quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Remédios e Tratamentos Ayurvédicos.

''A palavra Ayurveda é composta de dois termos, Ayush que significa vida e Veda que significa conhecimento ou ciência. Portanto, etimologicamente, Ayurveda significa a ciência da vida ou Biologia. Além da medicina, vários outros aspectos da vida são abordados pela Ayurveda. Sob uma perspectiva mais ampla, inclui a saúde e o tratamento das doenças dos animais e também das plantas. Assim, na Índia antiga, havia matérias especializadas como Ashva Ayurveda (para o tratamento dos cavalos), Gaja Ayurveda (para o tratamento de bois) e Vriksha Ayurveda (para o tratamento das doenças das plantas). Tratados sobre estas ciências foram escritos por eminentes estudiosos como Nakula, Shalihotra e Parashara.
O Ayurveda fornece procedimentos racionais de tratamento para muitas doenças que são consideradas crônicas e incuráveis por outros sistemas de medicina. Simultaneamente, enfatiza a manutenção da saúde positiva de um indivíduo. Isto auxilia tanto na prevenção quanto na cura das doenças. A Ayurveda estuda também a natureza básica do ser humano, e as necessidades naturais como a fome, a sede, o sono, o sexo, etc., e fornece medidas para a adoção de um modo de vida disciplinado e livre das doenças.
A prática da Ayurveda caiu em desuso após as repetidas invasões que aconteceram na Índia. Os trabalhos originais foram destruídos, e os charlatões prosperaram, introduzindo modificações não autorizadas no sistema.
No final do século XIX e início do século XX, as pessoas começaram a pensar no desenvolvimento da Ayurveda. Este pensamento ganhou ímpeto com o movimento swadeshi. Muitos comitês de especialistas foram constituídos pelo Governo para investigar os problemas desta ciência e sugerir medidas para resolvê-los. Após a independência, o Governo nacional mostrou profundo interesse em colocar os negócios da Ayurveda em linhas científicas e desenvolvê-lo de forma que muitas universidades, consultórios, hospitais e farmácias ayurvédicas foram estabelecidas em diferentes partes do país.
Este manual fornece uma análise geral da teoria e prática da Ayurveda. Direcionado para a família, a ênfase deste trabalho é para o tratamento geral das doenças comuns que pode ser administrado em casa. A parte teórica deste livro é, portanto, breve e não técnica. Tenho profunda esperança de que os leitores achem esta publicação útil em seu dia-a-dia.''
Dr. Bhagwan Dash
New Delhi, Índia

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA AYURVEDA
O corpo humano, de acordo com a Ayurveda, é composto de três elementos fundamentais denominados doshas, dhatus e malas. Os doshas governam as atividades fisiológicas e físico- químicas do corpo. Os dhatus entram na formação da estrutura básica de cada célula do corpo, realizando através disso, algumas ações específicas. Os malas constituem substâncias que são parcialmente utilizadas pelo corpo e parcialmente excretadas de uma forma modificada depois de exercerem suas funções fisiológicas. Estes três elementos estão em um equilíbrio dinâmico uns com os outros para promover a manutenção da saúde. Qualquer desequilíbrio ou predominância de um deles resulta em doença ou sofrimento.

Pancha Mahabhutas
O homem possui cinco sentidos e através destes sentidos ele percebe o mundo exterior de cinco maneiras diferentes. Os órgãos dos sentidos são os ouvidos, a pele, os olhos, a língua e o nariz. Através destes órgãos sensoriais, o objeto externo não é apenas percebido, mas também absorvido para dentro do corpo humano na forma de energia. Eles são a base na qual todo o universo está dividido, agrupado ou classificado, de cinco maneiras diferentes, sendo conhecidos como os cinco Mahabhutas¹. São denominados Akasa (céu), Vayu (ar), Agni (fogo), Jala (água) e Prithvi (terra). Os equivalentes em língua Ocidental, no entanto, não possuem a conotação correta e a totalidade das implicações destes termos. Por exemplo, a água comum não contém apenas jala mahabhuta, mas é composta de todos os cinco mahabhutas. É a força de coesão ou o poder de atração que é inerente em jala ou na água, sendo esta a principal característica de jala mahabhuta. Da mesma forma, o ar não é apenas vayu mahabhuta, mas contém os elementos que pertencem aos demais mahabhutas também. Por exemplo, o oxigênio estará mais próximo de agni mahabhuta e o hidrogênio, mais próximo de jala mahabhuta.
A física e a química modernas dividem a matéria disponível no universo em alguns elementos básicos. Estes elementos diferem uns dos outros em certos aspectos. Todos estes elementos podem ser classificados em cinco categorias de mahabhutas. Por outro lado, cada átomo possui os aspectos característicos de todos os cinco mahabhutas. Os elétrons, pósitrons, nêutrons, etc. presentes dentro dos átomos, representam prithvi mahabhuta. A força ou coesão que os mantém atraídos entre si é um atributo característico de jala mahabhuta. A energia produzida no interior do átomo quando este é rompido e a energia que permanece latente, na forma integral, representam atributos de agni mahabhuta. A força de movimento dos elétrons representa o aspecto característico de vayu mahabhuta e o espaço no qual se movem é o atributo primário de akasha mahabhuta.
Diferentes escolas de filosofia tentaram explicar a teoria dos Pancha Mahabhutas de diferentes maneiras. Enquanto algumas explicações são basicamente as mesmas, outras são amplamente diferentes. No entanto, todas as escolas de filosofia teológica possuem um fundamento comum em sua crença na criação do universo através dos Pancha Mahabhutas. Entre as demais escolas de filosofia, algumas, como a de Charvaka, não acreditam na existência do quinto mahabhuta, ou seja, akasha, porque não é perceptível ao sentido da visão comum. No entanto, a Ayurveda é muito clara sobre este assunto e baseia-se na teoria do Pancha Mahabhuta.
De acordo com a Ayurveda, o corpo de um indivíduo é composto de cinco mahabhutas. Da mesma forma, nas outras formas materiais também existem cinco mahabhutas. No corpo humano, estes cinco mahabhutas estão representados na forma dos doshas, dhatus e malas. Fora do corpo, eles formam os ingredientes básicos das drogas e dos alimentos. Os atributos característicos dos cinco mahabhutas são explicados em termos dos sabores ou rasa, das qualidades ou gunas, das potências ou viryas e dos sabores que se manifestam após a digestão e o metabolismo da substância, ou vipaka.
No corpo normal de um ser vivo, estas substâncias permanecem em uma determinada proporção. Entretanto, por causa da ação enzimática no interior do corpo humano, esta razão entre os cinco mahabhutas, ou o seu equilíbrio, torna-se alterado. O corpo, no entanto, possui a tendência natural de manter o equilíbrio. Desta forma, ele elimina alguns dos mahabhutas que estão em excesso e absorve outros mahabhutas que estejam deficientes. Este déficit de mahabhutas é preenchido com os ingredientes que compõem os alimentos, as bebidas, o ar, o calor, a luz do sol, etc. O processo pelo qual os Pancha mahabhutas exógenos são convertidos em Pancha mahabhutas endógenos será discutido em um estágio posterior.
Mesmo durante o processo da morte, estes cinco bhutas representam um papel muito importante. Eles podem ser separados em duas formas diferentes denominadas, literalmente, de forma grosseira e forma sutil. As cinco categorias de mahabhutas sutis no interior do corpo impregnam os cinco sentidos por cinco vezes e, então, eles se separam destes cinco sentidos, ocorrendo assim a morte. O corpo morto perde os cinco sentidos e torna-se composto, portanto, apenas dos cinco mahabhutas grosseiros.

O conceito dos Tridoshas
Como descrito anteriormente, no interior do corpo existem três doshas que governam as atividades físico-químicas e fisiológicas. Estes três doshas são denominados vayu, pitta e kapha. Os equivalentes mais próximos a estes termos em língua Ocidental são ar, bile e fleuma.
Todos os constituintes do corpo são derivados dos cinco mahabhutas. Portanto, os doshas também são compostos de cinco mahabhutas. Todos os doshas possuem todos os cinco mahabhutas em sua composição. O dosha vayu é dominado pelos mahabhutas akasha (espaço) e vayu (ar). No dosha pitta predominam o mahabhuta agni (fogo) e no dosha kapha predominam os mahabhutas jala (água) e prithvi (terra).
A doutrina dos doshas representam um importante papel na Ayurveda considerando que eles formam a base para a manutenção da saúde positiva e para o diagnóstico, assim como para o tratamento das doenças. Uma correta apreciação desta doutrina é, portanto, essencial para a adequada compreensão e avaliação da teoria e prática da Ayurveda. Quando estão em seu estado natural, sustentam o corpo e qualquer distúrbio em seu equilíbrio resulta em doença e sofrimento. Estes três doshas penetram em todo o corpo. Há, no entanto, alguns elementos ou órgãos do corpo nos quais eles estão primariamente localizados. Por exemplo, a bexiga, os intestinos, a região pélvica, as coxas, pernas e ossos são primariamente sítios de vayu. Os sítios primários de pitta são a linfa, o suor, o sangue e o estômago. Da mesma forma, os sítios primários de kapha são o tórax, a cabeça, o pescoço, as articulações, a porção superior do estômago e o tecido adiposo. Cada um destes três doshas são novamente divididos em cinco tipos. Estas cinco divisões representam apenas cinco diferentes aspectos dos mesmos doshas e deve ficar claro que não constituem cinco diferentes entidades no corpo.
As localizações e as funções destas divisões de vayu, pitta e kapha são fornecidas na tabela abaixo.



Pode-se observar através da apresentação acima que os doshas e suas divisões estão localizados em quase todos os órgãos vitais do corpo e regulam todas as funções do corpo e da mente.
Durante as diferentes estações do ano, estes doshas passam por certas mudanças. Por exemplo, vayu torna-se desequilibrado no final do verão. Pitta torna-se desequilibrado durante o outono e kapha tende a se desequilibrar durante a primavera. Se determinadas precauções não forem tomadas durante estas estações a pessoa expõe-se a certas doenças causadas por estes doshas. As precauções a serem tomadas nestas estações serão descritas posteriormente. Nos textos clássicos do Ayurveda, sugere-se que para promover a saúde positiva e prevenir a ocorrência de doenças, a pessoa deve submeter-se a um enema medicinal no final do verão, a uma purgação durante o outono e a uma terapia emética durante a primavera.

Conceito de Sapta Dathu
Os elementos teciduais básicos do corpo são conhecidos como dhatus na Ayurveda. O termo dhatu significa, etmologicamente, aquele que ajuda o corpo ou que entra na formação da estrutura básica do corpo como um todo. Os dhatus são sete e estão relacionados a seguir:
1. Rasa ou quilo, inclui a linfa.
2. Rakta ou a fração hemoglobínica do sangue.
3. Mamsa ou tecido muscular.
4. Medas ou tecido adiposo.
5. Asthi ou tecido ósseo.
6. Majja ou medula óssea
7. Sukra ou tecido regenerativo, esperma no homem e óvulo na mulher.
Estes sete dhatus são compostos dos cinco mahabhutas.
- Prithvi mahabhuta (terra) predomina nos tecidos muscular e adiposo.
- Jala mahabhuta (água) predomina na linfa e no quilo.
- Tejas mahabhuta (fogo) constitui a fração hemoglobínica do sangue.
- Vayu mahabhuta (ar) compõe o osso.
- Akasha mahabhuta (espaço) compõe os poros no interior do osso.

Deve estar claro, no entanto, que todos os sete dhatus são compostos de todos os cinco mahabhutas e apenas os mahabhutas predominantes foram descritos acima. Estes dhatus permanecem no interior do corpo humano em uma proporção particular, e qualquer alteração em seu equilíbrio leva à doença e ao sofrimento.

Conceito de Mala
As fezes, a urina e o suor são três importantes malas reconhecidos na Ayurveda. São produtos residuais do corpo e sua eliminação apropriada é essencial para a manutenção da saúde do indivíduo. Afirma-se que as fezes são compostas apenas de resíduos da alimentação ingerida pelo indivíduo, mas, na verdade, elas contém substâncias que são eliminadas dos tecidos celulares do corpo. A evacuação adequada é, portanto, essencial para a manutenção dos tecidos em seu estado de saúde perfeita. Se houver eliminação inadequada, as doenças ocorrem não apenas no trato gastrointestinal, mas também em outras partes do corpo. Nas doenças como a lombalgia, o reumatismo, a ciatalgia e a paralisia, e mesmo bronquite e asma, as precauções para assegurar uma adequada eliminação das fezes são essenciais antes de se iniciar qualquer tratamento ayurvedico. Se não for adequadamente evacuado, este mala fornece um ambiente propício para o crescimento de diferentes tipos de microrganismos intestinais e isto, às vezes, afeta o crescimento de algumas bactérias amigáveis no cólon que auxiliam na síntese de substâncias úteis ao corpo.
A urina é outro produto residual através da qual muitos resíduos corporais são eliminados. Mesmo que a pessoa com excesso de micções seja considerada doente, na Ayurveda aconselha-se que uma quantidade adequada de água deva ser ingerida, tanto no verão como no inverno, de forma que ocorram no mínimo seis micções durante do período diurno. A sudorese é essencial para a manutenção da saúde da pele. Exercícios apropriados, terapias como fomentação e certas drogas ajudam o organismo a transpirar e através da transpiração uma grande quantidade de produtos residuais é eliminada do corpo.
Normalmente, as fezes, a urina e a sudorese possuem cheiro desagradável. Mas, eventualmente, o odor torna-se intolerável e o indivíduo precisa tomar certos medicamentos para corrigir este mau cheiro.

Srotas ou Canais de Circulação
O corpo inteiro é composto de muitos tipos de canais de circulação através dos quais os elementos teciduais básicos, os doshas e alguns produtos residuais circulam ou se movem de um local para o outro constantemente e continuamente. Para o adequado funcionamento do organismo, é necessário que estes canais permaneçam perfeitos e que o processo de circulação continue ininterruptamente. Uma das mais importantes funções destes canais é transportar os produtos dos alimentos do trato gastrointestinal e torná-los disponíveis aos elementos teciduais básicos, ajudando em sua nutrição. Em resumo, incluem todos os grandes canais do corpo como o trato gastrointestinal, as artérias, os vasos linfáticos e o trato gênito-urinário, que são macroscópicos, até os minúsculos capilares que são microscópicos.
A Ayurveda reconhece 13 canais no corpo humano. Estes srotas ou canais de circulação representam um importante papel no advento da doença. Se o movimento ou a circulação nestes canais é interrompida ou bloqueada por fatores internos ou externos, isto resulta no acúmulo das substâncias que estão sendo transportadas naquele canal em particular e o metabolismo no tecido é afetado, dando origem, portanto, a produtos imaturos ou não metabolizados. Estes produtos incompletamente metabolizados não se acumulam apenas no local, mas podem circular através de todo o corpo sendo desviados para outros canais que ainda estejam funcionando. Estas substâncias bloqueiam as atividades daqueles canais, resultando na manifestação de uma doença. Para conservar os canais em perfeito estado ou em condições adequadas de funcionamento, muitas prescrições e proibições são apresentadas nos textos ayurvedicos. Algumas destas recomendações dizem respeito ao horário das refeições, à eliminação das fezes, ao atendimento das necessidades naturais do corpo e aos exercícios físicos. 

Digestão e Metabolismo
O alimento que vem do mundo externo ao corpo deve ser triturado, absorvido e assimilado. Uma substância heterogênea deve ser transformada em homogênea. Os fatores responsáveis por estas atividades no corpo são conhecidos como agnis. Eles representam os vários tipos de enzimas que atuam no trato gastrointestinal, no fígado e nos tecidos celulares. Quando os doshas do corpo estão em um estado de equilíbrio, estes agnis ou enzimas funcionam normalmente. No entanto, quando há qualquer distúrbio neste equilíbrio, ocorre um bloqueio nas funções destes agnis.
Os quatro estados dos agnis estão resumidos abaixo:




O conceito de agni na Ayurveda, que se refere a múltiplas funções relacionadas com pitta, é prontamente compreensível. Inclui não apenas os agentes químicos responsáveis pelo aharapachana no kashtha (corresponde à digestão gastrointestinal), que leva à separação do sarabhaga (fração nutritiva) do ahara (alimento) de seu kittabhaga (resíduo não digerível do alimento), mas também por eventos metabólicos – síntese de energia e manutenção do metabolismo. Além disso, compreende os processos de foto e quimiossíntese. Pachaka pitta, conhecido às vezes como jatharagni, koshthagni, antaragni, pachakagni e dehagni, quando localizado em seu próprio sítio, em uma área entre amashaya e pakvashaya, participa diretamente na digestão do alimento e ao mesmo tempo dá suporte e incrementa a função dos demais pittas presentes em outros lugares do corpo, ou seja, ranjaka (fígado, baço e estômago), sadhaka (coração), alochaka (olhos) e bhrajaka (pele). Acredita-se que pachaka pitta contribua com metade de sua totalidade para a ação dos sete dhatvagnis (enzimas localizadas nos elementos teciduais), e sustenta e eleva a função destes últimos.

Diferentes tipos de Agnis:
1 Tipo de Jatharagni
5 Tipos de Bhutagnis e
7 Tipos de Dhatvagnis.

O Jatharagni refere-se ao fenômeno da digestão gastrointestinal.
Os Bhutagnis auxiliam na transformação dos Mahabhutas externos em Mahabhutas internos. A função dos Bhutagnis é tornar homólogos os Mahabhutas exógenos. Os dhatvagnis ou enzimas estão localizados nos tecidos do corpo. Eles auxiliam na assimilação e na transformação do material nutriente recebido depois da transformação pelos Bhutagnis em substâncias homólogas aos elementos teciduais.
A Ayurveda coloca muita ênfase em todos estes agnis de forma que todos são tratados como sinônimos de corpo físico. Antes de iniciar um tratamento para qualquer doença, os problemas com estes agnis são localizados e esforços são despendidos para corrigi-los. A maioria dos medicamentos utilizados na Ayurveda contém substâncias que estimulam o funcionamento destas enzimas em diferentes níveis. Algumas terapias de eliminação são também prescritas na Ayurveda tendo em vista a limpeza dos canais de circulação e a remoção dos produtos residuais neles acumulados. Este procedimento ajuda no adequado funcionamento dos agnis.
Na infância, o estado dos agnis é moderado e com a idade o poder dos agnis aumenta, resultando em melhor digestão e metabolismo. Isto auxilia no processo de crescimento do corpo. Após os 40 anos, o poder dos agnis permanece estável até que o indivíduo alcance os 60. Após os 60, seu poder declina. Os tecidos contribuem com metade de sua totalidade para a ação dos sete dhatvagnis (enzimas localizadas nos elementos teciduais), e sustenta e eleva a função destes últimos. Os tecidos corporais não conseguem nutrição adequada, reduzem-se em número, tamanho e qualidade. Isto dá origem ao processo de envelhecimento.
Quando o indivíduo morre, o funcionamento das enzimas se interrompe. Através da Terapia de rejuvenescimento dirige-se o procedimento para rejuvenescer e revitalizar estas enzimas de forma que elas possam manter ou aumentar suas atividades. Isto ajudará a prevenir o envelhecimento e as doenças associadas ao mesmo.
Os alimentos que ingerimos se convertem em diferentes elementos teciduais e para todos estes tecidos há um tempo necessário para esta conversão. Este tempo de conversão dos alimentos em um tipo particular de tecido pode ser alterado através do uso de alguns medicamentos. Por exemplo, se o agni ou as enzimas forem estimuladas através de certas ações, os afrodisíacos ou estimulantes sexuais aumentam a produção de esperma e óvulo a partir dos ingredientes dos alimentos.
A doença é causada pela obstrução dos canais de circulação. A obstrução é causada pelo acúmulo de produtos residuais. Estes produtos residuais ou material não digerido (na Ayurveda diz-se também material não cozido pelas enzimas digestivas) podem ser convertidos ou eliminados se os agnis ou enzimas responsáveis aí localizadas são estimulados. Esta é a função da maioria dos medicamentos ayurvedicos e esta é maneira como as doenças são controladas e curadas.

Texto extraído do Livro: Remédios e Tratamento de Doenças comuns pela Ayurveda. - 
Dr. Bhagwan Dash, Ph.D. - paginas 8 ao 25. Direitos Reservados.

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