sexta-feira, 19 de setembro de 2014

19 de Setembro - Dia da Deusa Gulla. Suméria.


19 de Setembro - Dia da Deusa Gulla. Suméria

Hoje é uma boa data para avaliar suas limitações de espaço e seus hábitos compulsivos!!!


Na Babilônia a Deusa Gulla era a Grande Mãe doadora e destruidora da vida. Também era chamada de Grande Curadora pois tinha tanto o poder de curar doenças quando infligi-las...


Na fase histórica mais antiga da Mesopotâmia, mais concretamente na primitiva Suméria, os médicos que praticavam métodos de «cura natural» invocavam-na, que por vezes assumia outras designações: Nintinugga, Ninisinna, Baba… Aliás, as atividades básicas mais importantes para a subsistência da vida civilizada estavam a cargo de Deusas: o uso e tecelagem de vestuário, a alimentação com trigo e o fabrico e fermentação da cerveja, e o seu consumo. Assim, a lã representada pela Deusa Lahar, é tecida e transformada em veste pela deusa Uttu; a Deusa Nisba tinha a seu cargo o crescimento e a ceifa das searas; a fermentação da cerveja era a divina obra da Deusa Ninkasi. Quanto à arte médica, a Deusa que dela se encarregava era como dissemos Gulla, a mais invocada porque conhecia as plantas, sendo por isso a grande médica do povo, e tanto ela como as suas congêneres eram por vezes referidas nos textos cuneiformes como «ressuscitadoras de mortos».

Atente-se na seguinte particularidade, quase se poderia dizer alquímica, da importância da transmutação associada à primordial função hierofântica da divina Iniciação feminina: «Cozinhar os grãos de trigo, fermentar cerveja e tecer roupas e vestimentas, são atividades que partilham um atributo essencial: são transformações. Linho e lã transformam-se em vestuário; grãos de cereais, indigestos,transformam-se em pão e cerveja. Assim, substâncias naturais que não são imediatamente benéficas para a humanidade transformam-se em produtos culturais preciosos para o bem-estar humano. Esta criação de alimento e vestuário “civilizados” a partir de elementos naturais é a transformação básica da “natureza” em “cultura”, e, como tal, sempre foi uma ocupação arquetípica feminina».

Com o decorrer do tempo as competências tradicionalmente atribuídas às Deusas, foram sendo transferidas para Deuses machos, e usurpadas por estes: na transição do segundo para o primeiro milênio a.C., na Mesopotâmia, a tradição mágica de cura concentrou-se finalmente no Deus Marduk, depois de ter passado entretanto para o filho de Gulla, Damu, que de início era uma filha. O mesmo sucedeu com outras funções que ficaram sob a tutelagem dos deuses machos An, Enlil, Enki, Ea.

Esta Deusa que pouco conhecemos, em algumas representações, estava cercada por uma aura de oito raios de calor vital. O calor que tanto sustenta quando destrói a vida.

Gulla vivia num jardim no centro do universo cuidando da Árvore do Mundo e distribuindo seus frutos com os que a reverenciavam. Às vezes estava acompanhada de um cachorro que representava a guarda de seu espaço. E quando aparecia com as duas mãos levantadas em prece, estava mostrando a postura apropriada para lhe pedir ajuda.

Fonte: Desconhecida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...