segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Histórias que as pedras contêm.

HISTÓRIAS QUE AS PEDRAS CONTÊM
É melhor começar a conhecer as pedras antes de usá-las em magia. Familiarizar-se com elas faz com que se possa utilizar seus poderes. Depois de ter-se sintonizado com uma ametista, por exemplo, você desenvolve um "conhecimento mágico" com relação à tal pedra. Trata-se de um verdadeiro instrumento, além de ser uma das três exigências da magia. No início, medite com mais ou menos dez pedras de cada vez, e vá acrescentando outras conforme apareçam em sua vida, como aconteceu comigo em relação à sugilita. Quando precisar celebrar um ritual mágico, você saberá qual pedra usar. Trabalhe com as pedras individualmente. Se estudar o citrino de manhã e mudar para a aventurina à tarde, suas associações com essas pedras não serão tão claras como se dividisse suas sessões em dois dias, deixando tempo para um estudo de maior profundidade com cada uma. Tente repetir as sessões com cada pedra pelo menos duas ou três vezes por dia para uma imersão total. Você pode simplesmente olhar para a pedra várias vezes durante o dia depois de sua harmonização com ela, ou segurá-la por alguns minutos. Para "ouvir" as histórias que as pedras contêm, você pode tentar um método como o que segue abaixo. É feito no melhor sentido xamânico para permitir que a pedra o ensine. O universo está constantemente falando conosco, com todos nós. Lembre-se de ouvir! Limpe a pedra se for necessário. Aí reserve um tempo, talvez meia hora, dependendo de seu desejo de trabalhar com ela.

Encontre um lugar calmo. Pode ser em seu jardim, na sala de visitas quando o resto da família está dormindo, ou num vale sossegado em uma floresta próxima. Mesmo o parque de uma cidade ou o telhado servem. Idealmente, qualquer lugar ao ar livre é preferível, mas faça como puder. Esse é um exercício com pedras dividido em duas fases. Na primeira, utilizamos o subconsciente, a mente consciente profunda. Finalmente, uma parte dela foi chamada ultimamente de "cérebro direito (ou certo)". 
A segunda fase usa a mente intelectual, consciente, socialmente controlada, agora conhecida como "cérebro esquerdo". Acomode-se confortavelmente diante da pedra que você pôs no chão ou numa cadeira à mesa. A pedra deve estar ao alcance das mãos. Feche os olhos e ouça seu próprio mantra, sua respiração. Aquiete sua mente consciente. Respire profunda e ritmicamente. Com os olhos ainda fechados, estenda sua mão receptora (a esquerda para os destros, a direita para os canhotos). Mantendo-a a alguns centímetros do chão, movimente-a delicadamente para frente e para trás. Concentre sua atenção ou percepção na palma dessa mão. Você está procurando pela pedra. Não tente sentir as energias da pedra, simplesmente deixe-se fazer isso. Digamos que eu estivesse trabalhando com um cristal de quartzo. 

Conforme minha mão passa sobre ele, posso sentir uma emanação potente saindo da pedra, como se fosse um ponto quente e pulsante na palma de minha mão. Quando afasto a mão do cristal, a sensação se interrompe. Passando de novo sobre ele, o fluxo de energia se movimenta pela minha palma. Isso pode parecer estranho ou sobrenatural, mas trata-se do uso normal de seus sentidos e é vital em magia. Quando tiver localizado a pedra, pegue-a, usando novamente seus sentidos para determinar sua exata localização. Seus dedos devem envolvê-la totalmente. Se isso não acontecer, tente de novo. Seus olhos ainda estão fechados. Você está usando sua mente sensitiva. Segure a pedra com a mão receptora por alguns instantes. As energias serão mais facilmente detectáveis agora que você está mais perto de sua fonte. O que é que está sentindo? Elas influenciam seu humor? Está mais feliz? Mais calmo? Energizado? Estimulado? Com os olhos ainda fechados, mova devagar a pedra para cima e para baixo, a alguns centímetros de seu corpo, começando na altura da barriga e subindo até o topo da cabeça. Sente alguma coisa de diferente?

Sente a energia da pedra dentro de você, como se fosse um raio morno de sol? Ou um raio fresco do luar? Em seguida, transfira a pedra para sua mão emissora. Sinta-a. Ela é lisa, acetinada, áspera ou estriada? Ondulada ou chanfrada? Ela parece se esmigalhar? É fria ao toque? Quente? Uma vez que a tenha pesquisado com seus dedos, sinta o peso da pedra. É leve? Pesada? Lembre-se disso tudo - todas as impressões, sensações e efeitos emocionais, se houver algum. Abra os olhos e olhe para a pedra. Com todas as informações que você recebeu na mente, estude-a com seus olhos. Naturalmente já a olhou antes, mas nunca com todas essas sensações. Olhe-a fixamente por alguns minutos, como se a visse pela primeira vez. Veja-a com os olhos de um xamã. Penetre-a com sua visão, analise-a, flexione sua mente consciente. Qual é sua forma? Se não foi lapidada, é lisa, um cristal natural, um pedaço rústico de mineral ou uma pedra brunida com camurça e água? Se for um cristal, tem quantas faces? São regulares ou de formas diferentes? Lapidados profundamente ou de leve? Agora focalize a cor da pedra, deixando que ela invada sua consciência. O tom é intenso ou pálido? Brilhante ou escuro? Agradável ou desagradável? Influencia seu humor? Que associações, mágicas ou não, você faz com a cor? A pedra é solidamente opaca, translúcida ou transparente? Deixe que a pedra responda a essas perguntas. Examine-a como se fosse um médico estudando seu paciente. A pedra está falando com você, revelando sua natureza e usos mágicos. Quando sentir que sua concentração está diminuindo, ou está simplesmente ficando entediado (um bom sinal de que a "conversação" está terminada) ou se for interrompido, segure a pedra com as duas mãos, eleve-a para o alto, abaixe-a e pressione-a contra sua barriga. Esse é um simples ritual que define o fim da sessão, usando uma apresentação simbólica da pedra a todas as energias acima e abaixo. 

Agora procure por informações mágicas relativas à pedra nesse livro ou noutros. Veja se estão de acordo com o que descobriu. Se você é do tipo que gosta de registrar as coisas, escreva um resumo da sessão. Anote o nome da pedra, suas energias e suas sensações. Se quiser, use-a por algumas horas durante o dia ou a noite, depois da sua harmonização com ela. Sinta quaisquer mudanças internas enquanto ela está com você. Caso contrário, coloque-a num lugar seguro, talvez em seu altar ou, se não tiver um, em sua bolsinha do poder. (Veja o Glossário para termos desconhecidos usados neste livro.) Sua meditação com a pedra terminou. Repita esse ritual várias vezes ao dia, se achar necessário. Pode ser que apenas uma sessão seja suficiente para processar todas as informações, mas talvez também haja necessidade de várias. Você deve tentar fazer a metade "consciente" desse exercício durante o dia, e a metade "subconsciente" à noite. O nascer do sol ou o crepúsculo são momentos ideais para isso, pois simbolizam a troca da mente sensitiva (noite) pela mente analítica (dia). Se tiver amigos que usem pedras em magia, pergunte-lhes quais suas impressões. Compartilhe as suas se quiser, pois ninguém possui o monopólio desses assuntos, e lembre-se que as opiniões alheias podem ser bem diferentes das suas. 

Claro que isso tudo parece bastante complicado. Afinal, uma pedra não fará seu trabalho mágico sem esse ritual? Talvez. Em certos casos, com certeza. Mas na magia com pedras, os poderes que nós sentimos nos materiais brutos são apenas parte das energias que usamos. As pedras são freqüentemente usadas como pontos focais de poder pessoal, que nós fazemos despertar dentro de nossos corpos. Por meio do ritual injetamos esse poder individual na pedra, que acaba por atuar como uma lente que focaliza e concentra a energia enquanto acrescenta sua própria "transmissão". A energia é então enviada para a meta mágica. 
Nosso conhecimento profundo das pedras, de suas formas, cores e poderes cria uma relação mais firme com elas, permitindo uma projeção mais segura e forte de energia. Talvez a magia com pedras funcione sem a familiaridade do mago com os instrumentos. Porém, como a prática e o desejo podem transformar um entalhador de madeira num escultor, assim também sessões como essas determinam a eficácia da magia do praticante. Omiti-las é perder metade da magia.

Texto extraído do Livro: Enciclopédia de Cristais - Scott Cunningham - capitulo 

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