
- Agradecer por ser amado e por poder amar a cada dia.
- Agradecer pelo anoitecer e por dormir em um local seguro.
- Agradecer por poder errar para poder aprender.

Vimos que o agradecimento é a base de tudo. É o nosso oxigênio Espiritual. É o que nos mantém vivos. E você já agradeceu hoje? Não? Então comece o quanto antes!
Ao agradecermos, somos libertados do passado que nos pesa.
Ao agradecermos, somos livrados de um futuro que ainda não existe...
e ao agradecermos, somos acolhidos pelo presente.
E o nosso presente é único, é uma Dádiva, é o agora. É o seu momento de poder, é a sua essência... é o que te faz fluir nesta existência.

Agradeça por tudo e por todos. Sim, por todos que passaram, passam e passarão em tua vida. 

Para finalizar: Quando somos gratos, novos portais se abrem e assim as coisas que éramos apegados, são dissolvidos e transformados em Luz!!! O Caminho para a Luz é a gratidão. Não tem segredo nisso, basta você querer e agradecer a cada dia por tudo e todos que estão ao seu redor. Verás que não terás mais medo, mágoa, fobia, ressentimento, apego, tristeza, insegurança, trauma e nem o desequilíbrio. Ao contrário: seremos e teremos Luz, Paz, Amor, Alegria, Harmonia e Cura...

Que assim seja! 

Abençoados e abençoadas sejam! E que o Caminho da Luz comece hoje mesmo no coração de vocês e que Anahata expanda ainda mais!
Vibremos Luz, Vibremos Amor, Vibremos Paz.

Namastê.

Escrito por: Eloah Letícia Braz.
Fundadora do Projeto Paganus Aeternus.

São Paulo, 10 de Agosto de 2014.

~Ao compartilhar esta mensagem, respeite quem a escreveu.~

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Rito do Bolo e da Cerveja


O Rito do Bolo e da Cerveja
Praticamente qualquer alimento ou bebida pode ser usado no Rito do Bolo e da Cerveja; deixe que as necessidades dos membros de seu Coven ditem sua escolha. Se for o caso, use bebidas sem álcool, bolos dietéticos ou obedeça a qualquer outra limitação que as pessoas possam ter. Como alguns dos participantes não bebem ou têm restrições em relação a alimentos, usamos bolachas sem sal e água neste rito. O Rito do Bolo e da Cerveja não é um banquete cerimonial, mas simplesmente um meio de nos conectarmos com o Deus e a Deusa e também com a abundância desta Terra, que Eles nos proporcionam. Este rito é semelhante aos ritos de comunhão de outras denominações religiosas e, provavelmente, foi ele que deu origem às observâncias cristãs semelhantes.
Um prato de bolos e um prato com copos de cerveja, suficientes para cada membro do Coven, são preparados enquanto o círculo está sendo organizado e postos perto do altar. Quando o rito está prestes a ser iniciado, a Suma Sacerdotisa apanha o prato com os copos de cerveja e oferece ao Sumo Sacerdote. O Sumo Sacerdote pega seu atame e desenha um pentagrama no ar sobre o prato, dizendo:
Introduzo nestas bebidas o amor da Deusa Mãe e do Deus
Pai, para que nunca tenhamos sede.
O prato é então passado em sentido horário ao redor do círculo, sendo apresentado a cada participante com as palavras: "Que nunca tenhas sede", proferidas cada vez que o prato muda de mãos. O Sumo Sacerdote então pega o prato com os bolos e oferece-o à Suma Sacerdotisa, que toma seu atame e desenha um pentagrama no ar sobre os bolos, dizendo:
Introduzo nestes bolos o amor da Deusa Mãe e do Deus
Pai, para que nunca tenhamos fome.
O prato é então passado em sentido horário ao redor do círculo, sendo oferecido a cada participante com as palavras: "Que nunca tenhas fome", proferidas cada vez que o prato mudar de mãos. Depois que tanto a cerveja como os bolos tiverem passado por todos os participantes, são colocados no meio do círculo para que os bolos restantes possam ser consumidos, se as pessoas o desejarem. Os membros do Coven agora tomam alguns minutos para falar sobre o ritual do Sabá ou do esbat e seu significado para cada um deles.

Fonte: Livro - Wicca: Crenças e Práticas de Gary Cantrell, página 116 - Editora Madras.

sábado, 2 de agosto de 2014

Mensagem de Blodeuwedd + Ritual.


Blodeuwedd
(TRAIÇÃO)
''Nascida de flores e feita para o prazer fui dada a Lkew Llaw como esposa. Fomos felizes e passamos muitas horas fazendo amor até que ele se foi certa manhã, para a corte do Grande Rei... Naquele dia, outro homem apareceu e ele era quem eu queria.
Suas carícias eram mais doces sua virilidade mais forte ele prometeu não me abandonar...
Eu não poderia viver sem ele. Juntos planejamos a morte do meu marido. E a executamos no ano seguinte. Pensamos ter matado Llew, mas ele voltou um ano depois matou meu amante. Corri, para fugir, na esperança de escapar, mas os cascos pesados de meus perseguidores logo me alcançaram. O mago que me transformou de flores em mulher transformou-me de mulher em coruja, como castigo pela minha traição... ''

Mitologia
Blodeuwedd, a Deusa galesa, foi dada em casamento ao Deus do Sol Llew Llaw Gyffes (Lugh) no solstício de verão de Lughnassah. Seu nome foi associado à traição porque ela enganou o marido fazendo-o encarar o complicado caminho para a corte: banhar-se embaixo de um telhado de sapê num caldeirão na margem de um rio, em pé, com uma perna tocando um cervo. Então ela o matou com a ajuda do amante. A história real fala de forças arquetípicas. Blodeuwedd representa a voraz Deusa da Terra, faminta do sangue do rei sagrado para fertilizar seu solo.

Mensagem da Deusa pra você:
O chamado ruidoso de Blodeuwedd se faz ouvir na sua vida, alertando você para uma traição.
Como a traição aparece na sua vida? Você teve problemas para escolher amigos, namorados,
colegas de trabalho, companheiros confiáveis? Toda a preocupação, a consideração e a lealdade que você demonstra são retribuídas com traição? Você enganou alguém para obter o que queria?
Blodeuwedd diz que no caminho para a totalidade você deve responder à pergunta: "Como traí a mim mesma?", já que toda traição provém da traição a si mesma.

Sugestão de ritual: Jornada até Blodeuwedd
Reserve um horário e um lugar em que você não seja interrompida.
Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta, e feche os olhos. Respire profundamente, inspirando segurança enquanto diz ou pensa estas palavras: "Estou em lugar seguro." Respire fundo outra vez, inspirando proteção com estas palavras: "Estou protegida." Faça uma terceira respiração profunda, inspirando aceitação com as palavras: "Sou aceita." Observe que sentimentos vêm à tona quando você inspira confiança, proteção e aceitação.
Agora visualize, sinta ou imagine um lugar ao ar livre onde você possa relaxar. Pode ser um lugar que você conhece e visite regularmente ou um lugar que existe apenas em sua imaginação. Inspire profundamente e, à medida que solta o ar, dirija-se para lá. Que perfumes, cores ou texturas você pode perceber? Inspire profundamente outra vez e, quando expirar, instale-se e relaxe.
Quando estiver pronta, chame Blodeuwedd. Ela aparece diante de você e pergunta o que você quer. Você pede ajuda para curar a raiz da sua traição a si mesma, e ela concorda em ajudá-la. Blodeuwedd cria uma tela de cinema alguns metros à sua frente. Com um estalar de dedos, ela começa a rodar um filme. O filme é a sua infância desde o momento do seu nascimento nesta vida.
Ela pede que você mantenha a pergunta: "Em que momento de minha vida fui traída?" no seu coração. O filme chega ao momento que deu origem à sua traição e pára. Se alguns sentimentos vierem à tona, sinta-os apenas. Faça o que lhe parecer mais apropriado. Você foi abandonada? Alguém em quem confiava não estava lá quando você precisou? Não atenderam às suas necessidades infantis? Seja o que for, permita-se olhar para o que aconteceu. Deixe que a sua criança interior ferida expresse a emoção que acompanhou aquela traição. Blodeuwedd pede que você vá até a tela, segure a mão da criança e a acompanhe saindo da tela. Você volta com ela para o  lugar em que estava sentada ou deitada. Pergunte à criança o que ela quer e dê isso a ela. Agora diga que você, adulta, a ama e nunca a trairá. Diga que de fato entende que ela foi ferida e que você, adulta, estará presente sempre que ela precisar. Continue repetindo isso até sentir que ela realmente a ouviu. Agora leve-a de volta para o filme e deixe-a entrar outra vez. Blodeuwedd volta o filme até a cena que deu origem à sua traição e começa a rodá-lo. No momento em que está para ocorrer à traição, você aparece na cena como adulta e protege a criança.
Interiorize a cura que aconteceu. Inspire profundamente para as suas células, para a sua consciência. Você se sente energizada e tranquila. Então agradece a Blodeuwedd e ela lhe pede um presente. Você o oferece com o coração aberto, e ela desaparece. Agora concentre-se no fato de estar no seu lugar de relaxamento ao ar livre. Inspire profundamente e, ao soltar o ar, toque no lóbulo da orelha esquerda. Inspire novamente e, quando soltar o ar, aperte as pálpebras. Respire fundo uma última vez e abra os olhos. Seja bem-vinda!

Fonte: O Oráculo da Deusa.
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