sábado, 12 de dezembro de 2015

Livro: Os 4 Compromissos - O PRIMEIRO COMPROMISSO

O PRIMEIRO COMPROMISSO
Seja impecável com sua palavra
O primeiro compromisso é o mais importante e também o mais difícil de cumprir. É tão importante que apenas com esse primeiro compromisso você será capaz de transcender ao nível de existência que chamo de céu na Terra.
O primeiro compromisso é ser impecável com sua palavra.
Parece simples, mas é extremamente poderoso. Por que sua palavra? A palavra é o poder que você tem de criar. Sua palavra é o dom que vem diretamente de Deus. O Livro do Genesis, na Bíblia, falando da criação do universo, diz: No início havia o Verbo, e o Verbo era com Deus, e o Verbo era Deus". Mediante a palavra você expressa seu poder criativo. É por meio da palavra que você manifesta tudo. Independentemente de qual língua você fale, sua intenção se manifesta por intermédio da palavra. O que você sonha,o que você sente e o que você realmente é será manifestado mediante a palavra.
A palavra não é apenas um som ou um símbolo escrito. A palavra é força; é o poder que você possui de expressar-se e comunicar-se, de pensar, e, portanto, de criar os eventos em sua vida. Você pode falar. Que outro animal no planeta pode falar? A palavra é a mais poderosa ferramenta que você possui como ser humano; é a ferramenta da magia. Porém, como uma espada de dois gumes,sua palavra pode criar o sonho mais belo ou destruir tudo ao seu redor. Uma das lâminas é o mau uso da palavra, que cria um verdadeiro inferno. A outra lâmina é a impecabilidade da palavra, que apenas cria beleza, amor e o céu na Terra. Dependendo de como é usada, a palavra pode libertar você ou pode escravizá-lo mais do que imagina.Toda a magia que você possui está baseada em sua palavra: Sua palavra é magia pura, e o mau uso dela e magia negra.
A palavra é tão poderosa que uma única pode mudar ou destruir as vidas de milhões de pessoas. Alguns anos atrás, um homem, na Alemanha, pelo uso da palavra, manipulou todo um país formado de pessoas inteligentes. Ele as conduziu a uma guerra mundial usando apenas o poder de sua palavra. Convenceu os outros a cometerem os piores atos de violência. Ativou ou o medo das pessoas com a palavra e, como uma grande explosão em cadeia, aconteceram assassinatos e guerra pelo mundo inteiro. Pelo mundo afora, seres humanos destruíram outros seres humanos porque tinham medo uns dos outros. A palavra de Hitler, baseada em crenças e compromissos gerados pelo medo, será lembrada por muitos séculos.
A mente humana é como um terreno fértil onde sementes estão sendo plantadas continuamente.As sementes são opiniões, idéias e conceitos.Você planta uma semente,e a mente humana é tão fértil! O único problema é que,freqüentemente,também é fértil para as sementes do medo. A mente do ser humano é fértil, mas apenas para as sementes para as quais é preparada. O que é importante é saber para que tipo de semente nossa mente é fértil, e então prepará-la para receber as sementes do amor.
Vamos tomar o exemplo de Hitler: ele enviou todas aquelas sementes de medo e elas germinaram e conseguiram provocar destruição em massa. Percebendo o enorme poder da palavra, precisamos compreender que tipo de poder sai de nossas bocas. Um temor ou duvida plantados em nossas mentes pode gerar um drama infinito de eventos. A palavra é como um encantamento, e os seres humanos usam a palavra como feiticeiros, colocando impensadamente encantamentos uns nos outros.
Cada ser humano é um mágico, e podemos colocar alguém sob encantamento com nossas palavras ou libertar alguém de um encantamento. Lançamos encantamentos a todo instante com nossas opiniões. Um exemplo: vejo um amigo e lhe dou uma opinião que acabou de passar por minha mente. Digo: "Hum ... estou vendo no seu rosto aquela cor dos que vão ter câncer". Se ele me ouvir e concordar irá desenvolver câncer em menos de um ano. Esse é o poder da palavra.
Durante nossa domesticação, nossos pais e irmãos deram suas opiniões sobre nós sem ao menos pensar. Acreditamos nessas opiniões e vivemos com medo dessas opiniões, como não ser bom em natação, ou no esporte, ou em escrever. Alguém dá sua opinião e diz: "Veja, aquela menina é feia!” A menina escuta, acredita que é feia e cresce com a idéia de que é feia.
Não importa quão bonita ela seja; enquanto mantiver esse compromisso consigo mesma, irá acreditar que é feia. Esse é o encantamento que a atinge.
Ao captar nossa atenção,a palavra pode entrar em nossa mente e alterar todo um conceito para melhor ou para pior. Outro exemplo: você pode e acreditar que é estúpido e por ter acreditado nisso até onde vai sua lembrança. Esse compromisso pode ser capcioso, levando você a fazer muitas coisas para provar que é estúpido. Você pode dizer a si mesmo: "Gostaria de ser esperto, mas devo ser estúpido ou não teria feito aquilo". A mente vai em centenas de direções diferente e poderíamos passar dias tendo a atenção atraída apenas por aquela crença, em sua própria estupidez. Então, um dia alguém prende sua atenção e, usando a palavra, diz que você não é estúpido. Você acredita no que aquela pessoa está dizendo e faz um novo compromisso. Como resultado disso, você não se sente nem age mais como estúpido.Um encantamento inteiro é quebrado apenas pelos poderes do mundo. De forma análoga.se você acredita ser estúpido e alguém prende sua atenção e diz: "É verdade, você é a pessoa mais estúpida que eu já conheci", o acordo será reforçado e vai se tomar ainda mais forte. Agora vamos examinar o significado da palavra impecabilidade. Impecabilidade quer dizer "sem pecado".Impecável vem do latim peccatu, que significa "pecado". O prefixo im é igual a "sem"; portanto, impecável é "sem pecado", As religiões falam sobre pecado e pecadores, mas vamos compreender o que realmente significa pecar.
Um pecado é uma coisa que você faz e que vai contra você mesmo, Tudo o que sente, em que acredita ou diz que vai contra você mesmo é um pecado. Você vai contra você mesmo quando se julga ou se culpa por alguma coisa. Estar sem pecado significa exatamente o oposto, Ser impecável não é ir contra a sua natureza. Quando você é impecável assume responsabilidade por seus atos, mas não julga nem culpa a si mesmo.
Desse ponto de vista, todo o conceito de pecado muda de alguma coisa moral ou religiosa para algo pertencente ao senso comum. O pecado começa com a rejeição de você mesmo, Auto-rejeição é o maior de todos os pecados que você pode cometer. Em termos religiosos, a auto-rejeição é um "pecado mortal", que leva à morte. Impecabilidade, por outro lado, leva à vida.
Ser impecável com sua palavra é não usá-la contra você mesmo. Se eu o vir na rua e o chamar de estúpido, parece que estou usando a palavra contra você. Na realidade, estou usando minha palavra contra mim mesmo, pois você vai me odiar por isso, e o seu ódio não é bom para mim. Portanto, se eu ficar zangado e com minha palavra mandar todo o veneno emocional para você, estou usando minha palavra contra mim. Se amo a mim mesmo, irei expressar esse amor em minha interação com você, e então serei impecável com a palavra, porque aquela ação irá produzir uma reação análoga. Se eu amo você, então você irá me amar.
Se eu insultá-lo, você irá me insultar. Se eu demonstrar gratidão por você, você terá gratidão por mim. Se eu for egoísta com você, você será egoísta comigo. Se eu usar a palavra para colocar um encantamento em você, você irá colocar um encantamento em mim.
Ser impecável com a própria palavra é o emprego correto de sua energia; significa usar sua energia na direção da verdade e do amor por você. Se você fizer um compromisso com você mesmo de ser impecável com sua palavra, com apenas essa intenção a verdade irá se manifestar por seu intermédio e limpar todo o veneno emocional que existe em seu interior.
Mas firmar esse compromisso é difícil porque aprendemos a fazer exatamente o oposto. Temos aprendido a mentir como hábito de comunicação com os outros, e, mais importante, conosco. Não somos impecáveis com a palavra.
O poder da palavra é usado de forma completamente errada no inferno. Usamos a palavra para amaldiçoar, culpar, encontrar remorso, destruir. Claro, podemos usar no sentido correto, mas não com muita freqüência. Na maior parte do tempo usamos a palavra para espalhar nosso veneno pessoal - para expressar raiva, ciúme, inveja e ódio. A palavra é magia pura - o presente mais poderoso que temos como seres humanos - e a usamos contra nós mesmos. Planejamos vingança. Criamos o caos no mundo. Usamos a palavra para criar ódio entre raças diferentes, entre pessoas diferentes, entre familias, entre nações. Fazemos mau uso da
palavra com muita freqüência, e esse mau uso é nossa forma de criar e
perpetuar o sonho do inferno. O mau uso da palavra é como empurramos
uns aos outros para baixo e nos mantemos em estado de medo e dúvida.
Como a palavra é a mágica que os seres humanos possuem e o mau uso
da palavra é magia negra, estamos o tempo todo usando magia negra
sem saber que nossa palavra produz magia.
Havia uma mulher, por exemplo, que era inteligente e tinha um ótimo
coração. Ela possuía uma filha a quem adorava e amava muito. Uma noite
ela voltou para casa depois de um dia mim no trabalho, cansada, cheia de
tensão emocional e com uma terrível dor de cabeça. Ela queria paz e
sossego, mas sua filha estava cantando e pulando alegremente. A filha
estava inconsciente de como a mãe se sentia, encontram-se em seu
próprio mundo, em seu próprio sonho. A menina sentia-se maravilhosa,
saltava e cantava cada vez mais alto, expressando sua alegria e seu amor.
Cantava tão alto que piorava a dor de cabeça de sua mãe, e num
determinado momento a mãe perdeu o controle. Irritada, olhou para a
menina e disse: "Cale a boca! Você tem uma voz horrível. Não pode ficar
quieta?".
A verdade é que, naquele momento, a tolerância da mãe para qualquer
coisa era nula. Mas a filha acreditou no que a mãe disse, e naquele
instante fez um compromisso consigo mesma. Depois disso, não cantou
mais, porque acreditava que a própria voz era feia e iria incomodar
qualquer um que a ouvisse. Mostrou-se tímida na escola e, quando lhe
pediam que cantasse, ela recusava. Até mesmo falar com os outros
tomou-se difícil para ela. Tudo mudou nessa menina por causa do novo
compromisso: ela acreditava dever suprimir suas emoções para ser aceita e
amada.
Sempre que escutamos uma opinião e acreditamos nela, fazemos um
compromisso que se torna parte do nosso sistema de crenças.
Quantas vezes fazemos isso com nossos próprios filhos?
Damos a eles esse tipo de opinião, e nossos filhos carregarão essa magia
negra por anos e anos a fio. As pessoas que nos amam fazem magia negra
conosco, mas não se dão conta. Por isso precisamos perdoá-las; não
sabem o que fizeram.
Outro exemplo: você acorda de manhã sentindo-se muito feliz. Sente-se
tão bem que permanece por uma ou duas horas em frente ao espelho,
embelezando-se. Bem, um de seus melhores amigos diz: "O que aconteceu com você? Está horrivel!. Olhe só esse vestido que está usando; é ridículo".
Pronto, isso é o suficiente para colocar você a caminho do inferno. Talvez
seu amigo só tenha dito isso para magoar ,você. E conseguiu. Emitiu a
opinião com todo o poder da palavra dele como apoio. Se você aceita a
opinião, ela se torna um compromisso e você coloca todo o seu poder
nessa opinião. Essa opinião se torna magia negra.
Esses tipos de encantamento são difíceis de quebrar. A única coisa que
pode quebrar um encantamento é fazer novo compromisso baseado na
verdade. A verdade é a parte mais importante de ser impecável com sua
palavra. Por um lado do fio da espada estão as mentiras, que criam
magia negra, e do outro está a verdade, que possui o poder de quebrar o
encantamento da magia negra. Apenas a verdade pode nos libertar.
Observando as reações diárias dos seres humanos, imagine quantas
vezes atiramos encantamentos uns nos outros com nossa palavra. Com o
tempo, essa interação se toma a pior forma de magia negra, e a
chamamos de mexerico ou fofoca.
Fofocar é praticar magia negra em seu pior aspecto, porque é puro
veneno. Aprendemos como fofocar firmando um compromisso. Quando
éramos crianças, escutávamos os adultos ao nosso redor mexericando o
tempo todo, dando abertamente suas opiniões sobre outras pessoas. Eles
chegavam até a emitir opiniões sobre pessoas que não conheciam. O
veneno emocional era transferido com as opiniões e aprendíamos que
essa era uma forma normal de comunicar-se.
Mexericar tornou-se a forma principal de comunicação na sociedade
humana. Tomou-se a forma de nos aproximar uns dos outros, porque
nos faz sentir melhor ao ver que outros se sentem tão mal quanto nós.
Existe uma antiga expressão que diz: “A miséria gosta de companhia”, e
as pessoas que sofrem no inferno não querem ficar sozinhas. O medo e o
sofrimento são uma parte importante no drama do planeta;são a maneira
de o sonho do planeta nos manter abaixados.
Fazendo a analogia da mente humana com o computador, as fofocas
poderiam ser comparadas aos vírus. Um vírus de computador é um
programa escrito na mesma linguagem que todos os outros códigos de
programas, porém carrega uma intenção danosa. Esse código é
introduzido no interior do programa do seu computador quando você
menos espera, e sem o seu conhecimento. Depois que esse código foi
introduzido, seu computador não funciona direito, ou simplesmente não
funciona porque os códigos se confundem tanto com as mensagens
conflitantes que param de produzir os resultados esperados.
As fofocas humanas funcionam exatamente da mesma forma. Por
exemplo, você está começando uma nova aula com um professor, e
aguarda isso há muito tempo. No primeiro dia de aula, você se encontra
com alguém que já cursou aquela matéria, que lhe diz :”Ah, aquele professor é um sujeito pernóstico. Ele não faz idéia sobre o que está
falando e, cuidado já ouvi dizer que é tarado!".Você imediatamente se
impressiona com aquelas palavras e com o código emocional da pessoa
quando disse isso, mas não está consciente das motivações dela para lhe
dizer aquilo. Essa pessoa poderia estar irritada por não ter conseguido
passar, ou simplesmente fazendo uma suposição baseada em medo e
preconceito; mas como você aprendeu a ingerir informações como uma
criança, alguma parte do seu ser acredita na fofoca e você vai assistir à
aula.
Enquanto o professor fala, você sente o veneno se formando em seu
espírito e não percebe que está vendo o professor através dos olhos da
pessoa que fez a fofoca. Então você começa a falar para as outras
pessoas na classe da mesma forma: um pernóstico e tarado. Você odeia a
aula, e logo decide desistir. Culpa o professor, mas a verdadeira culpada é
a fofoca. Toda essa confusão pode ser causada por um único vírus de
computador. Um pequeno trecho de desinformação pode interromper a
comunicação entre pessoas, infectando cada indivíduo, que passa a
contagiar outros. Imagine que cada vez que os outros fofocam com você,
inserem um vírus de computador em sua mente, fazendo com que pense
menos claramente. Depois imagine que, num esforço para limpar a própria
confusão e conseguir alívio do veneno, você fofoca e espalha esses vírus para
mais alguém.
Agora, imagine esse padrão caminhando numa corrente infinita entre todos os
seres humanos da Terra. O resultado é um mundo cheio de pessoas que
podem apenas receber informações através dos circuitos entupidos com um
vírus contagioso e venenoso. Uma vez mais, esse vírus venenoso é o que os
toltecas chamam de mitote, o caos de milhares de vozes diferentes, todas
tentando falar ao mesmo tempo na mente.
Ainda pior são os feiticeiros ou "hackers de computador", os que
intencionalmente espalham o vírus. Recorde a época quando você ou algum
seu conhecido estava zangado com outra pessoa e desejava se vingar. Para
buscar a vingança, você disse alguma coisa para ou sobre a pessoa com a
intenção de espalhar veneno e fazer com. que essa pessoa se sentisse mal
consigo mesma. Quando crianças, fazemos isso sem pensar, mas quando
crescemos nos tornamos muito mais calculistas em nossos esforços para
rebaixar outra pessoa. Então mentimos para nós mesmos e dizemos que essa
pessoa recebeu um castigo justo para seus malfeitos.
Quando enxergamos o mundo através de um vírus de computador, é fácil
justificar o comportamento mais cruel. O que deixamos de perceber é que o
mau uso de nossa palavra está nos enterrando cada vez mais no sonho do
inferno.
Por anos a fio recebemos fofocas e opiniões do outros, mas também da forma
como usamos a palavra conosco. Falamos conosco constantemente, a maior parte do tempo dizendo coisas como: "Puxa, estou gordo. Estou feio. Estou
ficando velho, estou perdendo os cabelos. Sou estúpido, nunca entendo
nada. Jamais serei bom o suficiente, e nunca serei perfeito". Está vendo
como usamos nossa palavra contra nós mesmos? Precisamos começar a
compreender o que a palavra é e o que a palavra faz. Se você
compreender o primeiro compromisso, Ser impecável com sua palavra, você
começa a perceber todas as mudanças que podem acontecer em sua
vida. Primeiro, na forma como você lida consigo mesmo, e, depois, na
forma como lida com outras pessoas, especialmente aquelas a quem ama
mais.
Considere quantas vezes você mexericou sobre a pessoa que ama para
conquistar o apoio de outros para o seu ponto de vista. Quantas vezes
você capitulou a atenção dos outros e espalhou veneno sobre quem ama
mais, a fim de tornar sua posição correta? Sua opinião não é nada além
do seu ponto de vista.Não é necessariamente verdadeira. Sua opinião
deriva de suas crenças,do seu próprio ego e do seu próprio sonho.
Criamos todo esse veneno e o espalhamos aos outros,de forma que
possamos imaginar certos em nosso ponto de vista.
Se adotarmos o primeiro acordo e nos tornarmos impecáveis em relação a
nossa palavra, qualquer veneno emocional será limpo de nossa mente e
de toda a comunicação em nossos relacionamentos pessoais, incluindo
nosso animal de estimação, cão ou gato.
A impecabilidade no mundo também irá conferir imunidade em relação a
alguém colocando um encantamento em você. Você apenas receberá a
idéia negativa se sua mente for um terreno fértil para essa idéia. Quando
você se toma impecável em relação a sua palavra, sua mente não mais se
constitui em terreno fértil para as palavras que formam a magia negra. Ao
invés disso, é um terreno fértil para palavras que venha do amor. Você
pode medir a impecabilidade de sua palavra pelo seu nível de amor
próprio.
Quanto você ama a si mesmo e como se sente consigo são diretamente
proporcionais à qualidade e integridade de sua palavra. Quando você é
impecável com suas palavras, sente-se bem, feliz e em paz.
Você pode transcender o sonho do inferno apenas firmando o
compromisso de ser impecável com sua palavra. Neste instante estou
plantando essa semente em sua cabeça. Se ela vai ou não crescer,
depende de quão fértil sua mente é para as sementes do amor. Cabe a
você firmar esse compromisso com você mesmo:”Sou impecável com
minha palavra". Cuide dessa semente e, à medida que ela germinar em.
sua mente, irá gerar mais sementes de amor para substituir as sementes
de ódio. Esse primeiro compromisso irá mudar o tipo de sementes que
brotam de sua mente. Ser impecável com a própria palavra. Este é o primeiro compromisso que
você deve fazer se quiser ser livre, se quiser ser feliz, se quiser
transcender o nível de existência que é o inferno. Use a palavra para
espalhar o amor. Use magia branca, começando com você mesmo. Diga a
si próprio quão maravilhoso você é, como é grande. Diga a si mesmo
como gosta de você. Use a palavra para quebrar todos os pequenos
compromissos que o fazem sofrer.
É possível. É possível porque eu fiz isso, e não sou melhor do que você.
Não, somos exatamente a mesma coisa. Temos o mesmo tipo de cérebro
e o mesmo tipo de corpo; somos humanos. Se eu fui capaz de quebrar
esses compromissos e criar novos compromissos, então você pode fazer a
mesma coisa. Se posso ser impecável com minha palavra, por que você
não pode? Apenas esse compromisso pode mudar toda a sua vida. A
impecabilidade da palavra pode levar à liberdade pessoal ao sucesso e à
abundância; pode facilmente dissolver todo o medo e transformá-lo em
alegria e amor. Imagine só o que você pode criar com a impecabilidade
da palavra. Com a impecabilidade da palavra, você pode transcender o
sonho do medo e viver uma vida diferente. Pode viver no céu no meio
de milhares de pessoas que vivem no inferno, porque você é imune a
esse inferno. Você pode atingir o reino do céu apenas com este
compromisso: seja impecável com sua palavra.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PRELÚDIO DE UM NOVO SONHO (Livro: Os 4 Compromissos)

PRELÚDIO DE UM NOVO SONHO


Existem centenas de compromissos que você firmou consigo mesmo, com as outras pessoas, com seu sonho de vida, com Deus, com a sociedade, com seus pais, com seu cônjuge, com seus filhos. Contudo, os compromissos mais importantes são os que você fez consigo mesmo.
Nesses compromissos você diz a si mesmo quem você é, como se sente, no que acredita e como se comportar. O resultado é o que você chama de sua personalidade. Nesses compromissos você diz: "Isso é o que sou. Isso é aquilo em que eu acredito. Posso fazer certas coisas e outras coisas, não.
Essa é a realidade, aquela é a fantasia; isso é possível, aquilo é impossível" Um único compromisso não representa tanto problema, porém temos muitos compromissos que nos fazem sofrer, que nos fazem fracassar na vida. Se você quer viver uma vida de alegria e realização, é preciso encontrar a coragem de quebrar esses compromissos baseados no medo e reclamar seu poder pessoal. Os compromissos que vêm do medo exigem que gastemos um bocado de energia, mas os compromissos que derivam do amor nos ajudam a conservar energia e ainda ganhar energia extra. Cada um de nós nasce com uma determinada quantidade de poder pessoal, que podemos reconstruir a cada dia depois que descansarmos.
Infelizmente gastamos todo o nosso poder pessoal em primeiro lugar para criar esses compromissos, e depois para mantê-las. Nosso poder pessoal é dissipado por todos os compromissos que criamos, e o resultado é que nos sentimos sem poder. Temos poder suficiente para sobreviver a cada dia, porque a maior parte é usada para manter os compromissos que nos atrelam ao sonho do planeta. Como podemos mudar todo o sonho de
nossa vida quando não temos poder para mudar nem sequer o menor compromisso?
Se conseguirmos perceber que são os compromissos que nos regulam avida, e não gostamos do sonho de nossa vida, precisamos alterar os compromissos. Quando, finalmente, estivermos prontos para mudar esses compromissos, existem quatro acordos poderosos que nos ajudarão a quebrar aqueles acordos que vêm do medo e drenam nossa energia.
A cada vez que se quebra um acordo, todo o poder que você usou para criá-lo retoma a você. Se você adotar esses quando novos acordos, eles irão criar poder pessoal suficiente para alterar todo o seu sistema antigo de compromissos.
Você precisa de muita força de vontade para adotar os Quatro Compromissos - mas se você conseguir começar a viver sua vida com esses compromissos, a transformação em sua vida será impressionante. Você verá o inferno desaparecer perante seus olhos. Ao invés de viver um sonho de inferno, você estará criando um novo sonho-seu sonho pessoal do céu.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

DOMESTICAÇÃO E O SONHO DO PLANETA - II

Quando você estava na escola, sentava-se numa cadeira pequena e colocava sua atenção no que o professor estava ensinando. Quando você ia à igreja, colocava sua atenção naquilo que o padre ou o pastor dizia. É a mesma dinâmica com pais e mães, irmãos e irmãs: todos tentam capturar sua atenção.
Aprendemos também a capturar as atenções de outros seres humanos e desenvolvemos certa necessidade" de atenção que pode se tomar extremamente competitiva'; As crianças competem para ter a atenção dos pais dos professores, dos amigos. "Olhe para mim! Veja o que estou fazendo! Ei, estou aqui." A necessidade de atenção se toma muito forte e continua pela vida adulta. O sonho exterior captura nossa atenção e nos ensina em que acreditar, começando com a linguagem que utilizamos. A linguagem é o código para o entendimento e a comunicação entre os seres humanos. Cada letra, cada palavra em cada linguagem é um acordo. Chamamos a isso de página de um livro; a palavra página é um acordo que entendemos. Uma vez que se compreenda o código, nossa atenção é capturada e a energia é transferida de uma pessoa para outra.

Não foi sua escolha falar português. Você não escolheu sua religião e valores morais - eles já existiam antes de você nascer. Nunca tivemos a oportunidade de escolher em que acreditar ou não acreditar. Nunca escolhemos nem ao menos o menor desses acordos. Não escolhemos ao menos nosso próprio nome.
Quando crianças, não tivemos oportunidade de escolher nossas crenças, mas concordamos com a informação que nos foi passada sobre o sonho do planeta por intermédio de outros seres humanos. A única maneira de armazenar informações é por acordo. O sonho exterior pode captar nossa atenção, mas se não concordarmos, não armazenamos essa informação. Assim que concordamos, acreditamos, e isso é chamado de fé. Ter fé é acreditar incondicionalmente.

Foi assim que aprendemos quando crianças. Crianças acreditam em tudo o que os adultos dizem. Concordamos com eles, e nossa fé é tão forte que o sistema de fé controla todo o nosso sonho de vida. Não escolhemos essas crenças, e poderíamos nos ter rebelado contra elas, mas não tivemos força suficiente para realizar essa rebelião. O resultado é ceder às crenças com nosso consentimento.
Chamo esse processo de a domesticação de seres humanos.

E por intermédio dessa domesticação aprendemos como viver e como sonhar. Na domesticação de seres humanos, a informação do sonho exterior é conduzida para o sonho interior, criando nosso sistema de crenças. Primeiro a criança aprende o nome das pessoas e das coisas: mamãe, papai, leite, garrafa. Dia a dia, em casa, na escola, na igreja e na televisão, nos dizem como viver, que tipo de comportamento é aceitável. O sonho exterior nos ensina a ser um ser humano. Temos um conceito completo sobre o que é uma "mulher" e o que é um "homem". Também aprendemos a julgar: julgamos a nós mesmos, julgamos as outras pessoas, julgamos os vizinhos.
As crianças são domesticadas da mesma forma que domesticamos um cão, um gato ou qualquer outro animal. Para ensinar um cachorro precisamos punir e dar recompensas a ele. Treinamos nossos filhos, aos quais amamos tanto, da mesma forma que treinamos qualquer animal doméstico: com um sistema de castigos e recompensas. Dizem-nos: "Você é um bom menino" ou "Você é uma boa menina" quando fazemos o que mamãe e papai querem que a gente faça. Quando isso não acontece, somos "meninos maus" ou "meninas más".

Nas oportunidades em que fomos contra as regras, nos puniram; quando agimos de acordo com elas, ganhamos uma recompensa. Fomos castigados muitas vezes por dia e recompensados muitas vezes por dia. Logo ficamos com receio de sofrer o castigo e também com receio de não ganharmos a recompensa. A recompensa é a atenção que conseguimos de nossos pais, ou de outras pessoas como irmãos, professores e amigos. Logo desenvolvemos
necessidade de captar a atenção de outras pessoas para conseguir a recompensa.
A recompensa provoca uma sensação boa, e continuamos fazendo o que os outros querem que a gente faça para obter a recompensa. Com medo de ser punidos e medo de não ganhar recompensa, começamos a fingir ser o que não somos apenas para agradar aos outros, só para ser suficientemente bons para outras pessoas. Tentamos agradar a mamãe e papai, tentamos agradar aos professores na escola, tentamos agradar à Igreja, e com isso começamos a representar. Fingimos ser o que não somos porque temos medo de ser rejeitados. O medo de sermos rejeitados torna-se o medo de não sermos suficientemente bons. Mais tarde, acabamos por nos tornar alguém que não somos. Tornamo-nos cópias das crenças de mamãe, das crenças de papai, das crenças da sociedade e das crenças religiosas.
Todas as nossas tendências normais são perdidas no processo da domesticação. E quando somos grandes o suficiente para que nossa mente compreenda, aprendemos a palavra não. Os adultos dizem "Não faça isso, não faça aquilo". Nós nos rebelamos e dizemos "Não!". Rebelamo-nos porque estamos defendendo nossa liberdade Queremos ser nós mesmos, mas somos pouco, e os adultos são grandes e fortes. Depois de um certo tempo, ficamos com medo porque sabemos que todas as vezes em que fizermos algo errado, seremos castigados.

A domesticação é tão forte que num ponto determinado de nossa vida não precisamos mais que ninguém nos domestique'. Não precisamos da mamãe ou do papai, da escola ou da Igreja para nos domesticar. Somos tão bem treinados que passamos a ser nosso próprio treinador. Somos um animal auto domesticado. Agora podemos domesticar a nós mesmos de acordo com a mesma crença no sistema que nos forneceram, usando as mesmas técnicas de punição e recompensa. Punimos a nós mesmos quando não seguimos as regras quando somos "bonzinhos" ou "boazinhas" o sistema de crenças é como o Livro da Lei que regula nossa mente. Sem questionar, o que estiver escrito no Livro da Lei é nossa verdade. Baseamos todos os nossos julgamentos segundo o Livro da Lei, mesmo que esses julgamentos e opiniões venham contra nossa própria natureza. Mesmo leis morais como os Dez Mandamentos são programadas em nossas mentes no processo de domesticação. Um a um, todos esses compromissos passam a constar no Livro da Lei, e esses compromissos regem nosso sonho.

Existe algo em nossa mente que julga a tudo e a todos, incluindo o tempo, o cão, o gato ... tudo. O Juiz interno usa o que está escrito no Livro da Lei para julgar o que fazemos e o que não fazemos, o que pensamos e o que deixamos de pensar, mais tudo o que sentimos e deixamos de sentir. Tudo vive sob a tirania desse Juiz. Todas as vezes que fazemos alguma coisa que vai contra o Livro da Lei, o Juiz diz que somos culpados, que precisamos ser punidos e que deveríamos nos envergonhar. Isso acontece muitas vezes por dia, dia após dia, ao longo de todos os anos em que vivermos.
Existe outra parte de nós que recebe os julgamentos, e essa parte chama-se: a Vítima. A Vítima carrega a culpa, a responsabilidade e a vergonha. É a parte de nós que diz: "Coitado de mim, não sou bom o suficiente, não sou inteligente o suficiente, não sou atraente, não sou digno de amor, pobre de mim". O grande Juiz concorda e diz: "Sim, você não é bom o suficiente". E tudo isso é baseado num sistema de crenças que não chegamos a escolher. Essas crenças são tão fortes que mesmo anos mais tarde, depois que fomos expostos a novos
conceitos e tentamos tomar nossas próprias decisões, descobrimos que essas crenças ainda controlam nossas vidas.

O que quer que vá contra o Livro da Lei irá fazer você experimentar uma sensação estranha no plexo solar, que é chamada medo. Quebrar as regras do Livro da Lei abre seus ferimentos emocionais, e sua reação cria veneno emocional. Porque tudo que está no Livro da lei tem de ser verdade, qualquer coisa que desafie aquilo em que você acredita irá produzir uma sensação de insegurança. Mesmo que o Livro da Lei esteja errado, ele faz com que você se sinta seguro. É por isso que precisamos de um bocado de coragem para desafiar nossas próprias crenças. Ainda que saibamos não haver escolhido nenhuma dessas crenças, também é verdade que terminamos por concordar com todas elas. A concordância é tão forte que mesmo que a gente entenda o conceito de que não são nossas verdades, sentimos a culpa e a vergonha que ocorrem se formos contra essas regras.

Assim como o governo possui o Livro de leis que regula o sonho da sociedade, o nosso sistema de crenças possui o Livro da lei. que regulamenta nosso sonho pessoal. Todas essas leis existem em nossa mente, acreditamos nelas, e o Juiz dentro de nós baseia tudo nessas regras. O Juiz decreta e a Vítima sofre a culpa e o castigo.Mas quem disse que existe justiça nesse sonho? A verdadeira justiça é pagar uma vez apenas por cada erro. A injustiça verdadeira é pagar mais de uma vez por cada erro.
Quantas vezes pagamos por um erro? A. resposta é: milhares de vezes. O ser humano é o único animal na Terra que paga milhares de vezes pelo mesmo erro. O resto dos animais paga apenas uma vez pelo erro cometido. Não nós. Temos uma memória poderosa. Cometemos um erro, julgamos a nós mesmos, descobrimos que somos culpados e castigamos a nós mesmos. Se a justiça existe, então foi o suficiente; não precisamos nos castigar outra vez. Mas cada vez que lembramos, julgamos a nós mesmos outra vez, nos declaramos culpados outra vez e punimos a nós mesmos outra vez, e outra, e outra ainda.
Se tivermos uma esposa ou marido, ela ou ele também ajudarão a lembrar de nosso erro, de forma que nos julgamos, condenamos e castigamos ainda outras vezes. É justo isso?
Quantas vezes fazemos nosso cônjuge, nossos filhos e nossos pais pagar pelo mesmo erro? A cada vez que lembramos um erro, culpamos a eles novamente e enviamos todo o veneno emocional produzido pela injustiça, depois fazemos com que eles paguem outra vez pelo mesmo erro. Isso é justiça? O Juiz na mente está errado porque o sistema de crenças, o Livro da Lei, está errado.

Todo o sonho é baseado em leis falsas. Noventa e cinco por cento das crenças que temos armazenadas em nossas mentes não passam de mentiras, e sofremos porque acreditamos nessas mentiras. No sonho do planeta, é normal que os seres humanos sofram, vivam com medo e criem dramas emocionais. O sonho exterior não é agradável; é um sonho violento, um sonho de medo, um sonho de guerra, um sonho de injustiça. O sonho pessoal dos seres humanos pode variar, mas de forma global, geralmente é um pesadelo. Se observarmos a sociedade humana, encontramos um lugar muito difícil de viver porque é regido pelo medo. Através do mudo, vemos os seres humanos a sofrer, sentir raiva,vingar-se, viciar-se e provocar violência nas ruas, gerando uma tremenda quantidade de injustiça. Pode existir em níveis diferentes em vários países ao redor do mundo, mas o medo controla nosso sonho exterior.

Se compararmos o sonho da sociedade humana como a descrição do inferno fornecidas por quase todas as religiões do mundo,descobrimos que são a mesma coisa. As religiões dizem que o inferno é um local de punição,de medo,dor e sofrimento,um lugar onde o fogo queima a gente. O fogo é gerado por emoções que vem do medo. Sempre que sentimos raiva,ciúmes,inveja ou ódio,experimentamos um tipo de fogo queimando em nosso interior. Estamos vivendo um sonho do inferno.
Se você considera o inferno um estado de espírito, então ele se encontra ao nosso redor. Os outros podem nos prevenir de que se não fizermos o que eles dizem que devemos fazer,iremos para o inferno. Más notícias! Já estamos no inferno,incluindo as pessoas que nos dizem isso. Nenhum ser humano pode condenar o outro ao inferno porque já estamos nele. É verdade que outros podem nos colocar num inferno ainda mais profundo.Mas apenas se nós permitimos que isso aconteça.

Cada ser humano possui seu sonho pessoal,e assim como o sonho da sociedade,geralmente é regido pelo medo. Aprendemos a sonhar o inferno em nossa própria vida, em nosso sonho pessoal. Os mesmos medos se manifestam de formas diferentes para cada pessoa, claro, mas experimentamos a raiva, o ciúme, o ódio, a inveja e outras emoções negativas. Nosso sonho pessoal também pode se tomar um pesadelo constante, onde sofremos e vivemos em estado de medo. Porém, não temos necessidade de sonhar um pesadelo. É possível fabricar um sonho agradável. Toda a humanidade busca a verdade, a justiça e a beleza. Estamos numa busca eterna pela verdade porque apenas acreditamos nas mentiras que possuímos armazenadas na mente. Estamos procurando justiça porque no sistema de crenças que adotamos não existe justiça. Procuramos pela beleza porque, não importa quão bela é uma pessoa, não acreditamos que essa pessoa tenha beleza. Continuamos procurando sem parar, quando tudo já está em nosso interior. Não existe verdade a encontrar. Sempre que voltamos nossas cabeças, o que vemos é a verdade, mas com os compromissos e crenças que temos na mente, não temos olhos para enxergar essa verdade.

Não enxergamos a verdade porque somos cegos. O que nos cega são as crenças falsas que temos em nossas mentes. Temos a necessidade de estar certos e de tornar os outros errados. Confiamos no que acreditamos, e nossas crenças nos predispõem ao sofrimento. É como se vivêssemos no meio de um nevoeiro que não permite enxergar um palmo além do nariz. Vivemos num nevoeiro que nem ao menos é real. Esse nevoeiro é um sonho seu sonho pessoal da vida - aquilo em que você acredita todos os conceitos que possui sobre quem você é, todos os compromissos que assumiu com os outros com você mesmo e até com Deus.

Toda a sua mente é um nevoeiro que os toltecas chamam de mitote. Sua mente é um sonho em que mil pessoas conversam ao mesmo tempo e ninguém entende o outro. Essa é a condição da mente humana - um grande mitote. Com esse grande mitote você não consegue enxergar o que realmente é. Na Índia,eles chamam o mitote de Maya o que significa “ilusão”. É a noção pessoal do “eu sou”. Tudo em que você acredita sobre si mesmo, sobre o mundo, todos os conceitos e programas que você tem na mente, todos formam o mitote. Não conseguimos ver quem realmente somos; não conseguimos perceber que não somos livres.

Por isso , os seres humanos resistem à vida. Estar vivo é o maior medo que os homens possuem.A morte não é o medo que temos; nosso maior medo é assumir o risco de estar vivo - o risco de estar vivo e expressar o que somos na realidade. Simplesmente sermos nós mesmos é o maior medo dos seres humanos. Aprendemos a viver nossa vida tentando satisfazer as exigências de outras pessoas. Aprendemos a viver pelos pontos de vista de outra pessoa, por causa do medo de não sermos aceitos e de não sermos bons o suficiente para outras pessoas.
Durante o processo da domesticação , formamos uma imagem do que é a perfeição para tentarmos ser bons o suficiente. Criamos uma imagem de como devemos ser para sermos aceitos por todos. Especialmente tentamos agradar aos que nos amam, como mamãe e papai, irmãos e irmãs maiores, os sacerdotes e os professores. Tentando ser bons para eles, criamos uma imagem de perfeição,mas não nos encaixamos nessa imagem.Criamos essa imagem, mas essa imagem não é real.Nunca iremos ser perfeitos sob esse ponto de vista. Nuca!
Não sendo perfeitos, rejeitamos a nós mesmos. E o nível de auto-rejeição depende de quão efetivos foram os adultos ao quebrar nossa integridade. Depois da domesticação, não se trata mais de sermos bons O suficiente para outras pessoas. Não podemos perdoar a nós mesmos por não sermos o que desejamos ser, ou melhor, o que acreditamos que desejamos ser. Não podemos perdoar a nós mesmos por não sermos perfeitos.
Sabemos que não somos quem deveríamos ser e, portanto, nos sentimos falsos, frustrados e desonestos. Tentamos nos esconder de nós mesmos, e fingimos ser quem não somos. O resultado é que nos sentimos autênticos e usamos máscaras sociais para evitar que os outros percebam isso. Temos medo de que alguém mais repare que não somos quem pretendemos ser. Julgamos igualmente os outros de acordo com nossa imagem de perfeição, e, normalmente, eles não correspondem às nossas expectativas.
Desonramos a nós mesmos só para agradar a outras pessoas. Chegamos a fazer mal ao nosso corpo físico apenas para ser aceitos pelos outros. Você vê adolescentes tomando drogas apenas para evitar serem rejeitados por outros adolescentes. Eles não sabem que o problema é não aceitar a si mesmos.
Rejeitam a si mesmos porque não são o que fingem ser. Desejam ser de uma certa forma, mas não são, e por isso carregam a vergonha e a culpa. Os seres humanos punem a si mesmos interminavelmente por não serem quem acreditam quem acreditam que devem ser.Tornam-se autodestrutivos,e usam também outras pessoas para fazerem mal a si mesmos.

Mas ninguém nos pode fazer mal com tanta eficiência quanto nós mesmos, e o Juiz , a Vitima e o sonho social são responsáveis por isso. É verdade, encontramos pessoas que dizem que o marido ou a esposa, mãe ou pai as fazem sofrer, mas você sabe que nos prejudicamos muito mais do que isso. A forma como julgamos a nós mesmos é o pior juiz que jamais existiu. Se cometermos um erro na frente de outras pessoas, tentamos negar o erro e encobrir tudo.Assim que ficamos sozinhos, entretanto, o Juiz se torna forte, e a sensação de culpa assume proporções enormes; sentimos-nos estúpidos, ou maus, ou indignos.
Durante toda a sua vida ninguém fez você sofrer mais do que você mesmo. E o limite desse auto-sofrimento é exatamente o limite que você ira tolerar nos outros.Se alguém faz você sofrer um pouco mais do que você mesmo, provavelmente você se afastará dessa pessoa.Se alguém faz você sofrer menos do que você costuma fazer,você com certeza ira permanecer no relacionamento e tolera-lo infindavelmente.
Se você se impõe sofrimentos grandes demais, pode até tolerar alguém que bate em você, humilha-o e o trata como sujeira. Por quê? Porque em seu sistema de crenças você diz: "Eu mereço. Essa pessoa está me fazendo um favor por estar comigo. Não sou digno de amor e respeito. Não sou bom o suficiente".

Temos necessidade de ser aceitos e de se amados por outros, mas não podemos aceitar e amar a nós mesmos. Quanto mais gostarmos de nós mesmos, menos iremos experimentar o auto-sofrimento. O auto-sofrimento vem da auto-rejeição,e a auto-rejeição vem de ter uma imagem sobre o que significa ser perfeito e não atingir nunca esse ideal. Nossa imagem de perfeição é o motivo pelo qual rejeitamos s nós mesmos;é por isso que não aceitamos a nós mesmos da maneira que somos e não aceitamos os outros da forma que são.
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