domingo, 30 de novembro de 2014

Outras Formas de Magia - Scott Cunningham.

--Scott Cunningham--

Atualmente, existem muitas formas de magia e a magia popular nada mais é do que uma delas. Os dois outros maiores tipos - cerimonial e religiosa - não se enquadram em nossa  definição de Bruxaria. Contudo, por normalmente serem agrupadas com todas as outras práticas ocultas sob este título, uma breve discussão sobre elas pode esclarecer alguns mal-entendidos.

Magia Cerimonial
A magia cerimonial (ou ritual) é um sistema contemporâneo embasado sobre tradições antigas e relativamente recentes. Baseia-se na magia suméria, egípcia, indiana e semita, com influências do pensamento árabe e, posteriormente, cristão. A maçonaria também contribuiu para sua atual estrutura, assim como as sociedades secretas tão populares na Grã-
Bretanha e por toda a Europa nos séculos XVIII e XIX.
Ao contrário do que reza a opinião popular, os magos cerimoniais não têm nada a ver com a destruição de demônios ou o furto de anéis mágicos de espíritos monstruosos com cabeças de mosca. Não possuem tapetes mágicos ou vivem em cavernas, e certamente não encravam espadas nos corpos de vítimas, nem mesmo têm diabretes como companheiros.
Mais importante ainda, eles não têm nenhuma conexão com a Bruxaria, a não ser nas mentes dos leigos. As estruturas rituais, a terminologia e os objetivos dos magos cerimoniais são geralmente - mas não sempre - centrados na união com o divino, com a perfeição e a expansão da consciência. Ou, como descrito normalmente, "a ciência de e a conversa com o anjo da guarda de um mago."
Um objetivo espiritual grandioso, não? E indica uma das diferenças básicas entre a magia cerimonial e a magia popular. Ao contrário desta última, os magos rituais normalmente não se preocupam com os objetivos do mago popular: amor, cura, dinheiro, felicidade e proteção. Quando tais objetivos são acessados através da magia cerimonial (como na criação de um talismã), é geralmente como o meio para um fim - atingir a união acima citada. Por seu lado, os magos populares solucionam problemas em suas vidas com rituais e raramente buscam algo além.
Alguns magos cerimoniais se organizam em grupos conhecidos como lojas ou ordens (como a famosa Golden Dawn - Aurora Dourada, n. do T.), e utilizam elementos da religião egípcia ao criar seus trabalhos mágicos. Muitos dos rituais utilizados por um pequeno grupo dessa loja de magia do final do século passado foram publicados em The Golden Dawn, de Israel Regardie, um dos mais influentes livros mágicos já editados.
Outros magos sintonizam-se com religiões mais ortodoxas. Os livros mágicos da Idade Média e do Renascimento incluem invocações a Jeová, Adonai e Deus, e utilizam extensa terminologia judaico-cristã. Isso não constitui heresia ou farsa, mas o produto de uma diferente interpretação do mito cristão.
Obviamente, isso em nada se assemelha à magia popular, na qual o poder é enviado sem a invocação de uma Deidade. Os magos cerimoniais tendem a ser um tanto individualistas. Muitos praticam sua arte a sós, dedicando longas noites à leitura de antigas escrituras, preparando seus "instrumentos da arte" e aprendendo latim e grego para melhor praticar seus rituais. Estudam a obra de Aleister Crowley, bem como as de William Gray, John Dee, Franz Bardon, Agrippa, Dion Fortune e muitos outros autores. Alguns mergulham na alquimia, geomancia, magia Enoquiana, e noutros assuntos como pontos principais ou secundários de seus estudos.
Os magos cerimoniais são seres humanos simples, que não apenas trabalham com a energia (ou seja, praticam magia) como também buscam algo maior que não foram capazes de encontrar nas religiões ortodoxas. Possuem uma longa e colorida história por trás deles, plena de eventos fantásticos e ritos exóticos.
Mas eles não são Bruxos.

Magia religiosa
A magia religiosa é a praticada em nome de, ou com o auxílio de, uma Deidade. Tem sido praticada por vários povos ao redor do mundo, em todas as épocas da história, e ainda possui um séquito vigoroso. Em períodos mais longínquos, as Deidades que representavam os campos, as montanhas, as nascentes e os bosques eram invocadas durante a magia. A lua e o sol eram considerados Deidades (ou símbolos destas), e eram convocados durante rituais mágicos. Esta era provavelmente a forma mais pura de magia religiosa.

A oração é o exemplo mais completo. Quando um indivíduo ora com fervor por uma cura, por um marido atencioso ou por uma filha estudiosa, esse devoto canaliza seu poder pessoal por meio da oração em direção à Deidade. O envolvimento emocional da pessoa na oração "programa" a energia que é enviada. O resultado desejado é, obviamente, uma manifestação da bênção pedida na oração. A não ser que a pessoa orando seja treinada em magia, ela não terá consciência do funcionamento desse processo.
Mas isso não importa. Orações oferecidas por devotos de qualquer religião são geralmente atendidas. Essas orações surtem efeito porque sua energia pessoal, adequada à sua necessidade mágica, é enviada à Deidade e, fortalecida por essa fonte de energia mais poderosa, se manifesta na Terra. O estado emocional da pessoa e a crença na Deidade determinam a eficácia da oração.
Sacrilégio? Não. Apenas explicação. A magia religiosa não é praticada apenas pelos membros mais baixos de uma religião. Padres, ministros e outros também a praticam, e a magia é parte integral de muitas religiões atuais, inclusive do cristianismo.
De modo geral, o poder divino — o que não possui forma física - é trazido à Terra por meio dos atos de um sacerdote ou ministro e forçado a entrar em um determinado objeto. Essa forma de magia religiosa inclui a criação e a utilização de medalhões religiosos abençoados, crucifixos e folhas de palmas utilizados por alguns católicos visando favores especiais. É também o fundamento da transubstanciação.

Outras seitas cristãs menos ritualísticas utilizam a oração e a música para ativar o poder pessoal para que se sintonize com o divino. Os operadores de encontros e os sacerdotes cristãos carismáticos conhecem bem esses segredos, e os utilizam com sucesso para elevar a consciência de seus seguidores a um estado espiritual mais alto. Mas alguns crentes individuais - até mesmo cristãos - há muito trouxeram elementos da magia popular para suas religiões e criaram uma nova forma, que incorpora o simbolismo religioso às práticas da magia popular.

Isso teve início tão logo o cristianismo se estabeleceu por toda a Europa. Se essa nova magia religiosa foi uma tentativa de evitar a perseguição ou a morte por meio da aparente conversão à nova fé, ou se foi o resultado da conversão real de seus praticantes, é um campo aberto para a especulação. Mas através da Idade Média e da Renascença, uma forma de magia completamente nova foi praticada tanto pelos mais poderosos como pelos mais simples. Esse período assinalou também o abandono temporário da magia popular. A um certo tempo, uma mulher que desejasse preparar um encantamento herbal para proteger seu filho, colheria ervas enquanto entoava antigas palavras, chamando pelas deusas da cura e pedindo à planta que aceitasse esse sacrifício pelo bem da criança. Ela colocaria essas ervas num saquinho de pano e o amarraria ao redor do pescoço da criança.

Após a ascensão ao poder do cristianismo, as ervas passaram a ser colhidas com preces à Jesus, à Deus ou à Virgem Maria. Santos eram comumente invocados (pelo menos pelos católicos). O saquinho de pano poderia ser bordado com uma cruz, símbolo da nova religião, geralmente associado a poderes mágicos (lembre-se de seus supostos poderes sobre vampiros). Por fim, o talismã era levado a uma igreja para que fosse abençoado.
Um exemplo extremo da crença das pessoas nos poderes da Igreja é a prática medieval comum de se roubar hóstias de igrejas católicas para utilizá-las em encantamentos de proteção, rituais de cura e afins. Isso não era praticado por Bruxos, mas por pessoas que haviam se esquecido da magia popular e haviam se voltado para a nova fé. Os Bruxos possuíam sua própria magia.

Tal prática, que causava horror àqueles que detinham o poder religioso, não era uma distorção do cristianismo ou do catolicismo. Pelo contrário, era o reconhecimento do poder da religião e de seus sacerdotes, pois somente um verdadeiro cristão poderia ver poder numa hóstia ou pedaço de pão consagrado.
Muitas formas de magia religiosa ainda existem. Acender uma vela para uma Deidade pedindo por um favor é uma forma de magia religiosa como qualquer outra praticada com súplicas ou invocações a poderes mais elevados, como na moderna magia Wiccana.
Naturalmente, a magia religiosa é desdenhada pelos oficiais religiosos; muitos consideram impróprio que humanos pratiquem magia. Isso é visto como um ato dos fiéis para ultrapassar os representantes humanos de Deus e ir direto à origem.
O Vaticano não pode estar satisfeito com o fato de muitos mexicanos-americanos usarem medalhas mostrando os santos para finalidades mágicas, mas isso não interrompeu a prática. Rituais envolvendo antigas Deidades africanas são praticados nos degraus de igrejas do Taiti, Detroit e Nova Orleans. imagens de santos são colocadas lado a lado com as de Xangô ou Iemanjá em dezenas de milhares de lares nos Estados Unidos e na América Latina.
Esse tipo de magia religiosa é muito comum nos Estados Unidos: a Bíblia é utilizada para prever o futuro; cruzes são vistas como amuletos de proteção; os salmos são recitados para atrair amor, saúde e felicidade; imagens de Jesus, Maria e São Cristóvão adornam os painéis de automóveis. Mil e um encantamentos desse tipo são diariamente utilizados por pessoas de fé ortodoxa.
Qualquer forma de magia pode ser praticada por magos cerimoniais ou dentro de contextos religiosos. Quando isso é feito assim, deixa de ser magia popular. Lembre-se que as práticas descritas neste capítulo não são utilizadas por magos ou Bruxos. Eles não utilizam símbolos cristãos em seus rituais porque milhares de outros estão disponíveis. Eles não roubam de igrejas porque eles não creem naquelas doutrinas. Eles também, de modo geral, não oram para deusas egípcias ou deuses gregos. Apesar de poderem estar cientes da natureza espiritual da energia empregada na magia popular, eles normalmente não praticam cultos em uma forma ritual estruturada. Os Wiccanos certamente o fazem, mas não os magos populares.
Os magos populares trabalham os poderes da natureza para melhorar suas vidas e as dos amigos e amados. Os religiosos reverenciam essas energias, e a oração é geralmente o único ritual mágico que praticam.

Texto extraído do Livro: A Verdade sobre a Bruxaria Moderna de Scott Cunningham - 1998 - pags 55 ao 60.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

LIBERTANDO-SE DAS OPINIÕES DOS OUTROS


Escrito por: Sandra M. Luz

Grande parte dos registros gravados em nossos centros energéticos foram trazidos por outras pessoas.

Fomos orientados que as opiniões das pessoas moldariam a nossa imagem e se as opiniões fossem boas sobre nós, seriamos aceitos e respeitados.

Então fomos introduzindo em nós as regras, crenças do que era “certo” e do que era “errado”, para que pudéssemos seguir um padrão de conduta.

E, através destas regras de conduta, fomos criando um novo personagem em nosso interior que passou a se expressar de acordo com o que as pessoas esperavam de nós.

Não percebemos que com estas atitudes estávamos sabotando nossa felicidade e também todo nosso processo de evolução.

Pouco a pouco fomos esquecendo de quem verdadeiramente somos: poderosos, cheios de virtudes, capazes de conduzir nossas vidas de acordo com as informações divinas que já existiam em nossos registros internos.

Mais e mais fomos estimulados a buscar as respostas fora de nós, porque a opinião que tínhamos sobre nós não era importante. O importante era a opinião dos outros sobre nós.

Crescemos ouvindo que nossa reputação poderia ser abalada se fizéssemos algo que não fosse aprovado pela sociedade.

Quando você nega o que pensa, sente, acredita e nega o que você é, consequentemente, deixa de observar e usar as ferramentas importantes que possui para vivenciar suas experiências terrenas com felicidade.

Então, fomos ficando reféns das opiniões das outras pessoas para conduzirmos nossas vidas e criando expectativas sobre a opinião que elas tinham sobre nós. Fomos acreditando que se nos mostrássemos frágeis e dependentes, sempre teríamos o amor e a atenção destas pessoas e não seríamos cobrados por elas.

Mas não percebemos que ao colocarmos em nosso interior informações, pensamentos e sentimento que não eram nossos, estávamos trazendo um grande desequilíbrio para todo nosso ser. Dia após dia, fomos nos desequilibrando fisicamente, emocionalmente, mentalmente e espiritualmente.

E este desequilíbrio só era reconhecido quando fisicamente sentíamos afetados por um sinal mais forte vindo através de uma doença ou uma dor.

Não observávamos os sinais constantes através do “sentir” de cada situação e continuávamos negando o que estava acontecendo em nosso interior, porque cada vez mais estávamos sendo estimulados a olhar para fora.

Todas estas negações de quem são foram trazendo muita infelicidade e desequilíbrio.

Por não nos amarmos fomos estimulando o “não merecimento” e restringindo em nossas vidas tudo que nos trazia felicidade e, também, fomos rejeitando tudo que foi criado para que pudéssemos vivenciar nossas vidas com felicidade e equilíbrio.

E o que observamos agora é que a maioria das pessoas está infeliz, indecisa de que caminho seguir, sem saber que rumo dar em suas vidas, porque não sentem confiança e coragem de mudar, de experimentar o novo em suas vidas, porque ainda acham que podem deixar de receber o amor e a atenção das pessoas se não forem bem sucedidas.

Por não conhecerem seus potenciais foram achando que não conseguiriam começar de novo buscando vivenciar o que realmente acreditavam.

O momento do AGORA traz uma informação muito importante para todos nós: precisamos cumprir nosso principal objetivo: vivenciar a felicidade. E para vivenciarmos a felicidade precisamos redescobrir o que nos faz feliz e isto nos estimula a olhar para dentro de nós.

Somos seres individuais, trazemos nossos próprios registros vividos em outras jornadas e também gravamos de forma diferenciada tudo que vivemos aqui. E, por isto, respondemos a cada situação de forma diferente.

Quando nos foi ensinado que não devíamos julgar e nem condenar, estes ensinamentos foram trazidos para que pudéssemos respeitar o que existia em cada ser e para que entendêssemos que cada um respondia fazendo o seu melhor, como sabia.

Para passarmos para uma frequência mais elevada precisamos nos elevar também e o que significa isto: “nos elevarmos”?

Significa “mudar a nossa consciência”, entender que a opinião do outro é do outro e de que devemos viver a “nossa verdade”, expressar o que pensamos sentimentos e acreditamos com amor e respeito.

Observem a conduta dos Mestres Ascensos, dos nossos Irmãos Estelares e de toda a Hierarquia Divina, eles não nos julgam, não nos criticam, mas sempre tem um olhar amoroso entendendo que estamos em nosso processo de aprendizado e de estamos buscando fazer o nosso melhor sempre.

Mas o que eles mais nos incentivam é conhecermos o nosso interior, os nossos talentos divinos, para que possamos acreditar que podemos caminhar seguramente sozinhos, usando as ferramentas internas que já possuímos e tendo a plena confiança de que tudo que desejarmos nos serão trazidos, pois isto faz parte do nosso contrato divino.

Todas as inúmeras bênçãos disponíveis em nosso planeta estão disponíveis a todos os seres, entretanto se acharmos que não somos merecedores não iremos usar estar bênçãos e continuaremos vivenciando a tristeza e a escassez e comprometendo nosso grande objetivo de sermos felizes.

Se assumirmos que merecemos ser felizes, nos abriremos para receber todas estas bênçãos e então vivenciaremos felicidade, prosperidade e abundância divina.

Quando você decide viver a sua vida com felicidade, você emite uma nova frequência para o Universo e então o sincronismo começa a trazer o que deseja.

Temos que começar a viver sem esforço, sem falta, sem preocupação e sem medo, porque a nova frequência de luz traz o que você deseja porque você merece, porque isto é seu direito divino.

Liberte-se da opinião dos outros e viva a sua vida, a sua verdade e seja IMENSAMENTE FELIZ!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Coisas de Bruxa: Como usar seus poderes.

Nós temos mais influência sobre o nosso modo de vida do que somos levados a acreditar. Nos últimos anos, tem ficado bastante evidente que algo tão simples como um pensamento pode afetar o desenrolar das nossas vidas.

Muitos de nós seguimos os conceitos que nos transmitiram na infância, independentemente de os apreciarmos ou não. Isso pode ser perigoso se na infância só convivemos com pessoas depressivas e ignorantes, que nutrem apenas pensamentos negativos. Por isso é muito benéfico manter fortes convicções positivas, mas o que é ainda mais importante é manter pensamentos generosos e afirmadores da vida.

Os pensamentos podem dar forma à realidade do nosso futuro, mas é importante ter em mente que um pensamento positivo sozinho não é capaz de bloquear uma bala vinda em sua direção. (Essa é uma ação física, e o pensamento é uma ação psíquica.) Um pensamento não pode desfazer um ciclone. Um pensamento positivo não pode reverter a morte - pelo menos não no plano físico. O pensamento otimista não pode impedir mudanças na vida que são inevitáveis e que simplesmente fazem parte da natureza.

As Bruxas sabem que é a natureza, tanto terrena como cósmica, que determina a qualidade das nossas vidas. Elas também sabem que a natureza é cíclica e que nela há, portanto, permanência e que nada, jamais, se perde. O que vai embora sempre retorna - embora não necessariamente da mesma forma.

As Bruxas são capazes de intuir os ritmos da natureza, aprender a acompanhá-los, como o salgueiro. Quando as estrelas estão na posição adequada, quando as energias coletivas estão bem afinadas, as bruxas podem fazer com que os poderes existentes acompanhem seus desejos simplesmente usando os poderes de suas mentes, em geral com a ajuda dos elementais, guias espirituais e outras divindades auxiliares.

É de estranhar que muitas religiões pareçam ignorar a nossa conexão com a natureza e seus ciclos. Em um nível básico, muitas religiões contemporâneas acreditam que morremos, menstruamos, temos dores de parto, vivemos na pobreza, passamos fome, ficamos doentes e morremos porque nós ou os nossos ancestrais erramos de alguma forma. E somos punidos por seguirmos os nossos instintos. Essas ideias parecem primitivas, mas ainda existem em nós.

Alguns acreditam que seguir a nossa verdadeira natureza é rebelar-se diretamente contra o nosso Criador, ou Deus. Segundo a visão dessas pessoas. Deus está no céu e nós estamos na Terra. Como estamos na Terra, não podemos ter uma ligação íntima com algo espiritual. Como humanos, somos humilhados e limitados pela Mãe Natureza, que é impiedosa. Somos vítimas do Destino. Somos da Terra.

No entanto, a terra é repleta de mistério, magia e vários elementos espirituais. Se quisermos, podemos aprender a usar essas forças não apenas para nosso benefício material, mas também para desenvolvimento espiritual. As bruxas entendem que não é errado ser humano ou estar em sintonia com a natureza e suas energias provedoras e expressões mágicas. Não é incorreto usar essas forças espirituais, que tendem a serem neutras, para melhorar as circunstâncias das nossas vidas, assim como as vidas de outras pessoas.

Fonte: As Runas da Bruxas - Susan Shepard - pg 227, 229.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Voz dos Elementos no Sagrado Caminho Xamânico.


Mensagem de: Vitor Hugo França


A voz do vento sussurra em seu ouvido: Sinta as partículas do amor sagrado te tocando através da brisa suave que te segue.

Os estalos do fogo que aquece sem queimar, que te aconchega em cada inflamar, te diz com vigor: Sinta o amor que arde em seu coração vindo de um calor imensamente cósmico, que brota em seu peito.

O toque da Mãe Terra que carinhosa e suavemente nutre o seu corpo com a mais pura seiva de amor.

A cristalina água que te compõe e que te envolve docemente penetrando em cada célula, purificando e desaguando como uma cascata de amor em seu templo sagrado.

Vento, fogo, terra e água. Essas, as vozes que permeadas pelo amor do Grande Mistério, direcionam o coração do aprendiz que busca ser um homem de cura, assim como direcionam o delicado e nobre beija-flor que voa em seus pensamentos.

Neste “caminho vermelho” deixe a consciência expandir e o seu horizonte ampliar sabiamente.



A águia lhe dará a visão...

O búfalo estará em sua alma...

O lobo lhe guiará... 

O urso curará seu coração...

Acredite que tudo poderá mudar e saiba que tudo você poderá alcançar! É só querer e confiar na sua divina luz.

Manitu* está com você nesta grande “Roda de Cura”, chamada: VIDA!

O Pai Primeiro te alimenta com “Seu” infinito amor e este néctar divino te possibilita superar as provas necessárias e alcançar tudo aquilo que o seu coração verdadeiramente deseja.

A floresta iluminada está dentro de você. Ela te espera, descanse em sua suave relva, saboreie o doce sabor dos frutos de luz, sinta o abraço espiritual do povo em pé, pegue as folhas de poder e de luz para ampliar a sua visão...

Querido aprendiz cósmico, faça de sua estadia nesta vida uma grande mandala de realização!

Trilhar este caminho tão rico e sagrado, me remete a honrar e abençoar todas as minhas relações. “Mitakuye Oyasin”

Assim falei: Hoo!



* Manitu: designação que os índios algonquinos, dos EUA, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades; O Grande Mistério.

sábado, 1 de novembro de 2014

O Caminho do Amor


O Caminho do Amor

O verdadeiro sentido do amor vai muito além da posse, do apego, do rancor, da culpa e de alguns sentimentos que nos confundem quando não olhamos para nós mesmos. 

E sinceramente temos a mania de achar que o amor é algo que se busca,  algo para ser encontrado em alguma esquina. Buscamos o amor nas festas, nos bares, restaurantes e agora também na internet.  Parece ser algo urgente, pois nos ensinaram quem só o amor constrói,  só o amor salva, só o amor traz felicidade.

Há um grande equívoco nessa procura ansiosa, cada vez mais acelerada, cada vez mais esquisita. Amor não é remédio, não existe para curar um mal estar que você mesmo criou dentro de si e que, portanto, só você mesmo pode curar. Portanto, se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará.

Caso o faça, vai frustrar todas as suas expectativas, por que o amor quer ser recebido com saúde e leveza.

O amor não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da baixa alto-estima.

O amor não é tolo, quer ser bem tratado, escolhe as pessoas que, antes de tudo tratam bem de si mesmas.

Ao contrario do que se pensa, ele não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo mais dará certo.

O amor, ao contrário do que pensa os afoitos candidatos a amantes, não tem pressa...  ele espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você. Esta é sua condição inegociável, é pegar ou largar.

Ser feliz é uma necessidade natural da alma e não uma meta traçada e planejada a ser alcançada. Não envolve estratégias, só sensações. A vida sempre acontece quando a gente não está preocupado em explicá-la. Quando perdemos tempo conceituando a vida, estamos deixando-a escapar.

O amor é, portanto, a fragilidade, não a força. É serenidade, água, mansidão... não  tem nada a ver com agito, fogo, procura, apartamentos, piscinas, férias no exterior, passagens, carros e, muito menos, com princesas e príncipes encantados. 

Amar exige coragem, muita coragem, por que é entrega e está todo mundo viciado em trocas e mais trocas - tudo que o amor abomina.

Estamos sempre fazendo algo esperando pela recompensa imediata. Se o desejo não é atendido, a frustração logo aparece, a sensação de abandono se instala, a tristeza vem e com ela perde-se toda e qualquer possibilidade de felicidade.

Muitos são os cobradores, pouquíssimos são os doadores. Daí vem o desequilíbrio, daí vem o desamor que hoje é o maior defeito do homem. 

Somos mendigos de uma coisa que temos em abundância dentro de nós. Ainda não aprendemos que o amor que reivindicamos é o mesmo que precisamos dar, por que tudo começa em nós. 

Estamos sempre esperando que o outro tome a iniciativa.
O mesmo acontece com ele.

E assim o amor agoniza...  sobrevive  da eterna ilusão da busca, da procura, dos encontros mágicos que as novelas ajudam a instalar nas mentes mais desavisadas, quando tudo o que o amor anseia é pela distração, pelo silêncio...  pela dança sem a necessidade da música.

Acredito estar só no início de um longo caminho a ser trilhado, longe de mim  achar que realmente o amor é isso tudo que escrevi, pois esse sentimento só sabe quem sente...mais foi assim que o budismo me ajudou a cada noite mal dormida, a cada decepção, a cada frustração...me levantar e acreditar que amor chega na hora certa...

Através da recitação do "nam myoho rengue kyo" estou conseguindo transformar minha vida, inúmeros são os benefícios materiais mais não cabe nesse momento falar,  já que o benefício maior para mim hoje  é poder amar todos a meu redor independente de qualquer coisa. 

E como diz o nosso mestre Ikeda: "Amar não é quando duas pessoas olham uma para a outra, mas quando olham na mesma direção. O amor libera não encarcera."

Fonte: http://www.estadodebuda.com.br

M. Vinícius Sassone  
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